skip to Main Content

Mieloma múltiplo refratário e recidivado

Entenda o porquê nem sempre a doença responde ao tratamento inicial

O mieloma múltiplo refratário e recidivado pode acontecer em qualquer paciente, independentemente da idade e do tipo de tratamento utilizado. Nesse Março Borgonha, mês de conscientização do mieloma, explicaremos para você o porquê isso acontece e quais protocolos seguir.

O que é mieloma múltiplo?

O mieloma múltiplo tem início na medula óssea, quando no momento em que os linfócitos se diferenciam para, então, tornarem-se plasmócitos, ocorre uma mutação celular em um ou mais genes e passam a produzir plasmóticos anormais.

Os plasmócitos defeituosos/doentes acumulam-se na medula óssea, formando os plasmocitomas, que atrapalham o funcionamento das células saudáveis. Os plasmocitomas podem crescer dentro do osso e também fora dele.

Quando crescem dentro do osso, podem danificar a estrutura óssea. O mieloma múltiplo acontece quando estas células doentes estão dentro e fora do osso.

Este tipo de câncer corresponde a cerca de 1% dos tumores malignos e 15% das neoplasias hematológicas. Em estudos, observou-se que o MM é duas vezes mais comum entre os negros e também tem maior probabilidade de desenvolvimento em homens.

A principal função dos plasmócitos é produzir as imunoglobulinas, responsáveis pela defesa do corpo. Plasmócitos anormais produzem imunoglobulinas anormais, que não conseguem exercer suas funções de proteção e formam um amontoado de proteínas “bagunçadas”, chamadas proteína monoclonal ou proteína M. Esta é uma outra característica bem típica e bastante importante em pacientes com mieloma múltiplo, que pode ser detectada no sangue ou urina.

Quando suspeitar de um mieloma múltiplo

Dentre os principais sinais e sintomas estão fraqueza, cansaço extremo, dores e fraturas ósseas. A presença de anemia aos exames também é um fator de atenção.

Recidiva e refratariedade 

Quando o mieloma múltiplo pode voltar? Bem, o primeiro passo é entender o que é recidiva e o que é refratariedade. O paciente está em recidiva quando a doença volta a aparecer nos exames, mesmo depois de uma remissão completa. Já a refratariedade é quando o paciente não responde aos tratamentos indicados.

No mieloma múltiplo, a recidiva acontece por conta da presença e/ou persistência da doença após o tratamento proposto, sendo mais frequente e mais precoce em pacientes com pouca resposta ao tratamento.

Já a refratariedade ao tratamento acontece pela presença de clones neoplásicos mais resistentes às medicações, sendo mais comum em pacientes com mieloma múltiplo em recidiva e expostos a medicações com diferentes classes terapêuticas.

Idade X Recidiva 

O mieloma múltiplo acontece, na maior parte dos casos, em pessoas idosas. E, nesses casos, um dos grandes problemas pode ser a presença de outras doenças, como hipertensão, diabetes, revascularização do miocárdio, entre outras comorbidades.

O paciente idoso tolera menos uma piora clínica, além de em muitos casos apresentar menos tolerância ao tratamento de resgate, por conta dos eventos adversos. Por isso, é importante ter agilidade no diagnóstico da recidiva. E, caso seja necessário, iniciar um tratamento que possa ser o mais rápido possível no controle ágil da doença.

Mieloma múltiplo recidivado e refratário tem tratamento!

Embora realmente possa ser angustiante o paciente apresentar uma recidiva, ou não responder ao tratamento proposto, saber que há opções de tratamento para estas condições com certeza traz uma força maior para enfrentar o mieloma múltiplo.

Hoje nós temos, no Brasil, aprovação de vários medicamentos e combinações para tratamento da doença recidivada e refratária no paciente idoso.

Três classes de medicamentos se destacam pela eficácia tanto em pacientes idosos quanto em jovens:

  • Anticorpos monoclonais – Daratumumabe e isatuximabe são potentes e pouco tóxicos, sendo excelentes opções terapêuticas.
  • Inibidores de proteassoma – Há muito tempo eles são um sucesso no tratamento do mieloma, como o bortezomibe, que está disponível no SUS e o ixazomibe que tem as vantagens de ter poucos efeitos adversos e ser em comprimido.
  • Imunomoduladores – A lenalidomida se destaca por ser pouco tóxica, e a talidomida que está disponível no SUS.

Lembrando que a escolha do melhor esquema de combinação de medicamentos vai depender dos tratamentos já utilizados, de características da doença e do paciente. O médico hematologista é quem irá definir qual a melhor opção!

Está postagem tem 6 comentários

  1. Oi, minha mãe foi diagnósticada a 1 com mieloma múltiplo, e estamos em tratamento
    E faz pouco tempo que o irmão de minha mãe também está com mieloma!!
    Gostaria de ter mas informações sobre a doença
    Obg

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top