No fim dos anos 1970, 21 de cada 100 americanos com leucemia mieloide crônica estavam vivos cinco anos depois do diagnóstico, o que os médicos chamam de sobrevida em cinco anos. Hoje, são 71.
Hoje, descreve Gusmão, quem recebe o diagnóstico trabalha, viaja e tem expectativa de vida próxima à da população geral. Alguns conseguem até suspender o remédio. Para a Onco-Hematologia, o imatinibe simboliza a transformação da área inteira, porque mostrou que entender a falha genética de um tumor permite desenhar uma droga contra ela.
No mieloma múltiplo, câncer das células de defesa que se alojam na medula, a virada veio aos poucos. O transplante da própria medula entrou nos anos 1990, novas classes de medicamentos chegaram nos 2000 e, depois, vieram anticorpos que se prendem à célula doente.