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	<title>Arquivos linfoma - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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	<title>Arquivos linfoma - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>Bussulfano em falta?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2021 22:13:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Medicamento utilizado no pré-TMO pode ser descontinuado no Brasil Nas últimas semanas, a possibilidade da falta do bussulfano foi pauta em diversos veículos de comunicação. Isso porque milhares de pacientes com cânceres do sangue dependem deste medicamento para sobreviver e o único fabricante/distribuidor para o Brasil anunciou sua descontinuação. Nesta matéria, vamos explicar tudo sobre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Medicamento utilizado no pré-TMO pode ser descontinuado no Brasil</strong><span id="more-6482"></span></h3>
<p>Nas últimas semanas, a possibilidade da falta do bussulfano foi pauta em diversos veículos de comunicação. Isso porque milhares de pacientes com cânceres do sangue dependem deste medicamento para sobreviver e o único fabricante/distribuidor para o Brasil anunciou sua descontinuação. Nesta matéria, vamos explicar tudo sobre o assunto.</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6485" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_1549501676-240x300.jpg" alt="" width="131" height="164" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_1549501676-240x300.jpg 240w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_1549501676.jpg 400w" sizes="(max-width: 131px) 100vw, 131px" />Bussulfano: qual a indicação?</strong></h4>
<p>Este medicamento é utilizado em pacientes com cânceres como <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/">leucemias</a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfomas</a> e <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a> que receberam a indicação para o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">transplante de medula óssea</a> (TMO). Ele está disponível tanto no sistema público de saúde, quanto no privado.</p>
<p>Para os adultos, ele pode ser utilizado juntamente com a ciclofosfamida, fludarabina e melfalano. Já em crianças, a combinação pode ser feita com ciclofosfamida ou melfalano.</p>
<p>O bussulfano é administrado via intravenosa. Ele deve ser aplicado antes do TMO, com o objetivo de preparar a medula óssea, eliminando as células doentes (cancerígenas).</p>
<p>Geralmente, ele é mais utilizado nos transplantes alogênicos, ou seja, quando precisa de um doador HLA compatível, seja este da família ou de um banco de doadores. Entretanto, é possível que para algumas situações, o medicamento seja também indicado nos transplantes autólogos.</p>
<h4><strong>Sem o bussulfano, sem TMO</strong></h4>
<p>Não há um substituto para o bussulfano, no país. Por isso, se o medicamento for descontinuado, ou ficar em falta, todos os pacientes que estão na fila por um TMO serão prejudicados. Para ter uma noção do tamanho do problema, em 2019 foram realizados no Brasil 3.805 transplantes de medula óssea em adultos, e 534 em crianças. Hoje, cerca de 5 mil pessoas esperam por este procedimento.</p>
<h4><strong>O que dizem as autoridades <img decoding="async" class="alignright wp-image-6486" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_294924254-300x300.jpg" alt="" width="171" height="171" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_294924254-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_294924254-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/01/shutterstock_294924254.jpg 400w" sizes="(max-width: 171px) 100vw, 171px" /></strong></h4>
<p>A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) diz saber a importância do medicamento e vem estudando ações e medidas que possam favorecer o acesso a produtos similares. Já o Ministério da Saúde informa não ter sido notificado a respeito desta decisão, mas declarou que o INCA (Instituto Nacional do Câncer) só tem estoques para apenas três meses.</p>
<p>Por este motivo, organizações como a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) já se manifestaram a respeito. Foi escrito um ofício, o qual já foi enviado para a Anvisa em dezembro de 2020.</p>
<p>Médicos e pacientes estão nesta luta juntos. Com o bussulfano podemos salvar vidas de muitas pessoas. Por isso, não vamos desistir!</p>
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		<title>Como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 20:35:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer</strong><span id="more-6304"></span></h3>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6307" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg" alt="" width="156" height="156" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867.jpg 500w" sizes="(max-width: 156px) 100vw, 156px" />A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para aqueles que enfrentam um câncer ainda tem a questão: como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</p>
<p>Para evitar as idas desnecessárias ao hospital e, assim, impedir a contaminação pelo coronavírus nestes pacientes que fazem parte do grupo de risco, algumas mudanças ocorreram nos protocolos terapêuticos da Onco-Hematologia, como o adiamento de consultas, tratamentos e exames. Claro, tudo isso gerou muitas dúvidas. Então, separei algumas informações importantes, que irão lhe ajudar neste momento.</p>
<h4><strong>Diagnóstico não pode parar</strong></h4>
<p>Quanto ao diagnóstico, é unânime a opinião de que não pode deixar de ser realizado de maneira alguma! Os cânceres no geral são casos de urgência e quanto antes forem descobertos, melhores serão as chances do paciente ter resultados positivos no tratamento. Então, se apresentar sinais diferentes em seu corpo, procure um médico!</p>
<h4><strong>Exames – Fazer ou não fazer?</strong></h4>
<p>Alguns exames diagnósticos, via biópsia de medula óssea e hemograma, por exemplo, devem ser realizados mesmo em momento de pandemia. Como vimos, o câncer não espera o coronavírus passar! Agora, exames de manutenção/acompanhamento, como é o caso do PCR em pacientes com LMC, podem ser adiados sem afetar a qualidade de vida. Só importante salientar que cada paciente será avaliado por ser médico de maneira individual.</p>
<h4><strong>Tratamento – Saiba como fica durante a pandemia<img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-6309" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg" alt="" width="151" height="151" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105.jpg 500w" sizes="(max-width: 151px) 100vw, 151px" /></strong></h4>
<p>Embora pareça estranho, sim, é possível adiar alguns tratamentos do câncer neste momento da pandemia. Até mesmo o transplante de medula óssea pode aguardar. Tudo o que pudermos fazer para poupar o paciente com câncer do sangue de correr riscos, faremos! Vejam aqui algumas indicações:</p>
<h4><strong>LINFOMAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin agressivos</strong></li>
</ul>
