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Linfomas Indolentes. Tratar Ou Não Tratar?

Linfomas indolentes. Tratar ou não tratar?

Pode até parecer estranho, mas nem sempre este tipo de câncer precisará de tratamento

O linfoma não-Hodgkin pode ser dividido em diversos subtipos, informação esta de extrema importância para a aplicação de uma terpêutica mais assertiva. Ele também pode ser classificado como indolente ou agressivo. E aí vem a questão: linfomas indolentes. Tratar ou não tratar? Por mais estranho que pareça, nem sempre este tipo de câncer receberá indicação para um tratamento.

O que é linfoma indolente

O linfoma não-Hodgkin indolente é aquele de evolução lenta e, na maior parte dos casos, os pacientes nem apresentam sintomas. Por este motivo, o diagnóstico pode acontecer durante uma consulta de rotina. Além disso, as células dos linfomas indolentes também têm características próprias e, por isso, para uma resposta mais certeira, é fundamental que os exames corretos sejam feitos – conheça os exames aqui.

Tipos de linfomas indolentes

Dentre os mais comuns estão:

  • Linfoma folicular – Segundo subtipo mais comum dos LNH, com maior surgimento em pessoas com mais de 60 anos.
  • Linfoma Linfoplasmocítico (Macroglobulinemia de Waldenstron) – Subtipo muito raro, caracterizado por linfócitos pequenos que pode acompanhar sintomas neurológicos.
  • Linfoma Linfocítico de Pequenas Células/ Leucemia Linfóide Crônica– Ambos apresentam células conhecidas por “linfócitos pequenos”, os quais podem estar no sangue (forma leucêmica), nos linfodos (forma linfomatosa) ou em ambos. Geralmente acometem pessoas acima dos 60 anos de idade.
  • Linfoma de Zona Marginal – Ele pode ser dividido em três subtipos, que são o Linfoma de Zona Marginal Extranodal (quando compromete outros órgãos, como estômago, olho e pulmão), Linfoma de Zona Marginal Nodal (comprometimento de linfonodos) e Linfoma da Zona Marginal Esplênico (comprometimento do baço).
  • Linfoma do Manto: este subtipo por muitas vezes agressivo, também pode se apresentar na forma indolente, seja pelo aumento de linfócitos no sangue quanto aumento de linfonodos.
  • Linfoma Cutâneo: apesar de haver diversos subtipos de comprometimento cutâneo, frequentemente estes são restritos a pele.

Quando tratar um linfoma indolente

Em muitos casos, o tratamento não será indicado logo em seguida ao diagnóstico. E, claro, isso acaba por gerar muitas dúvidas e ansiedade nos pacientes. Afinal é natural entender que “se tenho um câncer, logo preciso tratar para ficar curado”.

Mas no caso dos linfomas indolentes, não é bem assim. Como sua evolução é lenta, e muitas vezes o paciente não apresenta sinal algum, não é preciso aplicar nenhuma terapêutica para tratá-lo. E isso pode seguir meses e até mesmo anos.

Aliás, receber um tratamento logo de início pode até ser prejudicial ao paciente, já que a toxicidade dos medicamentos no corpo e os efeitos colaterais estariam sendo vivenciados sem necessidade.

Agora, isso não quer dizer que o paciente não será assistido. O acompanhamento médico será essencial e frequente. Exames de imagem e de avaliação celular também passam a fazer parte da rotina, para observar a evolução da doença.

Mas, e se o linfoma evoluir?

Como o paciente está em observação médica frequente, se uma evolução for notada nos exames, aí sim o linfoma indolente passará a ser tratado. As opções de terapias irão depender do tipo da doença, mas geralmente são aplicadas quimioterapia e/ ou radioterapia, incluindo anticorpos monoclonais (terapia alvo) também.

Para os linfomas de pele, além da quimioterapia, também podem ser aplicadas a pulsação de luz ultravioleta ou até mesmo quimioterápicos em forma de pomadas.

Saiba mais sobre os linfomas não-Hodgkin, clicando aqui.

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