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	<title>Arquivos linfoma não-Hodgkin - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<title>Arquivos linfoma não-Hodgkin - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>Como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2020 20:35:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer</strong><span id="more-6304"></span></h3>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6307" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg" alt="" width="156" height="156" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867.jpg 500w" sizes="(max-width: 156px) 100vw, 156px" />A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para aqueles que enfrentam um câncer ainda tem a questão: como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</p>
<p>Para evitar as idas desnecessárias ao hospital e, assim, impedir a contaminação pelo coronavírus nestes pacientes que fazem parte do grupo de risco, algumas mudanças ocorreram nos protocolos terapêuticos da Onco-Hematologia, como o adiamento de consultas, tratamentos e exames. Claro, tudo isso gerou muitas dúvidas. Então, separei algumas informações importantes, que irão lhe ajudar neste momento.</p>
<h4><strong>Diagnóstico não pode parar</strong></h4>
<p>Quanto ao diagnóstico, é unânime a opinião de que não pode deixar de ser realizado de maneira alguma! Os cânceres no geral são casos de urgência e quanto antes forem descobertos, melhores serão as chances do paciente ter resultados positivos no tratamento. Então, se apresentar sinais diferentes em seu corpo, procure um médico!</p>
<h4><strong>Exames – Fazer ou não fazer?</strong></h4>
<p>Alguns exames diagnósticos, via biópsia de medula óssea e hemograma, por exemplo, devem ser realizados mesmo em momento de pandemia. Como vimos, o câncer não espera o coronavírus passar! Agora, exames de manutenção/acompanhamento, como é o caso do PCR em pacientes com LMC, podem ser adiados sem afetar a qualidade de vida. Só importante salientar que cada paciente será avaliado por ser médico de maneira individual.</p>
<h4><strong>Tratamento – Saiba como fica durante a pandemia<img decoding="async" class="alignright wp-image-6309" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg" alt="" width="151" height="151" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105.jpg 500w" sizes="(max-width: 151px) 100vw, 151px" /></strong></h4>
<p>Embora pareça estranho, sim, é possível adiar alguns tratamentos do câncer neste momento da pandemia. Até mesmo o transplante de medula óssea pode aguardar. Tudo o que pudermos fazer para poupar o paciente com câncer do sangue de correr riscos, faremos! Vejam aqui algumas indicações:</p>
<h4><strong>LINFOMAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin agressivos</strong></li>
</ul>
<p>Os protocolos clássicos continuam indicados. Regimes orais, como por exemplo com a lenalidomida, estão sendo utilizados em pacientes recidivados. Ainda no caso dos paciente refratários aos linfomas não-Hodgkin agressivos, continua-se oferecendo quimioterapia de primeira linha em alta dose e o transplante de medula óssea autólogo. Dentre as preocupações observadas está o uso do filgrastim, que pode exacerbar os efeitos respiratórios da infecção por COVID-19, mas até o momento nada científicamente comprovado.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin indolentes</strong></li>
</ul>
<p>Estes linfomas têm uma evolução mais lenta, então neste momento o início do tratamento pode esperar. Mas, é claro, o acompanhamento médico continuará sendo necessário! Neste caso, o tratamento só será indicado caso o paciente seja sintomático. Naqueles pacientes que já iniciaram o tratamento, por conta do coronavírus, é possível mudar para opções orais, como por exemplo o Ibrutinibe. Assim, é possível limitar o número de visitas ao ambulatório. Nos pacientes com linfomas indolentes recidivados, o tratamento só será indicado quando aparecerem sintomas.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas de Hodgkin</strong></li>
</ul>
<p>No geral, a abordagem de tratamento para o linfoma de Hodgkin ainda não foi impactada significamente no cenário da linha de frente. O tratamento continua sendo indicado em fases iniciais e avançadas, com protocolos como o ABVD e radioterapia.</p>