<p>Os protocolos clássicos continuam indicados. Regimes orais, como por exemplo com a lenalidomida, estão sendo utilizados em pacientes recidivados. Ainda no caso dos paciente refratários aos linfomas não-Hodgkin agressivos, continua-se oferecendo quimioterapia de primeira linha em alta dose e o transplante de medula óssea autólogo. Dentre as preocupações observadas está o uso do filgrastim, que pode exacerbar os efeitos respiratórios da infecção por COVID-19, mas até o momento nada científicamente comprovado.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin indolentes</strong></li>
</ul>
<p>Estes linfomas têm uma evolução mais lenta, então neste momento o início do tratamento pode esperar. Mas, é claro, o acompanhamento médico continuará sendo necessário! Neste caso, o tratamento só será indicado caso o paciente seja sintomático. Naqueles pacientes que já iniciaram o tratamento, por conta do coronavírus, é possível mudar para opções orais, como por exemplo o Ibrutinibe. Assim, é possível limitar o número de visitas ao ambulatório. Nos pacientes com linfomas indolentes recidivados, o tratamento só será indicado quando aparecerem sintomas.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas de Hodgkin</strong></li>
</ul>
<p>No geral, a abordagem de tratamento para o linfoma de Hodgkin ainda não foi impactada significamente no cenário da linha de frente. O tratamento continua sendo indicado em fases iniciais e avançadas, com protocolos como o ABVD e radioterapia.</p>
<h4><strong>LEUCEMIAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Para os pacientes com LLA, o teste para a COVID-19 é recomendado antes do início da quimioterapia intensiva, independentemente dos sintomas. Se forem positivos, o tratamento será adiado – mas a terapia intratecal poderá ser aplicada se houver sintomas no Sistema Nervoso Central (SNC). Se o exame der negativo, o tratamento padrão, com quimioterapia, deve ser prontamento iniciado. Na LLA Ph+, o uso dos inibidores de tirosinoquinase é favorecido à indução agressiva de quimioterapia. Já na LLA em recidiva, será necessário realizar o tratamento, utilizando medicamentos via ambulatório, sem necessidade de internação.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Na LMA, a quimioterapia de indução intensiva deve ser oferecida, mesmo durante a pandemia. Também será necessário realizar o teste para a COVID-19 e, caso positivo, o tratamento será adiado. A terapia de consolidação/pós-remissão com citarabina em altas doses deve continuar a ser oferecida aos pacientes em remissão completa. O tranplante de medula óssea alogênico, se indicado, deverá ser realizado.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide crônica</strong></li>
</ul>
<p>Em geral, os pacientes com LLC são considerados de alto risco para infecções. Isso acontece por conta da imunodeficiência e resposta imunológica inadequada a infecções. No entanto, no momento, não há evidências indicando uma incidência maior pela COVID-19. Para aqueles pacientes que têm indicação de tratamento, o aconselhado é adiá-lo durante este momento. Pacientes em estadiamentos mais avançados terá indicação para tratamentos orais, com o Ibrutinibe, por exemplo.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide crônica </strong></li>
</ul>
<p>O tratamento da LMC é realizado com os inibidores da tirosina quinase, medicamentos orais, por isso não é preciso ir ao centro de tratamento para a aplicação. Já a realização dos exames de manutenção (PCR), neste momento, deve ser evitada.</p>
<h4><strong> </strong><strong>MIELOMA MÚLTIPLO</strong></h4>
<p>Pacientes com doença ativa precisam de tratamento para evitar complicações, mesmo durante o coronavírus. No entanto, o tratamento pode ser individualizado para limitar a exposição adicional à COVID-19. Recomendamos iniciar a terapia tripla com bortezomibe, lenalidomida e dexametasona. Pacientes idosos podem começar com o protocolo VRD ou daratumumab. Como o risco de recidiva do mieloma múltiplo é maior sem tratamento, não recomendamos interromper a terapia de manutenção. Neste caso, a indicação é usar a lenalidomida. Para pacientes elegíveis ao transplante de medula óssea autólogo, recomenda-se adiar o procedimento neste momento.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6272" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Telemedicina-shutterstock_701301148-300x276.png" alt="" width="166" height="152" />Telemedicina é opção</strong></h4>
<p>A telemedicina é uma importante ferramenta que foi aprovada no Brasil justamente por conta da COVID-19, e que pode ser amplamente usada pelos pacientes para tirar dúvidas diretamente com o seu especialista, sem precisar sair de casa. Entenda melhor na matéria <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/telemedicina-voce-pode-falar-com-seu-medico-mesmo-estando-em-casa/">Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa</a></p>
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		<title>Dr. Breno Gusmão na Jovem Pan &#8211; SOS Coronavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2020 18:07:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O médico foi entrevistado para falar sobre o novo portal lançado pela Abrale, com foco em pacientes com câncer, e também a respeito da relação entre a COVID-19 e o tratamento oncológico. Assista!</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/na-midia/dr-breno-gusmao-na-jovem-pan-sos-coronavirus/">Dr. Breno Gusmão na Jovem Pan &#8211; SOS Coronavírus</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>O médico foi entrevistado para falar sobre o novo portal lançado pela Abrale, com foco em pacientes com câncer, e também a respeito da relação entre a COVID-19 e o tratamento oncológico. Assista!<span id="more-6283"></span></h3>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/TrAKiVcjzZE?start=4183" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/na-midia/dr-breno-gusmao-na-jovem-pan-sos-coronavirus/">Dr. Breno Gusmão na Jovem Pan &#8211; SOS Coronavírus</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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		<title>Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2020 18:39:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Uso da tecnologia foi aprovado no país por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus O coronavírus chegou trazendo importantes mudanças no cotidiano dos brasileiros. Para alguns pacientes com câncer, até o tratamento sofreu alterações. Afinal, para evitar os riscos de contrair a COVID-19, ir ao hospital passou a ser recomendação restrita, somente àqueles casos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Uso da tecnologia foi aprovado no país por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus</strong><span id="more-6268"></span></h3>
<p>O coronavírus chegou trazendo importantes mudanças no cotidiano dos brasileiros. Para alguns pacientes com câncer, até o tratamento sofreu alterações. Afinal, para evitar os riscos de contrair a COVID-19, ir ao hospital passou a ser recomendação restrita, somente àqueles casos mais urgentes e/ou graves. Mas a telemedicina chega como uma importante alternativa.</p>
