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Para entender o que é o mieloma múltiplo, tipo de câncer que atinge, na maior parte dos casos, pessoas acima dos 60 anos, é fundamental conhecer primeiro o sangue. E você já vai saber o porquê!

Ele é constituído por uma parte líquida (o plasma, que é formado por água e elementos químicos, como proteínas, hormônios, minerais, vitaminas e anticorpos) e por uma parte celular (as células sanguíneas).

Tanto o plasma, quanto as células sanguíneas, circulam por todo o corpo, nos chamados vasos sanguíneos. Então, o sangue, os vasos sanguíneos e o coração, juntos, formam o sistema circulatório.

AGORA, O SANGUE UM POUCO MAIS DE PERTO 

A medula óssea é o tecido encontrado no interior dos ossos, chamado popularmente por ‘tutano’. Ela produz todas as células presentes na corrente sanguínea.

As células sanguíneas são formadas a partir das células-tronco hematopoiéticas, que são células muito jovens. Com o processo de maturação, as células ficam mais maduras e passam a se diferenciar em diversos tipos.

Os três tipos básicos de células do sangue são: 

Glóbulos vermelhos ou hemácias – que transportam oxigênio para o corpo

Glóbulos brancos ou leucócitos – responsáveis por defender o corpo contra vírus, bactérias, dentre outros perigos 

Plaquetas – que coagulam o sangue, evitando hemorragias.

Em um processo normal, o indivíduo produz continuamente estas células. Mas no mieloma múltiplo, os glóbulos brancos começam a dar problema.

ENTENDA OS GLÓBULOS BRANCOS 

São dois os principais tipos de glóbulos brancos (ou leucócitos), que defendem o organismo: os mieloides e os linfoides.

Os tipos de células mieloides agem no sistema de defesa “comendo” os invasores. Já as células linfoides (ou linfócitos) fazem com que o corpo “lembre e reconheça” os invasores, ajudando em sua destruição.

Os linfócitos podem ser divididos em dois subtipos: os de células T e os de células B. Ambos estão presentes em diversas áreas do corpo, como axila, virilha, pescoço, intestino, corrente sanguínea…

Porém, suas funções são diferentes. Os linfócitos de células B agem sempre buscando os alvos malignos para “denunciar” aos linfócitos T, que então irão destruir os invasores.

Os linfócitos B, quando reconhecem a presença de um invasor (antígeno), se diferenciam e se multiplicam, transformando-se em milhões de plasmócitos. Estes, por sua vez, vão produzir bilhões de anticorpos de defesa, chamados imunoglobulinas. 

MAS, O QUE É O MIELOMA MÚLTIPLO?

O mieloma múltiplo tem início na medula óssea, quando no momento em que os linfócitos se diferenciam para, então, tornarem-se plasmócitos, ocorre uma mutação celular em um ou mais genes e passam a produzir plasmóticos anormais.

Os plasmócitos defeituosos/doentes acumulam-se na medula óssea, formando os plasmocitomas, que atrapalham o funcionamento das células saudáveis. Os plasmocitomas podem crescer dentro do osso e também fora dele.

Quando crescem dentro do osso, podem danificar a estrutura óssea. O mieloma múltiplo acontece quando estas células doentes estão dentro e fora do osso.

Este tipo de câncer corresponde a cerca de 1% dos tumores malignos e 15% das neoplasias hematológicas. Em estudos, observou-se que o MM é duas vezes mais comum entre os negros e também tem maior probabilidade de desenvolvimento em homens.

E A PROTEÍNA M? 

A principal função dos plasmócitos é produzir as imunoglobulinas, responsáveis pela defesa do corpo.

Plasmócitos anormais produzem imunoglobulinas anormais, que não conseguem exercer suas funções de proteção e formam um amontoado de proteínas “bagunçadas”, chamadas proteína monoclonal ou proteína M. 

Esta é uma outra característica bem típica e bastante importante em pacientes com mieloma múltiplo, que pode ser detectada no sangue ou urina.

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