<h4><strong>LEUCEMIAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Para os pacientes com LLA, o teste para a COVID-19 é recomendado antes do início da quimioterapia intensiva, independentemente dos sintomas. Se forem positivos, o tratamento será adiado – mas a terapia intratecal poderá ser aplicada se houver sintomas no Sistema Nervoso Central (SNC). Se o exame der negativo, o tratamento padrão, com quimioterapia, deve ser prontamento iniciado. Na LLA Ph+, o uso dos inibidores de tirosinoquinase é favorecido à indução agressiva de quimioterapia. Já na LLA em recidiva, será necessário realizar o tratamento, utilizando medicamentos via ambulatório, sem necessidade de internação.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Na LMA, a quimioterapia de indução intensiva deve ser oferecida, mesmo durante a pandemia. Também será necessário realizar o teste para a COVID-19 e, caso positivo, o tratamento será adiado. A terapia de consolidação/pós-remissão com citarabina em altas doses deve continuar a ser oferecida aos pacientes em remissão completa. O tranplante de medula óssea alogênico, se indicado, deverá ser realizado.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide crônica</strong></li>
</ul>
<p>Em geral, os pacientes com LLC são considerados de alto risco para infecções. Isso acontece por conta da imunodeficiência e resposta imunológica inadequada a infecções. No entanto, no momento, não há evidências indicando uma incidência maior pela COVID-19. Para aqueles pacientes que têm indicação de tratamento, o aconselhado é adiá-lo durante este momento. Pacientes em estadiamentos mais avançados terá indicação para tratamentos orais, com o Ibrutinibe, por exemplo.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide crônica </strong></li>
</ul>
<p>O tratamento da LMC é realizado com os inibidores da tirosina quinase, medicamentos orais, por isso não é preciso ir ao centro de tratamento para a aplicação. Já a realização dos exames de manutenção (PCR), neste momento, deve ser evitada.</p>
<h4><strong> </strong><strong>MIELOMA MÚLTIPLO</strong></h4>
<p>Pacientes com doença ativa precisam de tratamento para evitar complicações, mesmo durante o coronavírus. No entanto, o tratamento pode ser individualizado para limitar a exposição adicional à COVID-19. Recomendamos iniciar a terapia tripla com bortezomibe, lenalidomida e dexametasona. Pacientes idosos podem começar com o protocolo VRD ou daratumumab. Como o risco de recidiva do mieloma múltiplo é maior sem tratamento, não recomendamos interromper a terapia de manutenção. Neste caso, a indicação é usar a lenalidomida. Para pacientes elegíveis ao transplante de medula óssea autólogo, recomenda-se adiar o procedimento neste momento.</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6272" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Telemedicina-shutterstock_701301148-300x276.png" alt="" width="166" height="152" />Telemedicina é opção</strong></h4>
<p>A telemedicina é uma importante ferramenta que foi aprovada no Brasil justamente por conta da COVID-19, e que pode ser amplamente usada pelos pacientes para tirar dúvidas diretamente com o seu especialista, sem precisar sair de casa. Entenda melhor na matéria <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/telemedicina-voce-pode-falar-com-seu-medico-mesmo-estando-em-casa/">Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa</a></p>
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		<title>Tomografia, ressonância ou PET Scan? Entenda estes exames</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2020 14:00:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Todos eles podem ser utilizados para o diagnóstico e acompanhamento dos linfomas O diagnóstico precoce do câncer é fundamental para os melhores resultados do tratamento. Você já deve ter ouvido muitas vezes essa frase, certo? E realmente é verdade. Mas cada tipo de câncer será diagnosticado com exames diferentes. No caso dos linfomas, tomografia, ressonância [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Todos eles podem ser utilizados para o diagnóstico e acompanhamento dos linfomas</strong><span id="more-6036"></span></h4>