<h4><strong>Como fica o tratamento oncológico durante a pandemia?</strong></h4>
<p>A recomendação dos médicos é que nenhum tratamento pare. Ou seja, o paciente jamais deve pausar, por conta própria, a terapêutica indicada pelo especialista.</p>
<p>Agora, é possível, sim, reagendar a quimioterapia, a radioterapia e até mesmo um transplante de medula óssea. Exames diagnósticos e de acompanhamento também podem entrar na lista de “espera”. Os casos serão avaliados individualmente e somente o médico é quem poderá definir qual o melhor caminho a seguir.</p>
<p>Isso quer dizer que o paciente não terá contato com seu médico por um longo período? Não! É neste momento que a telemedicina entra.</p>
<h4><strong>O que é a telemedicina?</strong></h4>
<p>Medicina à distância, ou telemedicina, é quando médico e paciente fazem uma consulta não presencial. Por meio de uma plataforma especializada, é possível que o médico leia resultados de exames, tire dúvidas sobre sintomas e outras questões que envolvam a doença, explique se há ou não necessidade de ir ao hospital para aplicar medicamentos ou realizar novos testes, e acompanhe, com precisão, a situação do paciente.</p>
<p>Durante uma consulta à distância é possível, inclusive, realizar alguns exames. Existem dispositivos que ajudam o médico aferir a pressão arterial, fazer eletrocardiograma e até mesmo examinar a garganta do paciente.</p>
<p>Na telemedicina, o especialista também está autorizado a fazer receitas médicas com assinatura digital.</p>
<p>A <strong>telemedicina no Brasil </strong>foi anunciada pelo Ministério da Saúde por meio da portaria n°467, que regulamenta atendimentos médicos à distância. O texto determina que todas as consultas deverão ser obrigatoriamente registradas em prontuário clínico com indicação de data, hora, tecnologia da informação e comunicação utilizadas, além do número do Conselho Regional Profissional do Médico (CRM) e sua unidade da federação.</p>
<h4><strong>O paciente com câncer pode ser atendido à distância? <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-6272" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Telemedicina-shutterstock_701301148-300x276.png" alt="" width="189" height="173" /></strong></h4>
<p>A resposta é sim! É importante lembrar que a telemedicina é Medicina e, em momentos de pandemia, como este que estamos vivendo, é uma excelente alternativa. Como vimos, o atendimento ocorrerá igualmente ao presencial. O paciente terá acesso às informações de seus exames e poderá esclarecer dúvidas. Agora, sabemos que alguns tipos de câncer, como as <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/">leucemias agudas</a>, os <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfomas agressivos</a> e o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a> exigem cuidados especiais. Por isso, o médico irá avaliar caso a caso e dirá como as terapias devem seguir.</p>
<h4><strong>Segurança dos dados </strong></h4>
<p>Esta é uma preocupação importante. Quando uma consulta acontece de maneira presencial, no hospital, todos os dados do paciente estão seguros, em prontuários médicos. Já no mundo virtual, os riscos de vazamento podem ser maiores. Por isso, não é indicado que a telemedicina será praticada via telefone ou redes sociais. Existem plataformas específicas e seguras para a prática de consultas virtuais, com ferramentas adequadas tanto para garantir que as informações do paciente não sejam compartilhadas de forma idevida, como também para possibilitar um atendimento melhor e mais amplo. E todas as informações serão armazenadas no prontuário do paciente.</p>
<h4><strong>Telemedicina nos sistemas privado e público de saúde</strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6271" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Telemedicina-shutterstock_1666037506-300x211.png" alt="" width="173" height="122" />A <strong>telemedicina </strong>deve acontecer tanto via<strong> hospitais/clínicas particulares, </strong>como também nos centros de tratamento do<strong> Sistema Público de Saúde (SUS).</strong></p>
<p>Para quem não tem um plano de saúde e recorre aos serviços particulares, a consulta será cobrada pelo médico, normalmente.</p>
<p>Já para quem tem plano de saúde, de acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos devem cobrir o valor da consulta realizada via telemedicina.</p>
<p>No sistema público de saúde as consultas não serão cobradas.</p>
<h4><strong>Após a pandemia, telemedicina será reavaliada</strong></h4>
<p>A Lei 13.989, sansionada pelo governo federal, tem caráter emergencial. Isso quer dizer que, após este momento de pandemia por conta do novo coronavírus, os atendimentos à distância passarão por uma nova avaliação. Estão sendo preparados, pelo<strong> Conselho Federal de Medicina (CFM), documentos com foco na telemedicina.</strong></p>
<p>Não deixe que a distância lhe prive de uma consulta . Se não é possível consulta presencial , marque sua telemedicina! Fico à disposição.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/telemedicina-voce-pode-falar-com-seu-medico-mesmo-estando-em-casa/">Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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		<title>Câncer hereditário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2019 14:00:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Embora raro, é possível que a doença seja herdada na família O câncer é um conjunto de doenças causados pela mutação no DNA das células. Isso quer dizer que estas células deixam de trabalhar corretamente e ficam doentes. Mas, é possível que o câncer seja hereditário? Sim, o câncer pode ser hereditário. Agora, a boa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Embora raro, é possível que a doença seja herdada na família</strong><span id="more-6013"></span></h4>
<p>O câncer é um conjunto de doenças causados pela mutação no DNA das células. Isso quer dizer que estas células deixam de trabalhar corretamente e ficam doentes. Mas, é possível que o câncer seja hereditário?</p>
<p>Sim, o câncer pode ser hereditário. Agora, a boa notícia é que casos como estes são raros.</p>
<h4><strong>O que é hereditariedade</strong></h4>
<p>A hereditariedade é o conjunto de processos biológicos que asseguram que cada ser vivo receba e transmita informações genéticas por meio da reprodução. É a partir deste sistema que recebemos os popularmente chamados “traços familiares”, como a cor dos olhos, da pele. Uma doença genética também entra neste processo.</p>
<h4><strong>Cânceres hereditários</strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-6014" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Família-Hereditário-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Família-Hereditário-300x214.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Família-Hereditário.jpg 700w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" />Neste momento você pode estar se perguntando: se o <strong>câncer é uma doença genética</strong>, então como pode ser rara sua hereditariedade? É importante termos em mente que os cânceres não se originam de um único gene. Ou seja, na maior parte dos casos, serão necessárias diversas alterações genéticas nas células para que a doença aconteça.</p>
