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Leucemia linfocítica crônica (LLC)

Entenda o conceito de “Acompanhar e Esperar” durante a jornada terapêutica

Descobrir um câncer costuma ser uma notícia impactante. Mas imagina se você é diagnosticado com leucemia linfocítica crônica (LLC) e escuta do médico que não vai precisar tratar e sim somente “acompanhar e esperar”. Pode ser um pouco confuso, certo? Aqui nessa matéria vamos te explicar o porquê isso acontece.

O conceito em inglês Watch and Wait (acompanhar e esperar, em tradução para o português) é bastante aplicado neste tipo de leucemia, já que este é um câncer de evolução lenta e, muitas vezes, não apresenta sintoma algum.

Por isso, em grande parte dos casos, por mais estranho que pareça, o tratamento para a LLC não será aplicado aos pacientes. São eles:

– Assintomáticos ou de baixo grau: especialmente quando a doença está em estágios iniciais e os sintomas são mínimos ou inexistentes, os médicos podem optar por uma abordagem de “espera vigilante” ou também chamada de “observação ativa”. Isso significa monitorar regularmente a doença sem intervenção imediata, já que o tratamento pode não ser necessário imediatamente e apenas aplicado se a doença apresentar evolução.

– Idosos ou pacientes com outras condições de saúde: a LLC costuma acontecer, mais comumente, após os 60 anos de idade. Por isso, é essencial avaliar as condições clínicas para entender se o tratamento é adequado e qual a melhor terapêutica para aplicar, caso seja indicada.

– Qualidade de vida: quando a doença está bem no início e o paciente não apresenta sintomas, o tratamento, se aplicado, pode causar efeitos adversos desnecessários. Pensar no bem-estar do paciente é também parte essencial dos protocolos clínicos.

A LLC tem tratamento!

Agora, para os casos em que há uma evolução da doença e sintomas como fadiga, perda de peso sem causa aparente, aumento de gânglios (carocinhos na região do pescoço, virilha e axila), suor noturno, febre não relacionada à infecção passem a ficar evidentes, existem diferentes modalidades terapêuticas:

  • Quimioterapia intravenosa – Medicamentos são usados para combater as células cancerígenas.
  • Imunoterapia – O próprio sistema imunológico reconheça as células doentes e as ataca.
  • Terapia-Alvo – Aqui, os medicamentos atacam alguns tipos de células específicas que causam o câncer. No caso da LLC, o medicamento oral combate a proteína tirosina quinase de Bruton (BTK), responsável por manter a proliferação e sobrevivência das células cancerígenas.
  • Transplante de medula óssea – O objetivo é restaurar a produção normal das células sanguíneas. Será necessário doador compatível.

Importante! Somente o médico hematologista é quem poderá definir qual a melhor estratégia de tratamento: acompanhar ou utilizar medicamentos. Fique atento à sua saúde, sempre.

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