<p>O diagnóstico precoce do câncer é fundamental para os melhores resultados do tratamento. Você já deve ter ouvido muitas vezes essa frase, certo? E realmente é verdade. Mas cada tipo de câncer será diagnosticado com exames diferentes. No caso dos linfomas, tomografia, ressonância ou PET Scan são algumas das opções que podem ser pedidas pelo médico. Sabe a diferença entre eles e quando são indicados? Te explico tudo!</p>
<h4><strong>Entenda o linfoma</strong></h4>
<p>Bem, o primeiro passo é entender a doença e como ela pode se apresentar. O <strong>linfoma é um câncer</strong> do sistema linfático e acontece quando os linfócitos (tipo de célula responsável por proteger o organismo contra vírus, bactérias, dentre outros perigos), por conta de um defeito genético, passam a se desenvolver de maneira errada.</p>
<p>Divididos entre <strong>linfoma de Hodgkin</strong> e <strong>linfoma não-Hodgkin</strong>, quanto antes a doença for diagnosticada, melhores os resultados no tratamento, incluindo a remissão completa. Isso mesmo, o <strong>linfoma tem cura</strong>!</p>
<h4><strong>Diagnóstico precoce é a melhor opção</strong></h4>
<p>Cerca de 80% dos pacientes com linfoma, caso descubram a doença em seu estadiamento inicial, podem entrar em remissão completa. Ficar atento aos sintomas é fundamental, mas realizar os exames corretos também será o grande diferencial para o diagnóstico correto e preciso.</p>
<h4><strong>Tomografia para que serve</strong></h4>
<p>A <strong>tomografia computadorizada</strong> é um importante exame, presente em hospitais públicos e particulares do país. Parecida com um raio-x, com este exame é possível olhar por dentro do corpo e investigar se os órgãos estão afetados de alguma maneira. Com o aparelho, é possível captar imagens do corpo em “fatias” bem finas, que podem ser analisadas por meio de diferentes ângulos.</p>
<p><u>Como é feita</u> – A pessoa deitará no tomógrafo, com a posição sugerida pelo especialista (tudo irá depender da investigação indicada e em que possíveis partes do corpo o linfoma pode estar). A máquina irá captar diversas imagens por alguns minutos. Mas fique tranquilo, é um exame indolor. É possível que a <strong>tomografia com contraste</strong> seja indicada. Um composto à base de iodo é dado ao paciente, seja via oral ou intravenosa, para que as possíveis lesões fiquem ainda mais claras. Se o paciente perceber algum tipo de desconforto por conta do contraste, é fundamental avisar a equipe médica.</p>
<h4><strong>O que é ressonância magnética?</strong></h4>
<p>Este exame também pode ajudar no diagnóstico do linfoma e pode ser indicado pelo médico. Assim como a tomografia, esta máquina também cria imagens em alta definição do corpo, em variadas posições. Mas, para isso, não usará a emissão de raios X, e sim a emissão de pulsos de radiofrequência em um campo magnético. Por isso, seu custo pode ser maior que o da tomografia.</p>
<p><u>Como é feita</u> – Antes de iniciar o exame, será preciso tirar tudo o que for de metal, como brincos e colares. Uma roupa será dada ao paciente, já que até mesmo botões e o zíper podem interferir. Pessoas que têm marca-passo cardíaco, por exemplo, não podem fazer o exame! Feito isso, a pessoa deitará em uma maca e a parte do corpo que precisar ser avaliada será coberta por um aparelho (a bobina), responsável por melhorar a qualidade das imagens. A maca será deslizada para dentro de um tubo grande. Neste momento, é importante ficar parado, para que o exame não seja comprometido. Se o paciente for criança, ou se sentir mal em locais fechados, a sedação é indicada. Em alguns casos, a <strong>ressonância com contraste</strong> pode ser sugerida pelo médico. Assim como na tomografia, a substância com iodo deixará as possíveis células cancerígenas ainda mais claras.</p>
<h4><strong>PET Scan no linfoma</strong></h4>
<p>Este exame, bastante eficiente para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com linfoma, também é um tipo de tomografia computadorizada que utiliza a emissão de pósitrons para capturar as imagens do interior do corpo.</p>