<p>No entanto, é possível que algumas pessoas herdem genes modificados. E isso, sim, aumentará suas chances de desenvolver uma determinada doença oncológica.</p>
<p>Dentre os principais <strong>tipos de câncer hereditário</strong>, estão a mutação genética BRCA1, responsável por cerca de 80% de chances de uma mulher desenvolver câncer de mama e/ou de ovário em algum momento de sua vida, a mutação TP53 (associado, por exemplo, à síndrome Li-Fraumeni e também responsável pelo surgimento do câncer de próstata e a mutação APC, responsável pelo surgimento do câncer de intestino.</p>
<p>Estes, e outros genes modificados/doentes, podem ser passados entre gerações. As mutações hereditárias (ou germinativas) são aquelas em que os indivíduos podem passar aos seus filhos, logo na gestação.</p>
<p>Mas é importante frisar que somente cerca de 5% a 10% dos diagnósticos oncológicos são por conta de genes modificados. Outras características importantes são: idade precoce, mais de um tipo de câncer desenvolvido pelo mesmo paciente, vários membros da família apresentam o mesmo tipo de câncer, assim como suas gerações anteriores.</p>
<h4><strong>Hábitos de vida e o câncer</strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright  wp-image-6016" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hereditário-Hábitos-saudávei-shutterstock_53964979-300x129.jpg" alt="" width="307" height="132" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hereditário-Hábitos-saudávei-shutterstock_53964979-300x129.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Hereditário-Hábitos-saudávei-shutterstock_53964979.jpg 700w" sizes="(max-width: 307px) 100vw, 307px" />O câncer acontece, na grande parte dos casos, por conta do avanço da idade e pelos hábitos não tão saudáveis que assumimos.</p>
<p>Assim como nosso corpo, as células também “envelhecem”. Com isso, sua performance começa a não ser mais 100%, possibilitando o surgimento de um câncer – seja ele hematológico ou tumor sólido.</p>
<p>Mas o que praticamos em nosso dia a dia sem sombra de dúvidas têm grande influência para que nossas células também adoeçam. A má alimentação, obesidade, cigarro, bebidas alcoólicas e falta de exercício físico são alguns dos exemplos que podem levar um indivíduo a desenvolver um câncer.<strong> </strong></p>
<h4><strong>Linfoma, leucemia e mieloma múltiplo podem ser hereditários?</strong></h4>
<p>Não há estudos que comprovem a ligação entre estes tipos de câncer e a questão da hereditariedade. Como vimos, o câncer é hereditário quando um gene defeituoso é herdado entre gerações de uma mesma família.</p>
<p>A<a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/"> leucemia</a> tem seu desenvolvimento a partir de falhas genéticas na medula óssea, com a má formação dos glóbulos brancos. Os <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfomas</a>, por sua, também têm falha genética no desenvolvimento dos glóbulos brancos do tipo linfócitos, fundamentais em nosso sistema imunológico. O <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a>, por sua vez, se inicia na medula óssea, quando no momento em que os linfócitos irão se diferenciar para, então, tornarem-se plasmócitos, ocorre uma mutação celular em um ou mais genes, passando a produzir plasmócitos anormais.</p>
<p>Nenhum deles irá se desenvolver de acordo com as gerações familiares.</p>
<h4><strong>Câncer pega? </strong></h4>
<p>De forma alguma! Não tem como “pegar” câncer. Diferente dos vírus e bactérias, o câncer não pode ser transmitido via contato físico ou pelo ar. Como vimos, é doença de desenvolvimento genético.</p>
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		<title>Tenho HIV. Posso ter linfoma?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 15:24:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Portadores do vírus da aids precisam ficar atentos ao desenvolvimento deste tipo de câncer Dezembro é o mês de conscientização sobre o HIV, popularmente chamado de aids (este termo não é mais usado na área médica). Mas o que talvez você ainda não saiba é que este vírus tem importante ligação com um dos tipos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Portadores do vírus da aids precisam ficar atentos ao desenvolvimento deste tipo de câncer</strong><span id="more-5989"></span></h4>
<p>Dezembro é o mês de conscientização sobre o <strong>HIV</strong>, popularmente chamado de aids (este termo não é mais usado na área médica). Mas o que talvez você ainda não saiba é que este vírus tem importante ligação com um dos tipos de câncer mais comuns: o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/linfoma-nao-hodgkin-lnh/">linfoma não-Hodgkin</a>.</p>
<h4><strong>O que é o HIV</strong></h4>
<p>HIV é a sigla em inglês usada para descrever o vírus da imunodeficiência humana, porque ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. No caso do HIV, as células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Por conta de uma alteração no DNA destas células, o vírus HIV consegue fazer cópias de si mesmo e passa a se multiplicar.</p>
<h4><strong>HIV e AIDS são a mesma coisa?</strong></h4>
<p>É importante ressaltar que ser portador do HIV não é a mesma coisa que ter aids. Existem muitas pessoas que vivem anos com o vírus, sem apresentar sintomas. Ainda que, sim, possam transmiti-lo por meio de relações sexuais não protegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez ou amamentação, a aids só será detectada quando o vírus se “desenvolver”.</p>
<p>Os <strong>sintomas da aids</strong> são: febre e mal-estar que lembram uma gripe, fraqueza, diarreia e gânglios aumentados.</p>
<h4><strong>Relação entre linfoma não-Hodgkin e HIV</strong></h4>
<p>Desde 1980, quando o HIV passou a ser conhecido em todo o mundo, o desenvolvimento de alguns cânceres passou a estar associado ao vírus da aids: sarcoma de Kaposi, câncer de colo do útero e, o que vamos abordar aqui, linfoma não Hodgkin (LNH).</p>
<p>Como vimos, o HIV provoca o enfraquecimento do sistema imunológico, em especial de um tipo de linfócito T. E é justamente este enfraquecimento no sistema que protege nosso organismo contra vírus e bactérias, causando o mal funcionamento dos linfócitos, que faz com que surjam os linfomas.</p>
<p>Isso não significa que todos os pacientes com o vírus HIV irão desenvolver este tipo de câncer, mas mostra a <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-5992" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-258x300.jpg" alt="" width="227" height="264" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-258x300.jpg 258w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-768x895.jpg 768w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-879x1024.jpg 879w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso.jpg 1758w" sizes="(max-width: 227px) 100vw, 227px" />importância de ficar atento aos sintomas do linfoma, para que o diagnóstico aconteça precocemente:</p>
