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	<title>Arquivos doador de medula - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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	<title>Arquivos doador de medula - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>A dor do câncer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jun 2021 18:18:39 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Como avaliar a dor oncológica]]></category>
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		<category><![CDATA[Quais são os 3 tipos de dor relacionada ao câncer?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Também conhecida como dor oncológica, este sintoma pode acontecer ao diagnóstico e durante o tratamento. Mas é possível controlar! A dor oncológica, também chamada por dor associada ao câncer ou “dor do câncer”, acontece em 60 a 80% dos pacientes. Em 30% dos casos, o sintoma é apresentado no diagnóstico, e de 70 a 90% [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Também conhecida como dor oncológica, este sintoma pode acontecer ao diagnóstico e durante o tratamento. Mas é possível controlar!</strong><span id="more-6590"></span></h3>
<p>A dor oncológica, também chamada por dor associada ao câncer ou “dor do câncer”, acontece em 60 a 80% dos pacientes. Em 30% dos casos, o sintoma é apresentado no diagnóstico, e de 70 a 90% das vezes, durante o tratamento de doença avançada.</p>
<p>Sentir dor, em qualquer situação da vida, é algo muito incômodo e que atrapalha a realização das atividades diárias. Mas quando ela vem por conta de um câncer, parece ainda mais difícil de lidar – e, em muitos casos, muito mais “dolorida”.</p>
<h4><strong>O que é dor oncológica <img decoding="async" class="alignright  wp-image-6591" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/06/shutterstock_1263830596-300x300.jpg" alt="" width="157" height="157" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/06/shutterstock_1263830596-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/06/shutterstock_1263830596-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/06/shutterstock_1263830596.jpg 500w" sizes="(max-width: 157px) 100vw, 157px" /></strong></h4>
<p>A dor neoplásica geralmente é classificada em duas categorias:</p>
<ul>
<li><strong>Dor nociceptiva</strong> – quando há danos nos tecidos corporais e, então, o indivíduo descreve como aguda, latejante. Ela acontece quando o câncer se espalha para os ossos, músculos, articulações.</li>
<li><strong>Dor neuropática</strong> – causada pela lesão efetiva dos nervos e muitas vezes o indivíduo a descreve como uma sensação de peso, dormência e queimação.</li>
</ul>
<p>Além da própria doença ser responsável pela dor, é possível que o tratamento com quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, cirurgia, uso de medicamentos, como bifosfanatos, ou até mesmo o transplante de medula óssea cause este efeito colateral.</p>
<h4><strong>Dê atenção à sua dor!</strong></h4>
<p>De fato, é possível afirmar que sentir dor durante o câncer é algo provável. Mas daí a normalizar o sintoma, não é correto. Se você é paciente oncológico e sente dor, avise o seu médico! Não ache que sentir dor é “normal”, ou que só é dor quando é algo “insuportável de aguentar”, ou até mesmo que sentir dor é fazer “manha”.</p>
<p>Não é! Este é um sintoma muito importante, que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes e até mesmo os resultados esperados para o tratamento. Por isso ele requer atenção, prevenção e tratamento.</p>
<p>A equipe de Cuidados Paliativos e/ou de Cuidados de Suporte deve ser acionada para que métodos sejam indicados no controle deste sintoma.</p>
<h4><strong>Dor óssea no câncer do sangue</strong></h4>
<p>Pacientes com leucemias agudas, linfomas e mieloma múltiplo podem ter dor ao diagnóstico e também durante o tratamento. Pesquisas mostram que as principais causas de dor são a infecção intestinal e mucosite, muito comuns às pessoas que tratam um câncer hematológico. 75% dos pacientes relatam sentir uma dor intensa.</p>
<p>No mieloma múltiplo, a dor óssea é bastante relatada. Veja mais na matéria <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/dores-osseas-e-fraturas-no-mieloma-multiplo/"><strong>Dores ósseas e fraturas no mieloma múltiplo.</strong></a></p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft  wp-image-6422" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186-300x300.jpg" alt="" width="121" height="121" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186.jpg 500w" sizes="(max-width: 121px) 100vw, 121px" />A dor oncológica tem tratamento</strong></h4>
<p>Estudos estimam que as práticas terapêuticas podem reduzir em até 90% dos casos de dor nos pacientes oncológicos.</p>
<p>O tratamento indicado irá depender do nível da dor que este paciente sente. Quando é moderada/leve, podem ser receitados analgésicos e anti-inflamatórios, além de práticas integrativas, como yoga, acupuntura, atividade física.</p>