<p><u>Como é feito</u> &#8211; Antes da realização do exame, o paciente tomará uma substância muito parecida com a glicoce (Fluordeoxiglicose &#8211; FDG). As imagens serão baseadas no fato que as lesões neoplásicas em atividade consomem mais glicose que o tecido normal. O objetivo, então, é facilitar que a máquina encontre possíveis marcadores tumorais (células doentes).  Assim como na tomografia, o paciente deita em uma maca e a parte do corpo que será avaliada ficará dentro de um tubo grande. Durante e após o exame, o paciente não sentirá dor alguma e nem apresentará efeitos colaterais.  Para que o traçador seja eliminado o quanto antes do organismo, é indicado que o paciente tome bastante água. O <strong>PET Scan está disponível no SUS</strong> e também em hospitais particulares.</p>
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		<title>Tenho HIV. Posso ter linfoma?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Dec 2019 15:24:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Portadores do vírus da aids precisam ficar atentos ao desenvolvimento deste tipo de câncer Dezembro é o mês de conscientização sobre o HIV, popularmente chamado de aids (este termo não é mais usado na área médica). Mas o que talvez você ainda não saiba é que este vírus tem importante ligação com um dos tipos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Portadores do vírus da aids precisam ficar atentos ao desenvolvimento deste tipo de câncer</strong><span id="more-5989"></span></h4>
<p>Dezembro é o mês de conscientização sobre o <strong>HIV</strong>, popularmente chamado de aids (este termo não é mais usado na área médica). Mas o que talvez você ainda não saiba é que este vírus tem importante ligação com um dos tipos de câncer mais comuns: o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/linfoma-nao-hodgkin-lnh/">linfoma não-Hodgkin</a>.</p>
<h4><strong>O que é o HIV</strong></h4>
<p>HIV é a sigla em inglês usada para descrever o vírus da imunodeficiência humana, porque ele ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. No caso do HIV, as células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. Por conta de uma alteração no DNA destas células, o vírus HIV consegue fazer cópias de si mesmo e passa a se multiplicar.</p>
<h4><strong>HIV e AIDS são a mesma coisa?</strong></h4>
<p>É importante ressaltar que ser portador do HIV não é a mesma coisa que ter aids. Existem muitas pessoas que vivem anos com o vírus, sem apresentar sintomas. Ainda que, sim, possam transmiti-lo por meio de relações sexuais não protegidas, pelo compartilhamento de seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez ou amamentação, a aids só será detectada quando o vírus se “desenvolver”.</p>
<p>Os <strong>sintomas da aids</strong> são: febre e mal-estar que lembram uma gripe, fraqueza, diarreia e gânglios aumentados.</p>
<h4><strong>Relação entre linfoma não-Hodgkin e HIV</strong></h4>
<p>Desde 1980, quando o HIV passou a ser conhecido em todo o mundo, o desenvolvimento de alguns cânceres passou a estar associado ao vírus da aids: sarcoma de Kaposi, câncer de colo do útero e, o que vamos abordar aqui, linfoma não Hodgkin (LNH).</p>
<p>Como vimos, o HIV provoca o enfraquecimento do sistema imunológico, em especial de um tipo de linfócito T. E é justamente este enfraquecimento no sistema que protege nosso organismo contra vírus e bactérias, causando o mal funcionamento dos linfócitos, que faz com que surjam os linfomas.</p>
<p>Isso não significa que todos os pacientes com o vírus HIV irão desenvolver este tipo de câncer, mas mostra a <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-5992" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-258x300.jpg" alt="" width="227" height="264" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-258x300.jpg 258w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-768x895.jpg 768w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso-879x1024.jpg 879w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/HIV-Perda-de-peso.jpg 1758w" sizes="(max-width: 227px) 100vw, 227px" />importância de ficar atento aos sintomas do linfoma, para que o diagnóstico aconteça precocemente:</p>
<ul>
<li>Aumento dos linfonodos (gânglios) do pescoço, axilas e/ou virilha</li>
<li>Suor noturno excessivo</li>
<li>Febre</li>
<li>Coceira na pele</li>
<li>Perda de peso sem causa aparente</li>
</ul>
<h4><strong>Como tratar o linfoma em pacientes com HIV?</strong></h4>
<p>Se o HIV é descoberto logo no início, seu portador poderá controlar o desenvolvimento do vírus por meio do coquetel anti-HIV, uma combinação de diversos medicamentos que atacam o invasor. Agora, se o vírus já se desenvolveu, será fundamental o uso do coquetel antirretroviral, que também é composto por uma série de medicamentos que objetiva o aumento de sobrevida e qualidade de vida do paciente. Ainda não foi descoberta a <strong>cura do HIV</strong>.</p>
<p>Caso o diagnóstico do linfoma aconteça, ambos os tratamentos contra o vírus HIV deverão continuar. E aí, em conjunto a eles, será necessária a realização da quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou transplante de medula óssea.  Alguns estudos mostram uma possível interação medicamentosa, por isso somente o onco-hematologista é quem poderá definir qual a melhor opção.</p>
<p>Com o avanço da ciência, hoje é possível dizer que para pacientes que possuem o HIV e desenvolvem o linfoma, as chances de cura para o câncer são as mesmas daqueles que não possuem o vírus. Já para os casos em que o vírus do HIV foi “desenvolvido”, apresentando a síndrome de imunodeficiência adquirida (aids), os resultados com a quimioterapia ainda não são tão promissores. Mas a imunoterapia, que apresenta toxicidade reduzida, pode ter indicação.</p>
<h4><strong>HTLV, vírus irmão do HIV, também pode causar linfoma</strong></h4>
<p>Tipo de retrovírus da mesma família do HIV, o HTLV também infecta os linfócitos T. Sua contaminação acontece por meio do sangue. Como em relações sexuais, compartilhamento de agulhas, gravidez e/ou amamentação sem os devidos cuidados.</p>
<p>São dois os tipos: HTLV-I e HTLV-II. Vamos focar no primeiro, altamente ligado aos cânceres hematológicos como linfoma de células T do adulto e leucemias (também de células T).</p>
<p>Cerca de 5% das pessoas desenvolvem problemas de saúde relacionados ao vírus, mas dentre os sintomas mais comuns, e relacionados ao aparecimento destes tipos de câncer, estão: lesões cutâneas, com regiões avermelhadas com pequenas elevações moles, descamação da pele, gânglios inchados e alterações visuais e ósseas.</p>
<p>Diferente do HIV, para este tipo de vírus ainda não há um tratamento específico. Por isso, caso seu portador desenvolva um linfoma ou uma leucemia, tratará apenas o câncer.</p>
<h4><strong>Previna-se! </strong></h4>
<p>Ainda não é possível prevenir o desenvolvimento do linfoma, propriamente dito. Mas é, sim, possível evitar seus fatores de risco: os vírus HIV e HTLV. <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-5993" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha-300x300.jpg" alt="" width="177" height="177" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/12/Matéria-HIV-Camisinha.jpg 400w" sizes="(max-width: 177px) 100vw, 177px" /></p>
<ul>
<li>Use sempre preservativos durante o sexo</li>
<li>Nunca compartilhe seringas, agulhas ou demais objetos cortantes, como alicates de unha e lâminas de barbear</li>
<li>Tatuagens e piercings devem ser feitos com materiais descartáveis</li>
<li>Grávidas infectadas precisam iniciar o tratamento o quanto antes, para que o vírus não seja disseminado à criança</li>
</ul>
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		<title>Seu linfoma recidivou? Fique calmo!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Sep 2019 17:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma de hogdkin]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma Hodgkin]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma não-Hodgkin]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma recidivado]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva do linfoma]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva tem tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento linfoma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As opções de tratamento para estes casos são bastante efetivas Descobrir um linfoma não costuma ser uma notícia fácil. Afinal, assusta saber que se tem um câncer e que toda a rotina de vida irá mudar, por conta dos exames e dos medicamentos. Aí vem o tratamento e o paciente passa por todas as etapas: [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>As opções de tratamento para estes casos são bastante efetivas</strong><span id="more-5901"></span></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-5903" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Boas-notícias-300x294.jpg" alt="" width="225" height="220" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Boas-notícias-300x294.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Boas-notícias.jpg 500w" sizes="(max-width: 225px) 100vw, 225px" />Descobrir um linfoma não costuma ser uma notícia fácil. Afinal, assusta saber que se tem um câncer e que toda a rotina de vida irá mudar, por conta dos exames e dos medicamentos.</p>
<p>Aí vem o tratamento e o paciente passa por todas as etapas: medo do novo, inúmeras visitas ao hospital, efeitos colaterais e, quando chega a tão esperada remissão, a vitória é comemorada.</p>
<p>Em muitos casos, o paciente consegue alcançar a cura e o linfoma não volta mais. Já em outros, a recidiva torna-se uma realidade e, novamente, a luta contra o câncer se faz presente. E se você está justamente nesta fase, a boa notícia é que há tratamentos e também com bons resultados!</p>
<h4><strong>Recidiva nos diferentes linfomas</strong></h4>
<p>O linfoma não é uma doença única. Eles são divididos em dois importantes grupos, que são os<a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/linfoma-de-hodgkin-lh/"> linfomas de Hodgkin</a> e os <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/linfoma-nao-hodgkin-lnh/">linfomas não-Hodgkin</a>. Cada um deles possuem diferentes subtipos, que recebem tratamentos diferentes também.</p>
<p>O estadiamento em que a doença é diagnosticada faz a diferença nos bons resultados do tratamento. Se descoberta logo no início (estadiamento I e II) os resultados são bem positivos. Já se o linfoma estiver avançado (estadiamento III e IV), as chances de cura ficam menores.</p>
<p>Os linfomas de Hodgkin, em um geral, costumam ser altamente curáveis e as taxas de recidiva mais baixas. Já para os linfomas não-Hodgkin, em especial os agressivos, as taxas de cura são menores e as chances de recidiva, maiores.</p>
<p>“Assim como outros tumores, os linfomas podem recidivar, ou seja, voltarem mesmo após a remissão. Aliás, quando falamos em remissão, significa que com técnicas atuais procuramos vestígios da doença e não encontramos. Classicamente foi determinado que só se pode falar em cura após cinco anos sem evidência da doença, mas sempre acompanhamos os pacientes por muito mais tempo, pois vemos casos de recaídas tardias”, fala Dr. Breno Gusmão.</p>
<h4><strong>Por que uma recidiva acontece?</strong></h4>
<p>Bem, ainda não se sabe exatamente o porquê uma recidiva acontece. Dentre as explicações encontradas, está o fato de um paciente apresentar alterações imunológicas e/ou predisposições genéticas para isso.</p>
<p>Uma recidiva pode aparecer pouco ou muito tempo depois da cura do primeiro câncer e, em ambos os casos, é possível que as células tenham desenvolvido uma certa resistência ao primeiro tratamento empregado, por isso uma diferente linha terapêutica deverá ser administrada.</p>
<h4><strong>Tratamento – Uma nova abordagem</strong></h4>
<p>Como vimos, os tratamentos de primeira linha para os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin costumam apresentar bons resultados, mas tudo irá depender de seu estadiamento:</p>
<p><strong> </strong><strong>Linfoma de Hodgkin</strong></p>
<ul>
<li>Estadiamentos I e II &#8211; <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/quimioterapia/">Quimioterapia</a>, seguido por <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/radioterapia/">radiotertapia</a></li>
<li>Estadiamentos III e IV &#8211; Quimioterapia isolada</li>
</ul>
<p><strong> </strong><strong>Linfoma não-Hodgkin </strong></p>
<ul>
<li>Neste caso, como são mais de 40 subtipos, além do estadiamento da doença, deverá ser olhado o tipo do linfoma. Em um geral, o tratamento de primeira linha é feito por quimioterapia, em conjunto com um anticorpo monoclonal, no esquema conhecido por R-CHOP.</li>
</ul>
<p>Para os pacientes recidivados, também há diversas opções.</p>
<p>“Para definirmos uma nova estratégia de tratamento, vamos analisar o subtipo do linfoma, a maneira como a doença está se apresentando neste momento e, claro, o paciente. Em geral, indicamos <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/imunoterapia/">imunoterapia</a>, novos esquemas de quimioterapia e também o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">transplante de medula óssea</a>. Novos tratamentos surgiram, com bons resultados, como as terapias alvo e, mais recentemente, os CAR T-Cells”, explica o Dr. Breno.</p>
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