<ul>
<li>Aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço, axilas e/ou virilha</li>
<li>Suor noturno excessivo</li>
<li>Febre</li>
<li>Coceira na pele</li>
<li>Perda de peso sem causa aparente</li>
</ul>
<h4><strong>Como tratar o linfoma em pacientes com HIV?</strong></h4>
<p>Se o HIV é descoberto logo no início, seu portador poderá controlar o desenvolvimento do vírus por meio do coquetel anti-HIV, uma combinação de diversos medicamentos que atacam o invasor. Agora, se o vírus já se desenvolveu, será fundamental o uso do coquetel antirretroviral, que também é composto por uma série de medicamentos que objetiva o aumento de sobrevida e qualidade de vida do paciente. Ainda não foi descoberta a <strong>cura do HIV</strong>.</p>
<p>Caso o diagnóstico do linfoma aconteça, ambos os tratamentos contra o vírus HIV deverão continuar. E aí, em conjunto a eles, será necessária a realização da quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou transplante de medula óssea.  Alguns estudos mostram uma possível interação medicamentosa, por isso somente o onco-hematologista é quem poderá definir qual a melhor opção.</p>
<p>Com o avanço da ciência, hoje é possível dizer que para pacientes que possuem o HIV e desenvolvem o linfoma, as chances de cura para o câncer são as mesmas daqueles que não possuem o vírus. Já para os casos em que o vírus do HIV foi “desenvolvido”, apresentando a síndrome de imunodeficiência adquirida (aids), os resultados com a quimioterapia ainda não são tão promissores. Mas a imunoterapia, que apresenta toxicidade reduzida, pode ter indicação.</p>
<h4><strong>HTLV, vírus irmão do HIV, também pode causar linfoma</strong></h4>
<p>Tipo de retrovírus da mesma família do HIV, o HTLV também infecta os linfócitos T. Sua contaminação acontece por meio do sangue. Como em relações sexuais, compartilhamento de agulhas, gravidez e/ou amamentação sem os devidos cuidados.</p>
<p>São dois os tipos: HTLV-I e HTLV-II. Vamos focar no primeiro, altamente ligado aos cânceres hematológicos como linfoma de células T do adulto e leucemias (também de células T).</p>
<p>Cerca de 5% das pessoas desenvolvem problemas de saúde relacionados ao vírus, mas dentre os sintomas mais comuns, e relacionados ao aparecimento destes tipos de câncer, estão: lesões cutâneas, com regiões avermelhadas com pequenas elevações moles, descamação da pele, gânglios inchados e alterações visuais e ósseas.</p>
<p>Diferente do HIV, para este tipo de vírus ainda não há um tratamento específico. Por isso, caso seu portador desenvolva um linfoma ou uma leucemia, tratará apenas o câncer.</p>
<h4><strong>Previna-se! </strong></h4>
<p>Ainda não é possível prevenir o desenvolvimento do linfoma, propriamente dito. Mas é, sim, possível evitar seus fatores de risco: os vírus HIV e HTLV. <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-5993" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha-300x300.jpg" alt="" width="177" height="177" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha.jpg 400w" sizes="(max-width: 177px) 100vw, 177px" /></p>
<ul>
<li>Use sempre preservativos durante o sexo</li>
<li>Nunca compartilhe seringas, agulhas ou demais objetos cortantes, como alicates de unha e lâminas de barbear</li>
<li>Tatuagens e piercings devem ser feitos com materiais descartáveis</li>
<li>Grávidas infectadas precisam iniciar o tratamento o quanto antes, para que o vírus não seja disseminado à criança</li>
</ul>
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		<title>Antes e depois do transplante de medula óssea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 21:38:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cuidados no pós-TMO são fundamentais para melhores resultados no tratamento Se você é um paciente de leucemia, linfoma ou mieloma múltiplo, ou conhece alguém com um destes tipos de câncer, certamente já ouviu falar em transplante de medula óssea. Chamado também por transplante de células-tronco hematopoiéticas, este é um procedimento indicado para alguns pacientes. Em [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Cuidados no pós-TMO são fundamentais para melhores resultados no tratamento </strong><span id="more-5983"></span></h4>
<p>Se você é um paciente de <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/">leucemia</a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfoma</a> ou <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a>, ou conhece alguém com um destes tipos de câncer, certamente já ouviu falar em transplante de medula óssea.</p>
<p>Chamado também por transplante de células-tronco hematopoiéticas, este é um procedimento indicado para alguns pacientes. Em especial quando as opções de tratamento de primeira linha não trazem as respostas esperadas.</p>
<p>São três os principais tipos:</p>
<p><strong>Autólogo</strong> – Quando as células transplantadas são do próprio paciente.</p>
<p><strong>Alogênico</strong> – Quando as células transplantadas são de um doador 100% compatível, seja da família, não aparentado ou de um cordão umbilical.</p>
<p><strong>Haploidêntico </strong>– Quando as células são de um doador parcialmente compatível, mas neste caso da família (geralmente pai, mãe ou irmão).</p>
<h4><strong>Como é feito o transplante de medula óssea</strong></h4>
<p><strong>Para o paciente</strong>, o transplante é dividido em algumas etapas. Contudo, antes da realização, será necessário fazer vários exames de sangue e de imagem para avaliar a condição clínica, além de conversar a respeito de como será o transplante e das possíveis complicações.</p>
<p>O <strong>condicionamento</strong> é o primeiro passo, quando o paciente receberá fortes doses de quimioterapia. Para entender os próximos passos, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">clique aqui</a>.</p>
<p>Na maior parte dos casos, os pacientes respondem muito bem aos três tipos de TMO. Mas os cuidados após o procedimento serão fundamentais para garantir estes resultados.</p>
<h4><strong>Alta hospitalar </strong></h4>
<p>Este é um momento muito aguardado. Afinal, o paciente que passa por um transplante de medula óssea, em especial aqueles que realizam o transplante com um doador, precisam ficar um longo período na internação.</p>
<p>Mas a alta hospitalar só irá acontecer quando a medula óssea estiver funcionando corretamente, ou seja, produzindo todas as células do sangue. Geralmente, é necessário cerca de 1 mês para que se possa sair do hospital. Isso porque, antes deste período, o paciente fica mais predisposto às infecções, por conta da baixa imunidade.</p>
<h4><strong>Em casa, os cuidados continuam</strong></h4>
<p>É isso mesmo. O TMO não acaba quando termina! A alta hospitalar não significa que todos os cuidados podem ser deixados de lado. Pelo contrário! Este tipo de transplante é bastante delicado e, mesmo após ter atingido os bons resultados, é fundamental que o paciente siga alguns passos:</p>
<ul>
