Falência renal nos linfomas

Compartilhe essa publicação:

Entenda por que acontece e quando desconfiar dos sintomas

O linfoma é um tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável por parte das defesas do organismo. Embora afete principalmente os gânglios linfáticos, a doença também pode comprometer outros órgãos, incluindo os rins.

A falência renal nos linfomas é uma complicação que merece atenção, pois pode ocorrer tanto em decorrência da própria doença quanto de alterações relacionadas ao tratamento.

Como o linfoma pode afetar os rins?

Existem diferentes mecanismos pelos quais o linfoma pode prejudicar o funcionamento dos rins:

Infiltração do tumor nos rins: as células do linfoma podem se acumular no tecido renal e comprometer seu funcionamento.

Obstrução urinária: o aumento dos gânglios linfáticos pode comprimir as vias urinárias, dificultando a passagem da urina.

Síndrome de lise tumoral: quando muitas células cancerígenas são destruídas rapidamente, podem liberar substâncias que sobrecarregam os rins.

Infecções e desidratação: situações que podem ocorrer durante a doença e o tratamento, contribuindo para a perda da função renal.

Além disso, alguns medicamentos utilizados no tratamento do câncer podem afetar os rins

Quais são os sintomas da falência renal?

A perda da função renal pode acontecer de forma rápida ou gradual. Em alguns casos, principalmente no início, não há sintomas evidentes. Quando presentes, os sinais podem incluir:

  • Diminuição da quantidade de urina
  • Urina com espuma
  • Inchaço nas pernas, nos pés ou no rosto
  • Cansaço excessivo e fraqueza

Como é feito o diagnóstico?

A avaliação costuma incluir exames de sangue, como creatinina e ureia, além de exames de urina e, quando necessário, ultrassonografia ou outros exames de imagem.

Esses procedimentos ajudam a identificar a gravidade da alteração renal e investigar sua possível causa. Em situações específicas, pode ser necessária uma biópsia renal.

E qual o tratamento para a insuficiência renal?

O tratamento depende da causa e da gravidade do comprometimento renal. Pode envolver o controle do linfoma, a correção da desidratação, o tratamento de infecções ou a desobstrução das vias urinárias.

Em casos mais graves, pode ser necessária a diálise, procedimento que auxilia na remoção de substâncias tóxicas e do excesso de líquidos quando os rins não conseguem desempenhar essas funções adequadamente.

O acompanhamento conjunto entre hematologista e nefrologista é importante para definir a melhor estratégia e monitorar a função renal durante o tratamento.

É possível prevenir complicações renais nos linfomas?

Nem todas as complicações podem ser prevenidas, mas a identificação precoce de alterações renais pode ajudar a reduzir os riscos.

Por isso, o monitoramento da função dos rins antes e durante o tratamento oncológico é fundamental, especialmente em pacientes com fatores de risco ou alterações nos exames.

Compartilhe essa publicação:

Publicações Recentes

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *