Diagnóstico

Leucemia Linfoide Crônica

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O tratamento da leucemia mieloide aguda (LMA) depende de vários fatores, como a idade do paciente, estado geral de saúde, presença de mutações genéticas e subtipo da doença. Na maioria dos casos, a LMA pode ser curada, especialmente com diagnóstico e tratamento precoces.

De forma geral, a terapêutica é dividida em três etapas principais:

 

1. Indução da remissão

É a primeira fase do tratamento, com o objetivo de destruir o maior número possível de células leucêmicas na medula óssea e no sangue, e alcançar a chamada remissão completa (quando não há sinais visíveis da doença nos exames).

A quimioterapia intensiva é a base, geralmente com medicamentos como citarabina e antraciclinas (como daunorrubicina ou idarubicina). Ela pode ser feita em ambiente hospitalar, pois há risco de infecções, anemia grave e sangramentos.

2. Consolidação (ou intensificação)

Depois da remissão, é preciso eliminar possíveis células leucêmicas residuais e evitar recaídas.

Usa-se mais quimioterapia, com doses altas de citarabina, por exemplo. Pacientes com maior risco de recaída podem ser encaminhados para transplante de medula óssea.

3. Transplante de medula óssea

Indicado principalmente para:

  • Pacientes com risco elevado de recaída

  • Pessoas que não responderam bem à indução

  • Casos com alterações genéticas desfavoráveis

O transplante será alogênico (de um doador compatível da família ou não) e exige internação prolongada e acompanhamento rigoroso.

O TMO acontece assim:

Condicionamento – É um processo de preparo para o recebimento da medula óssea do doador. O paciente será submetido a um regime de quimioterapia em altas doses com o intuito de destruir a medula óssea do próprio paciente e de reduzir a imunidade para que seja evitada a rejeição.

Serão utilizados medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar e inibir o crescimento das células doentes.

Transplante – Em seguida, as células-tronco doadas serão infundidas no paciente, com a finalidade de reconstituir a fabricação das células saudáveis. O procedimento se parece com uma “transfusão de sangue”. A nova medula óssea fica em uma bolsa. No caso de medula previamente congelada, utiliza-se um líquido conservante, que também pode causar alguns desconfortos, como náusea, vômitos, sensação de calor e formigamento. Mas o paciente será monitorado a todo momento.

Normalmente, o paciente permanece internado por mais de 15 dias para o acompanhamento da evolução no tratamento.

Pós-TransplanteEsta fase é conhecida como aplasia medular, devido à queda do número de todas as células do sangue. Neste período, o paciente fica mais predisposto a infecções e passa a receber inúmeros antibióticos, além de medicamentos que estimulam a produção dos glóbulos brancos (que combatem as bactérias e vírus).

Ele também pode apresentar hemorragias, devido à baixa das plaquetas, e anemia por baixa dos glóbulos vermelhos, sendo necessário realizar transfusão de sangue.

Neste momento é muito importante:

  • Reforçar os cuidados com a higiene
  • Usar máscara em lugares públicos, muito movimentados
  • Limitar o número e frequência de visitas
  • Lavar sempre as mãos
  • Evitar lâminas para se barbear ou depilar
  • Evitar retirar cutículas
  • Escovar delicadamente os dentes

Pega da medulaQuando a medula óssea começa a funcionar novamente (geralmente em torno de 2-4 semanas após a infusão) pode-se dizer que houve a pega da medula, ou seja, o transplante obteve sucesso e a medula voltou a funcionar perfeitamente. Ainda assim, o monitoramento médico continua sendo essencial, pois mesmo após um ano de procedimento, pode vir a aparecer alguma complicação tardia.

A alta só será possível no momento em que a medula óssea estiver funcionando bem, ou seja, produzindo as células do sangue que protejam o paciente contra infecções e hemorragias.

Após a pega da medulaNeste momento, o paciente estará sob uso de medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do TMO, portanto ainda poderá apresentar sintomas de infecção como febre, calafrios, mal-estar, tosse e alterações urinárias. Mas é a doença do enxerto x hospedeiro o que mais preocupa. Isto porque a nova medula óssea, provinda do doador, passa a reconhecer os órgãos do paciente como estranhos e, automaticamente, iniciam um ataque contra eles. São dois os tipos:

  • Aguda: ocorre geralmente nos primeiros três meses após o procedimento. Pele, intestino e fígado são os órgãos mais frequentemente acometidos. Pode causar manchas vermelhas nas mãos, pés e rosto; manchas espalhadas pelo corpo; erupções na pele; febre; diarreia; dores abdominais; icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas devido alterações no fígado).
  • Crônica: em geral ocorre após 3-4 meses do transplante e pode durar anos. Os principais órgãos acometidos são pele, mucosas, articulações e pulmão. Seus principais sintomas são lesões, enrijecimento e escurecimento da pele, coceira pelo corpo, boca seca e sensível, olhos secos e secura vaginal.

 

Terapias-alvo e novas abordagens

Nos últimos anos, novos medicamentos têm sido incorporados para pacientes com mutações específicas. São eles:

  • Inibidores de FLT3 (como midostaurina e gilteritinibe)

  • Inibidores de IDH1/IDH2

  • Venetoclax, em combinação com hipometilantes (para pacientes mais idosos ou frágeis)

Essas opções têm sido usadas tanto em primeira linha quanto em recaídas ou para quem não tolera quimioterapia intensa.

– Cuidados de suporte

Durante o tratamento, o paciente também recebe transfusões de sangue e plaquetas; antibióticos e antifúngicos; suporte nutricional e psicológico.