<li>No pós-TMO, a pele pode ficar muito sensível. No momento do banho, procure usar sabonete neutro e antisséptico, e toalhas macias. O papel higiênico também deve ser macio. O uso de hidratantes corporais está liberado, mas com produtos sem álcool na composição.</li>
<li>Usar chapéus e protetor solar é bem importante. Evite o sol nos horários mais quentes. <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright  wp-image-5984" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados-300x300.png" alt="" width="277" height="277" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados.png 600w" sizes="(max-width: 277px) 100vw, 277px" /></li>
<li>O uso de desodorantes também é permitido, desde que seja hipoalergênico.</li>
<li>Usar maquiagens, para disfarçar a falta de pelos das sobrancelhas e o cansaço, com certeza é uma boa pedida. Mas use produtos que também sejam hipoalergênicos.</li>
<li>Evite usar lâminas de barbear/depilar e alicates de unhas para tirar as cotículas. É importante manter o cuidado para que não haja sangramentos e também focos que sejam passíveis de entrada de vírus e bactérias.</li>
<li>No momento de escovar os dentes, opte pelas escovas macias ou extra macias. Fio dental, só com orientação do médico. Afinal, não queremos sangramentos né?</li>
<li>Se sentir os lábios secos, por conta da falta de salivação, passe um hidratante labial à base de manteiga de cacau.</li>
<li>Nos três primeiros meses pós-TMO, o uso da máscara será bem importante ao sair de casa. Mas evite lugares com grandes aglomerações de pessoas e contato com quem estiver gripado/resfriado, combinado?</li>
<li>Lavar as mãos também é uma dica bem importante! Antes de se alimentar, depois de usar o banheiro e toda vez que voltar de um passeio, lave as mãos e evite a contaminação de vírus e bactérias via contato físico.</li>
</ul>
<h4><strong>Atenção especial com os alimentos!</strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-5985" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos-300x300.jpg" alt="" width="244" height="244" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos.jpg 600w" sizes="(max-width: 244px) 100vw, 244px" />Se alimentar bem durante e após o transplante de medula óssea com certeza trará um importante diferencial. Mas, aqui os cuidados também precisam ser intensos!</p>
<ul>
<li>Procure sempre comer em casa, até para ter um maior controle sobre os preparos e evitar problemas de contaminação.</li>
<li>Se você é daqueles que gosta de alimentos crus, como os da comida japonesa, ou de carne bem vermelhinha, vai precisar mudar um pouquinho seu paladar. Nos primeiros meses após o TMO, é imprescindível comer alimentos bem cozidos. Isso incluí também os legumes!</li>
<li>Frutas e verduras devem ser higienizadas corretamente antes do consumo, com bicabornato de sódio e água potável.</li>
<li>Por falar em água, ela será essencial durante todo o tratamento. Mas certifique-se que seja mineral e, se tiver alguma dúvida, ferva antes de beber.</li>
</ul>
<h4><strong>Fique de olho nos efeitos tardios</strong></h4>
<p>É possível que alguns pacientes, mesmo após meses do transplante de medula óssea, apresentem sinais importantes e que devem rapidamente ser tratados. Então, atenção com:</p>
<ul>
<li>Erupções, coceiras ou mudanças na cor da pele</li>
<li>Sangramentos</li>
<li>Alteração de visão e/ou paladar</li>
<li>Perda de peso e vômitos em excesso</li>
<li>Dor ou necessidade frequente de urinar</li>
<li>Tosse (com ou sem secreção)</li>
<li>Sinais de gripe, como coriza e dor de garganta</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/antes-e-depois-do-transplante-de-medula-ossea/">Antes e depois do transplante de medula óssea</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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		<title>CAR T-CELL, muito além do linfoma</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Nov 2019 18:45:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[car t-cell]]></category>
		<category><![CDATA[cart-cell]]></category>
		<category><![CDATA[cura do linfoma]]></category>
		<category><![CDATA[leucemia aguda]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma]]></category>
		<category><![CDATA[Mieloma múltiplo]]></category>
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		<category><![CDATA[terapia cura linfoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leucemia aguda e mieloma múltiplo também podem ser combatidos com a técnica No início de outubro, o Brasil inteiro foi impactado com uma notícia incrível: a cura de um paciente de linfoma já desenganado pelos médicos. Após ter passado por diferentes tratamentos, e sem apresentar respostas, o linfoma tomou todo seu corpo, chegando até os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Leucemia aguda e mieloma múltiplo também podem ser combatidos com a técnica</strong><span id="more-5960"></span></h4>
<p>No início de outubro, o Brasil inteiro foi impactado com uma notícia incrível: a cura de um paciente de <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfoma</a> já desenganado pelos médicos. Após ter passado por diferentes tratamentos, e sem apresentar respostas, o linfoma tomou todo seu corpo, chegando até os ossos – o que o fazia tomar altas doses de morfina. Mas foi o <em>CAR T-CELL</em> que trouxe vida para este paciente. E esperança para muitos outros!</p>
<p><a href="https://drbrenogusmao.com.br/noticias/brasileiro-com-cancer-terminal-tera-alta-apos-terapia-genetica-pioneira-obter-sucesso-pela-1a-vez-na-america-latina/"><strong>Relembre a história de Vamberto Luiz de Castro</strong></a></p>
<h4><strong>U</strong><strong>ma revolução na Medicina</strong></h4>
<p>A técnica <em>CAR T- CELL, </em>um tipo de terapia celular,  funciona da seguinte maneira:</p>
<ol>
<li>Como primeiro passo, os cientistas modificam o DNA de um vírus.</li>
<li>Depois, no hospital, serão retiradas as células de defesa do paciente (também chamadas por células T).</li>
<li>Já fora do organismo, em laboratório, estas células serão infectadas com os vírus modificados.</li>
<li>Assim, os materiais genéticos das células de defesa e do vírus irão se “misturar” e formar um novo DNA.</li>
<li>Com este novo DNA, a célula de defesa produzirá uma estrutura que ajuda na identificação do câncer. Os cientistas, então, irão reproduzir essas novas células em laboratório, para que se tenha um número maior.</li>
<li>Medicamentos serão aplicados para que o sistema imunológico do paciente seja “anulado”, dando espaço para que as novas células possam atuar</li>
<li>As novas células serão injetadas no corpo do paciente</li>
<li>Com isso, o sistema imunológico – agora ainda mais inteligente – passa a reconhecer o tumor e a distruí-lo</li>
</ol>
<p>Pois é, pode parecer algo bem futurista, mas em resumo, são as próprias células reprogramadas para combater o câncer.</p>
<h4><strong>CAR T &#8211; Cell no combate à leucemia aguda</strong></h4>
<p>Em 2017, nos Estados Unidos, o FDA (Food and Droug Administration, órgão regulador norte-americano) aprovou a primeira terapia gênica CAR T- Cell para pacientes de até 25 anos com <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-linfoide-aguda-lla/">leucemia linfoblástica (LLA)</a> de células B refratária ou recidivada.</p>
