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Seu Linfoma Recidivou? Fique Calmo!

Seu linfoma recidivou? Fique calmo!

As opções de tratamento para estes casos são bastante efetivas

Descobrir um linfoma não costuma ser uma notícia fácil. Afinal, assusta saber que se tem um câncer e que toda a rotina de vida irá mudar, por conta dos exames e dos medicamentos.

Aí vem o tratamento e o paciente passa por todas as etapas: medo do novo, inúmeras visitas ao hospital, efeitos colaterais e, quando chega a tão esperada remissão, a vitória é comemorada.

Em muitos casos, o paciente consegue alcançar a cura e o linfoma não volta mais. Já em outros, a recidiva torna-se uma realidade e, novamente, a luta contra o câncer se faz presente. E se você está justamente nesta fase, a boa notícia é que há tratamentos e também com bons resultados!

Recidiva nos diferentes linfomas

O linfoma não é uma doença única. Eles são divididos em dois importantes grupos, que são os linfomas de Hodgkin e os linfomas não-Hodgkin. Cada um deles possuem diferentes subtipos, que recebem tratamentos diferentes também.

O estadiamento em que a doença é diagnosticada faz a diferença nos bons resultados do tratamento. Se descoberta logo no início (estadiamento I e II) os resultados são bem positivos. Já se o linfoma estiver avançado (estadiamento III e IV), as chances de cura ficam menores.

Os linfomas de Hodgkin, em um geral, costumam ser altamente curáveis e as taxas de recidiva mais baixas. Já para os linfomas não-Hodgkin, em especial os agressivos, as taxas de cura são menores e as chances de recidiva, maiores.

“Assim como outros tumores, os linfomas podem recidivar, ou seja, voltarem mesmo após a remissão. Aliás, quando falamos em remissão, significa que com técnicas atuais procuramos vestígios da doença e não encontramos. Classicamente foi determinado que só se pode falar em cura após cinco anos sem evidência da doença, mas sempre acompanhamos os pacientes por muito mais tempo, pois vemos casos de recaídas tardias”, fala Dr. Breno Gusmão.

Por que uma recidiva acontece?

Bem, ainda não se sabe exatamente o porquê uma recidiva acontece. Dentre as explicações encontradas, está o fato de um paciente apresentar alterações imunológicas e/ou predisposições genéticas para isso.

Uma recidiva pode aparecer pouco ou muito tempo depois da cura do primeiro câncer e, em ambos os casos, é possível que as células tenham desenvolvido uma certa resistência ao primeiro tratamento empregado, por isso uma diferente linha terapêutica deverá ser administrada.

Tratamento – Uma nova abordagem

Como vimos, os tratamentos de primeira linha para os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin costumam apresentar bons resultados, mas tudo irá depender de seu estadiamento:

 Linfoma de Hodgkin

 Linfoma não-Hodgkin

  • Neste caso, como são mais de 40 subtipos, além do estadiamento da doença, deverá ser olhado o tipo do linfoma. Em um geral, o tratamento de primeira linha é feito por quimioterapia, em conjunto com um anticorpo monoclonal, no esquema conhecido por R-CHOP.

Para os pacientes recidivados, também há diversas opções.

“Para definirmos uma nova estratégia de tratamento, vamos analisar o subtipo do linfoma, a maneira como a doença está se apresentando neste momento e, claro, o paciente. Em geral, indicamos imunoterapia, novos esquemas de quimioterapia e também o transplante de medula óssea. Novos tratamentos surgiram, com bons resultados, como as terapias alvo e, mais recentemente, os CAR T-Cells”, explica o Dr. Breno.

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