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Dentre os tratamentos oncológicos, a quimioterapia é um dos mais conhecidos. Mas o que você provavelmente não sabe é que a quimioterapia surgiu durante a Segunda Guerra Mundial, nos Estados Unidos, quando pesquisadores que trabalhavam com o gás mostarda (substância química utilizada durante a guerra) começaram a apresentar alterações em seus glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas.

Com este novo achado, o primeiro quimioterápico foi desenvolvido como arma química. Em paralelo, os pesquisadores começaram a investigar os agentes da mostarda, que poderiam ser usados para cessar o crescimento rápido das células, tais como as cancerosas.

Este gás foi, então, o primeiro quimioterápico utilizado em doenças que apresentavam tais distúrbios no organismo.

A partir deste momento, centenas de pesquisas passaram a ser realizadas e hoje é possível notar um grande avanço no tratamento quimioterápico para os diversos tipos de câncer existentes, incluindo os do sangue. Com a quimioterapia é possível controlar e até mesmo curar o câncer.

Tipos de quimioterápicos

Também chamados por agentes quimioterápicos, estes medicamentos podem ser usados em conjunto (poliquimioterapia) ou sozinhos (monoterapia).

As principais maneiras de se aplicar a quimioterapia são:

  • Intravenosa (pela veia) – Os medicamentos são aplicados na veia ou por meio de cateter, na forma de injeções ou dentro do soro.
  • Via oral (pela boca) – Pode ser em forma de comprimido, cápsula e líquido e o paciente pode tomar em casa.
  • Intramuscular (pelo músculo) – A medicação é aplicada por meio de injeções no músculo.
  • Subcutânea (abaixo da pele) – A aplicação da quimio é feita com uma injeção no tecido gorduroso acima do músculo (abaixo da pele).
  • Intratecal (pela espinha dorsal) – Embora pouco comum, ela é aplicada no líquor (o líquido da espinha), e será administrada pelo médico em uma sala própria no centro cirúrgico.
  • Tópica (sobre a pele) – O quimioterápico pode ser líquido ou em formato de pomada, e deve ser aplicado diretamente no câncer, sob a pele.

Tirando a quimioterapia oral e tópica, todas as outras serão realizadas em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação.

Para estas três últimas, o paciente também precisará ir até o hospital para receber o tratamento. Dependendo do caso, pode ser necessário ficar hospitalizado durante todo o período da quimio.

Protocolos quimioterápicos

Um protocolo estabelece quais medicamentos devem ser utilizados em conjunto, a dose correta para cada paciente e também a data de administração. Estes protocolos são usados igualmente, muitas vezes, em diversos centros de tratamento e apresentam resultados positivos.

Como a quimio age no corpo

O principal meio pelos quais a quimio age é interferindo na divisão e crescimento celular. A dose indicada será avaliada pelo onco-hematologista, de acordo com a “máxima dose tolerável” pelo paciente. É uma questão individual, que irá depender de paciente para paciente.

Em especial as quimioterapias injetáveis, quando em contato com o organismo, além de eliminar as células ruins do corpo, também atingem as células saudáveis do paciente, dentre elas as responsáveis pelas ações no trato digestivo, no sangue e as células que fazem o cabelo e pelos crescerem. Como principais reações estão:

  • Queda de cabelos e pelos (sobrancelhas, cílios)
  • Náuseas e vômitos
  • Mucosite (feridas na região bucal)
  • Diarreia ou constipação (intestino preso)
  • Fraqueza
  • Infecções (por conta da baixa imunidade)
  • Infertilidade
  • Perda de peso
  • Alteração no paladar
  • Hemorragias

Quimio oral e seus efeitos colaterais

Embora a quimioterapia oral seja menos invasiva que a injetável, até por não precisar ficar hospitalizado ou colocar um cateter para aplicá-la, alguns efeitos colaterais podem surgir. São eles:

  • Náuseas e vômitos
  • Diarreia
  • Mucosite (feridas na região bucal)
  • Alterações na pele
  • Diminuição das taxas sanguíneas

Amenizar os efeitos colaterais é possível

Para minimizar os efeitos colaterais, hoje estão disponíveis aos pacientes diferentes tipos de tratamentos. Por exemplo, a toxicidade hematológica, ou seja, aquela que afeta o tecido sanguíneo normal e pode provocar sangramento e infecções, é minimizada com transfusões de hemoderivados e com a administração de fatores de crescimento das linhagens hematológicas. Quanto aos outros efeitos, cada vez mais têm sido controlados com novos medicamentos.

Usos da quimioterapia

Os medicamentos quimioterápicos são utilizados com a finalidade de eliminar o câncer do organismo, mas podem ser aplicados em diferentes situações:

  1. Curativa. O tratamento recebe este nome nos casos em que somente com o uso da quimioterapia já será possível curar a doença.
  2. Neoadjuvante. É realizada quando o paciente precisará de uma cirurgia, mas o tumor sólido está em um local muito complicado de ser retirado. Neste caso, os quimioterápicos terão o papel de reduzir o tamanho do tumor, facilitando sua retirada.
  3. Adjuvante. Esta quimio será aplicada após uma cirurgia de remoção de um tumor ou depois de um transplante e medula óssea. Ela ficará responsável por remover as células doentes residuais e que poderiam se tornar um novo câncer, posteriormente.
  4. Controle. Alguns tipos de câncer, como as leucemias agudas, teimam em aparecer novamente (recidiva). Então, em intervalos regulares, os pacientes precisam fazer protocolos de quimioterapia, para que as chances de uma recaída sejam menores.

Como a quimio é eliminada do corpo

Após agir contra as células cancerígenas, os medicamentos quimioterápicos são eliminados do corpo principalmente pela urina, mas também pelas fezes, sêmen, suor, lágrimas e até mesmo vômito.

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