<p>O medicamento tisagenlecleucel (Kymriah®), durante os ensaios clínicos, ajudou 83% dos pacientes a obter remissão completa da LLA de células B refratária, em um período de até três meses após a infusão. Este medicamento ainda não está aprovado no Brasil.</p>
<h4><strong>Mieloma múltiplo também pode receber terapia genética</strong></h4>
<p>E para quem pensa que a técnica de CAR T-Cell para por aí, está bastante enganado! Novos estudos apontam excelentes resultados no tratamento do mieloma múltiplo também.</p>
<p>Nesta pesquisa, feita com pacientes de <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a> refratário, que haviam recebido cerca de sete linhas prévias de tratamento sem resposta, a abordagem com a técnica CAR T-Cell teve por alvo a proteína BCMA, encontrada nas células com câncer e também nos plasmócitos normais.</p>
<p>Cerca de 85% dos pacientes apresentaram uma resposta global positiva.</p>
<h4><strong>Efeitos colaterais</strong></h4>
<p>Como nem tudo são flores, é possível que estes tratamentos tão revolucionários para os cânceres do sangue apresentem efeitos colaterais. Os mais comuns são: febres altas, náuseas, dores musculares, convulsão e dores de cabeça.</p>
<h4><strong>CAR T–Cell custa caro</strong></h4>
<p>Assim como a maioria das novas tecnologias em saúde, a técnica com CAR T-Cell custa caro. E como principal explicação, está a alta complexidade do procedimento.</p>
<p>Nos Estados Unidos, o tratamento chega a custar 475 mil dólares, o que daria mais de 2 milhões de reais.</p>
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		<title>Corticoide, aliado contra o câncer</title>
		<link>https://drbrenogusmao.com.br/materias/corticoide-aliado-contra-o-cancer/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2019 18:48:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[colírio corticoide]]></category>
		<category><![CDATA[corticoide]]></category>
		<category><![CDATA[corticoide abstinência]]></category>
		<category><![CDATA[corticoide engorda]]></category>
		<category><![CDATA[corticoide injetável]]></category>
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		<category><![CDATA[corticoides]]></category>
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		<category><![CDATA[pomada com corticoide]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medicamento é usado no tratamento de linfomas e mieloma múltiplo Se você é paciente oncológico, certamente já ouviu falar em corticoide. Também deve conhecer de perto os seus efeitos colaterais – que, provavelmente, lhe causam incômodos. Embora estes medicamentos sejam importantes aliados no tratamento contra o câncer, perguntas como “eles realmente serão necessários?” ou “posso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Medicamento é usado no tratamento de linfomas e mieloma múltiplo </strong><span id="more-5935"></span></h4>
<p>Se você é paciente oncológico, certamente já ouviu falar em corticoide. Também deve conhecer de perto os seus efeitos colaterais – que, provavelmente, lhe causam incômodos. Embora estes medicamentos sejam importantes aliados no tratamento contra o câncer, perguntas como “eles realmente serão necessários?” ou “posso parar de usar agora?” são comuns durante a jornada.</p>
<h4><strong>Corticoide, para que serve</strong></h4>
<p>Os corticoides podem ser divididos em duas classes: o <strong>glicocorticoide</strong> e o <strong>mineralocorticoide</strong>. O primeiro, que às vezes também é chamado por corticosteroide, é o cortisol, produzido naturalmente pelo corpo para regular importantes funções metabólicas, cardiovasculares e imunológicas. Já o segundo, é responsável pela formação dos corticoides e atua para equilibrar o sódio no organismo.</p>
<p>Sendo assim, os medicamentos à base de corticoide são utilizados em diversos casos: para combater uma reação alérgica, inflamações, problemas imunológicos.</p>
<p>“Usamos os corticoides no contexto do câncer em várias situações. Na Onco-Hematologia, eles são usados como parte do tratamento quimioterápico em <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfomas</a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a> e <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-linfoide-cronica-llc/">leucemia linfoide crônica</a>, porque as células desses tipos de câncer, os linfócitos e plasmócitos, respectivamente, são sensíveis e morrem quando em contato com esta classe de medicamentos. Outros efeitos, como evitar vômitos causados pelo tratamento e diminuir possíveis inflamações ocasionadas por massas, como as de lesões cerebrais, também podem ser combatidos com os corticoides. O efeito analgésico pode ser obtido com corticoides”, explica Dr. Breno Gusmão.</p>
<h4><strong>Tipos de corticoide</strong></h4>
<p>Estes medicamentos podem ser encontrados em diferentes formas:<img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-5937" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Matéria-Corticoides-1024x614.jpg" alt="" width="417" height="250" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Matéria-Corticoides-1024x614.jpg 1024w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Matéria-Corticoides-300x180.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Matéria-Corticoides-768x461.jpg 768w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Matéria-Corticoides.jpg 2048w" sizes="(max-width: 417px) 100vw, 417px" /></p>
<p><strong>Tópico</strong> – Cremes, loções e pomadas com corticoide podem ser usados para tratar reações alérgicas e inflamatórias na pele.</p>
<p><strong>Oral</strong> – Comprimidos e xaropes também podem ser indicados para o combate das alergias e inflamações.</p>
<p><strong>Injetável</strong> – O corticoide injetável é fórmula bastante comum deste tipo de medicamento.</p>
<p><strong>Nasal</strong> – O corticoide nasal é encontrado em formato de spray ou de “conta gotas”, para o tratamento de doenças como asma e rinite alérgica.</p>
<p><strong>Oftálmico</strong> – Colírios com corticoide podem ser usados para tratar problemas como a conjuntivite.</p>
<p>É importante ressaltar que a forma ideal e o tempo de uso deste medicamento, somente o médico é quem pode indicar!</p>
<h4><strong>Efeitos colaterais: e agora? </strong></h4>
<p>A depender do tipo de corticoide, quando usado a longo prazo, como acontece nos casos do tratamento oncológico ou de doenças imunológicas, como a trombocitopenia imune primária (PTI), é possível que o paciente apresente importantes efeitos colaterais, dentre eles a retenção hídrica.</p>
<p>Isso quer dizer que o corticoide engorda? Depende. A ação do próprio medicamento não causa, em si, aumento de gordura no corpo, e sim de líquidos. Então, os pacientes podem, sim, apresentar inchaço no corpo. Mas é possível que o uso prolongado de corticoides, em conjunto com a ansiedade por toda a questão do tratamento, aumente o apetite do paciente. E ao comer em maior quantidade, o paciente passa a ganhar peso.</p>
