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Fevereiro Laranja, Mês Da Conscientização Sobre A Leucemia

Fevereiro Laranja, mês da conscientização sobre a leucemia

Novos tratamentos são apresentados no ASH 2020 para este tipo de câncer. Confira!

Fevereiro Laranja é o mês da conscientização sobre a leucemia, tipo de câncer que pode acontecer em qualquer idade. Hoje, com os avanços da ciência, é possível alcançar excelentes resultados no tratamento. Então, nesta matéria, vamos trazer para você as principais novidades terapêuticas que foram anunciadas no ASH 2020, maior evento de Onco-Hematologia dos Estados Unidos.

Mas antes, é importante entender o que é a leucemia e quais são seus principais subtipos.

A leucemia tem início na medula óssea, quando os glóbulos brancos passam a se desenvolver em excesso e deixam de desempenhar sua função, que é proteger o corpo dos vírus, bactérias, dentre outros perigos. As demais células do sangue, que são os glóbulos vermelhos (levam oxigênio) e plaquetas (fazem a coagulação do sangue) também ficam prejudicadas.

As leucemias são divididas em crônicas e agudas. Elas também podem ser linfoides ou mieloides, a depender de quais tipos celulares são afetados.

ASH 2020 – NOVOS TRATAMENTOS

  • Leucemia mieloide aguda (LMA)

Alguns estudos demonstraram que os pacientes apresentam melhores resultados quando não se repete o ciclo de indução com quimioterapia, após o primeiro, caso o paciente já apresentar uma boa resposta.

Outra novidade importante é que para pacientes com mais de 18 anos e que apresentam a mutação genética do FLT3, bastante comum na LMA, o uso de gilteritinib + azacitidina trouxe bons resultados, com 67% de remissão.

Ainda com o gilteritinib, mas em combinação com o venetoclax, pacientes com LMA recidivada e/ou refratária com mutação FLT3 alcançaram altas taxas de eliminação de blastos da medula óssea e do sangue periférico.

  • Leucemia linfoide aguda (LLA)

Este é o tipo de câncer mais comum em crianças. As pesquisas apresentadas no evento mostraram que a incorporação do blinatumomab na consolidação do tratamento da LLA B recidivada aumentou a taxa de doença residual mínima negativa em 90%, enquanto pacientes em tratamento apenas com quimioterapia tiveram em torno de 54%. Já as taxas de sobrevida livre de progressão, em dois anos, ficaram em 60%, enquanto com o uso de apenas quimioterapia foi de 25%.

Para os adultos, a novidade que destacamos é para a LLA B Ph-. Nestes casos, o uso de blinatumomab, junto com o protocolo Hipercivad, traz uma taxa de resposta completa de 81% e doença residual mínima negativa superior a 90%. A sobrevida global ficou em torno de 80% e a taxa de pacientes que foram para o TMO alogênico ficou em torno de 30%.

  • Leucemia mieloide crônica (LMC)

Hoje, este é o tipo de leucemia com protocolos clínicos melhor consolidados, por conta dos inibidores da tirosina quinase. Estes medicamentos orais possibilitam a remissão completa da doença na maior parte dos casos.

Mas, para aqueles pacientes que não respondem bem a estas drogas, novos medicamentos foram apresentados. O Acinimib, para a LMC em fase crônica e acelerada, demonstrou importantes 47% de resposta molecular maior. O Vodatinib, novo inibidor da tirosina quinase, indicado para pacientes refratários ou intolerantes aos medicamentos de primeira linha, possibilitou resposta citogenética completa em 63% dos casos.

  • Leucemia linfoide crônica (LLC)

A maior parte dos pacientes com LLC não recebe indicação de tratamento. Sim, pode até parecer estranho, mas por ser um câncer de evolução muito lenta, o acompanhamento médico já basta.

Entretanto, para os casos em que há uma evolução do quadro, o Ibrutinibe tem mostrado ser uma boa opção. Nos pacientes de alto risco e com mutação genética p53, o uso do Ibrutinibe como primeira linha apresentou sobrevida livre de progressão em 78% dos casos e sobrevida global em 88%.

As respostas aos inibidores de BTK (Tirosina Quinase de Bruton, proteína que transmite sinais para as células cancerígenas), para aqueles pacientes que ainda não realizarem este tipo de tratamento, chegaram a 100%!

SINAIS E SINTOMAS DA LEUCEMIA

Para que os tratamentos possam alcançar os excelentes resultados esperados, o diagnóstico precoce é essencial. Por isso, ficar atento aos sinais que o corpo emite é o primeiro passo.

Fique atento aos sinais e sintomas da leucemia:

  • Febre e infecções constantes
  • Sensação de fraqueza e fadiga persistente
  • Perda de peso inexplicável
  • Sangramentos e hematomas que aparecem com facilidade e sangramentos nasais
  • Petéquias, que são pequenos pontos vermelhos na pele
  • Anemia
  • Suores noturnos
  • Inchaço dos gânglios linfáticos
  • Dor nos ossos ou nas juntas

Se você estiver apresentando um destes sintomas, ou conhecer alguém nesta situação, procure um médico e peça um hemograma.

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