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Telemedicina – Você Pode Falar Com Seu Médico, Mesmo Estando Em Casa

Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa

Uso da tecnologia foi aprovado no país por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus

O coronavírus chegou trazendo importantes mudanças no cotidiano dos brasileiros. Para alguns pacientes com câncer, até o tratamento sofreu alterações. Afinal, para evitar os riscos de contrair a COVID-19, ir ao hospital passou a ser recomendação restrita, somente àqueles casos mais urgentes e/ou graves. Mas a telemedicina chega como uma importante alternativa.

Como fica o tratamento oncológico durante a pandemia?

A recomendação dos médicos é que nenhum tratamento pare. Ou seja, o paciente jamais deve pausar, por conta própria, a terapêutica indicada pelo especialista.

Agora, é possível, sim, reagendar a quimioterapia, a radioterapia e até mesmo um transplante de medula óssea. Exames diagnósticos e de acompanhamento também podem entrar na lista de “espera”. Os casos serão avaliados individualmente e somente o médico é quem poderá definir qual o melhor caminho a seguir.

Isso quer dizer que o paciente não terá contato com seu médico por um longo período? Não! É neste momento que a telemedicina entra.

O que é a telemedicina?

Medicina à distância, ou telemedicina, é quando médico e paciente fazem uma consulta não presencial. Por meio de uma plataforma especializada, é possível que o médico leia resultados de exames, tire dúvidas sobre sintomas e outras questões que envolvam a doença, explique se há ou não necessidade de ir ao hospital para aplicar medicamentos ou realizar novos testes, e acompanhe, com precisão, a situação do paciente.

Durante uma consulta à distância é possível, inclusive, realizar alguns exames. Existem dispositivos que ajudam o médico aferir a pressão arterial, fazer eletrocardiograma e até mesmo examinar a garganta do paciente.

Na telemedicina, o especialista também está autorizado a fazer receitas médicas com assinatura digital.

A telemedicina no Brasil foi anunciada pelo Ministério da Saúde por meio da portaria n°467, que regulamenta atendimentos médicos à distância. O texto determina que todas as consultas deverão ser obrigatoriamente registradas em prontuário clínico com indicação de data, hora, tecnologia da informação e comunicação utilizadas, além do número do Conselho Regional Profissional do Médico (CRM) e sua unidade da federação.

O paciente com câncer pode ser atendido à distância?

A resposta é sim! É importante lembrar que a telemedicina é Medicina e, em momentos de pandemia, como este que estamos vivendo, é uma excelente alternativa. Como vimos, o atendimento ocorrerá igualmente ao presencial. O paciente terá acesso às informações de seus exames e poderá esclarecer dúvidas. Agora, sabemos que alguns tipos de câncer, como as leucemias agudas, os linfomas agressivos e o mieloma múltiplo exigem cuidados especiais. Por isso, o médico irá avaliar caso a caso e dirá como as terapias devem seguir.

Segurança dos dados

Esta é uma preocupação importante. Quando uma consulta acontece de maneira presencial, no hospital, todos os dados do paciente estão seguros, em prontuários médicos. Já no mundo virtual, os riscos de vazamento podem ser maiores. Por isso, não é indicado que a telemedicina será praticada via telefone ou redes sociais. Existem plataformas específicas e seguras para a prática de consultas virtuais, com ferramentas adequadas tanto para garantir que as informações do paciente não sejam compartilhadas de forma idevida, como também para possibilitar um atendimento melhor e mais amplo. E todas as informações serão armazenadas no prontuário do paciente.

Telemedicina nos sistemas privado e público de saúde

A telemedicina deve acontecer tanto via hospitais/clínicas particulares, como também nos centros de tratamento do Sistema Público de Saúde (SUS).

Para quem não tem um plano de saúde e recorre aos serviços particulares, a consulta será cobrada pelo médico, normalmente.

Já para quem tem plano de saúde, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos devem cobrir o valor da consulta realizada via telemedicina.

No sistema público de saúde as consultas não serão cobradas.

Após a pandemia, telemedicina será reavaliada

A Lei 13.989, sansionada pelo governo federal, tem caráter emergencial. Isso quer dizer que, após este momento de pandemia por conta do novo coronavírus, os atendimentos à distância passarão por uma nova avaliação. Estão sendo preparados, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), documentos com foco na telemedicina.

Não deixe que a distância lhe prive de uma consulta . Se não é possível consulta presencial , marque sua telemedicina! Fico à disposição.

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