<p>Por isso, quando estiver em tratamento com corticoides, é importante que o paciente evite o consumo de doces, carboidratos em excesso e produtos com sódio elevado, como os industrializados. Tomar bastante água ajuda na eliminação do líquido.</p>
<p>Mas além do inchaço, outros efeitos colaterais podem acontecer. São eles: cansaço, aumento dos níveis de açúcar no sangue, diminuição das defesas corporais, agitação, insônia e dor de cabeça.</p>
<h4><strong>Não quero mais tomar corticoide! </strong></h4>
<p>Muita calma nessa hora. O tratamento oncológico realmente não é fácil e enfrentar os efeitos colaterais do corticoide parece que deixa tudo ainda mais complicado. Mas não se pode esquecer que estes medicamentos são muito importantes para que o paciente consiga vencer o câncer e entre na tão esperada remissão. É fundamental que o paciente tenha isso me mente, sempre!</p>
<p>“O médico deve ser consultado antes que qualquer tipo de tratamento seja interrompido. No caso do corticoide, quando um paciente toma de forma contínua, o corpo deixa de fabricar esta substância de forma natural e é possível que ele sofra consequências da abstinência. Por isso, o acompanhamento profissional pode ser necessário”, diz Dr. Breno.</p>
<p>E você, está tomando corticoide? Deixe seu comentário!</p>
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		<title>Seu linfoma recidivou? Fique calmo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2019 17:45:29 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[linfoma]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma de hogdkin]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma Hodgkin]]></category>
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		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva do linfoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As opções de tratamento para estes casos são bastante efetivas Descobrir um linfoma não costuma ser uma notícia fácil. Afinal, assusta saber que se tem um câncer e que toda a rotina de vida irá mudar, por conta dos exames e dos medicamentos. Aí vem o tratamento e o paciente passa por todas as etapas: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>As opções de tratamento para estes casos são bastante efetivas</strong><span id="more-5901"></span></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-5903" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Boas-notícias-300x294.jpg" alt="" width="225" height="220" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Boas-notícias-300x294.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Boas-notícias.jpg 500w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" />Descobrir um linfoma não costuma ser uma notícia fácil. Afinal, assusta saber que se tem um câncer e que toda a rotina de vida irá mudar, por conta dos exames e dos medicamentos.</p>
<p>Aí vem o tratamento e o paciente passa por todas as etapas: medo do novo, inúmeras visitas ao hospital, efeitos colaterais e, quando chega a tão esperada remissão, a vitória é comemorada.</p>
<p>Em muitos casos, o paciente consegue alcançar a cura e o linfoma não volta mais. Já em outros, a recidiva torna-se uma realidade e, novamente, a luta contra o câncer se faz presente. E se você está justamente nesta fase, a boa notícia é que há tratamentos e também com bons resultados!</p>
<h4><strong>Recidiva nos diferentes linfomas</strong></h4>
<p>O linfoma não é uma doença única. Eles são divididos em dois importantes grupos, que são os<a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/linfoma-de-hodgkin-lh/"> linfomas de Hodgkin</a> e os <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/linfoma-nao-hodgkin-lnh/">linfomas não-Hodgkin</a>. Cada um deles possuem diferentes subtipos, que recebem tratamentos diferentes também.</p>
<p>O estadiamento em que a doença é diagnosticada faz a diferença nos bons resultados do tratamento. Se descoberta logo no início (estadiamento I e II) os resultados são bem positivos. Já se o linfoma estiver avançado (estadiamento III e IV), as chances de cura ficam menores.</p>
<p>Os linfomas de Hodgkin, em um geral, costumam ser altamente curáveis e as taxas de recidiva mais baixas. Já para os linfomas não-Hodgkin, em especial os agressivos, as taxas de cura são menores e as chances de recidiva, maiores.</p>
<p>“Assim como outros tumores, os linfomas podem recidivar, ou seja, voltarem mesmo após a remissão. Aliás, quando falamos em remissão, significa que com técnicas atuais procuramos vestígios da doença e não encontramos. Classicamente foi determinado que só se pode falar em cura após cinco anos sem evidência da doença, mas sempre acompanhamos os pacientes por muito mais tempo, pois vemos casos de recaídas tardias”, fala Dr. Breno Gusmão.</p>
<h4><strong>Por que uma recidiva acontece?</strong></h4>
<p>Bem, ainda não se sabe exatamente o porquê uma recidiva acontece. Dentre as explicações encontradas, está o fato de um paciente apresentar alterações imunológicas e/ou predisposições genéticas para isso.</p>
<p>Uma recidiva pode aparecer pouco ou muito tempo depois da cura do primeiro câncer e, em ambos os casos, é possível que as células tenham desenvolvido uma certa resistência ao primeiro tratamento empregado, por isso uma diferente linha terapêutica deverá ser administrada.</p>
<h4><strong>Tratamento – Uma nova abordagem</strong></h4>
<p>Como vimos, os tratamentos de primeira linha para os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin costumam apresentar bons resultados, mas tudo irá depender de seu estadiamento:</p>
<p><strong> </strong><strong>Linfoma de Hodgkin</strong></p>
<ul>
<li>Estadiamentos I e II &#8211; <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/quimioterapia/">Quimioterapia</a>, seguido por <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/radioterapia/">radiotertapia</a></li>
<li>Estadiamentos III e IV &#8211; Quimioterapia isolada</li>
</ul>
<p><strong> </strong><strong>Linfoma não-Hodgkin </strong></p>
<ul>
<li>Neste caso, como são mais de 40 subtipos, além do estadiamento da doença, deverá ser olhado o tipo do linfoma. Em um geral, o tratamento de primeira linha é feito por quimioterapia, em conjunto com um anticorpo monoclonal, no esquema conhecido por R-CHOP.</li>
</ul>
<p>Para os pacientes recidivados, também há diversas opções.</p>
<p>“Para definirmos uma nova estratégia de tratamento, vamos analisar o subtipo do linfoma, a maneira como a doença está se apresentando neste momento e, claro, o paciente. Em geral, indicamos <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/imunoterapia/">imunoterapia</a>, novos esquemas de quimioterapia e também o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">transplante de medula óssea</a>. Novos tratamentos surgiram, com bons resultados, como as terapias alvo e, mais recentemente, os CAR T-Cells”, explica o Dr. Breno.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/seu-linfoma-recidivou-fique-calmo/">Seu linfoma recidivou? Fique calmo!</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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