<p>Quando o sintoma encontra-se mais forte, geralmente medicamentos opioides passam a ser administrados, como é o caso da morfina ou dos adesivos analgésicos.</p>
<p>Também há as opções de medicamentos intravenosos, quando os medicamentos orais já não fazem o efeito esperado. Neste caso, podem ser usadas bombas de infusão, colocadas no abdômen do paciente em uma microcirurgia. Por meio delas, os analgésicos passam por um cateter fino e vai direto para a medula espinhal (intratecal), também via endovenosa e subcutânea, oferecendo um alívio significativo e rápido para a dor.</p>
<p><strong>Importante!</strong> Somente o médico e a equipe multidisciplinar é quem poderão decidir qual a melhor terapêutica a ser utilizada.</p>
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		<title>TMO haploidêntico. Um novo caminho para pacientes com leucemias, linfomas e anemia aplásica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 16:33:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como funciona o transplante com doadores HLA 50% compatíveis O transplante de medula óssea (TMO) haploidêntico hoje é importante opção de tratamento para diversos tipos de câncer, como as leucemias agudas, síndromes mielodisplásicas , anemia aplásica e alguns tipos de linfomas. Mas nem sempre foi assim&#8230; O que é o TMO haploidêntico Neste tipo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Entenda como funciona o transplante com doadores HLA 50% compatíveis </strong><span id="more-6441"></span></h3>
<p>O transplante de medula óssea (TMO) haploidêntico hoje é importante opção de tratamento para diversos tipos de câncer, como as<a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/"> leucemias agudas</a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/sindrome-mielodisplasica/">síndromes mielodisplásicas</a> , anemia aplásica e alguns tipos de <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfomas</a>. Mas nem sempre foi assim&#8230;</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft  wp-image-6442" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1634165134-249x300.jpg" alt="" width="94" height="113" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1634165134-249x300.jpg 249w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1634165134.jpg 500w" sizes="(max-width: 94px) 100vw, 94px" />O que é o TMO haploidêntico</strong></h4>
<p>Neste tipo de transplante é possível utilizar as células de um doador 50% HLA compatível. Mas não é qualquer pessoa que pode doar! Sempre deve ser alguém da família, preferencialmente pai, mãe, irmãos, filhos, em raras ocasiões, primos.</p>
<p>Caso o paciente receba a indicação para o TMO, o primeiro passo será fazer testes de sangue laboratoriais específicos, chamados de exame de histocompatibilidade (ou HLA) nos possíveis doadores. Após os resultados, será escolhido aquele que reúna compatibilidade HLA aceitável, além de outras características, como presença de anticorpos adquiridos do receptor contra o doador, concordância de sorologia viral e toxoplasma. Como podem perceber, são várias as particularidades na hora da escolha do doador haploidêntico.</p>
<h4><strong>Como é feito <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright  wp-image-6381" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg" alt="" width="195" height="139" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987.jpg 700w" sizes="(max-width: 195px) 100vw, 195px" /></strong></h4>
<p>No transplante haploidêntico, os médicos retiram as células-tronco do doador, por meio de uma agulha na região da bacia no centro cirúrgico (poucas ocasiões)  ou por meio do sangue periférico (grande maioria dos casos). Este é um procedimento  parecido com uma doação de sangue, além de não causar nenhum problema para quem está doando.</p>
<p>A segunda etapa será preparar o receptor (paciente) para receber as novas células progenitoras. O objetivo aqui é administramos o tratamento quimioterápico ou quimioterapia + radioterapia. Na sequência, transfudiremos por meio do cateter central o material coletado do doador (a “medula”).  Dias depois teremos que inativar as células imunologicamente competentes, ou seja, aquelas que podem causar qualquer tipo de rejeição aguda para o paciente. Essa inativação acontecerá após o transplante, com uso de quimioterápicos (ciclofosfamida), que objetivam matar os linfócitos T do doador, deixando assim somente o necessário para que novas células sanguíneas possam nascer, de forma sadia.</p>
<h4><strong>Os níveis de rejeição podem ser maiores?</strong></h4>
<p>O transplante de medula óssea realizado por meio de um doador sempre exigirá cuidados especiais. Isso porque é possível que a nova medula óssea transplantada  reconheça as células do receptor como estranhas / “inimigas” e as rejeite, causando a chamada doença do enxerto x hospedeiro, a DECH. <strong>Para entender melhor, leia a matéria DECH pós-TMO e suas complicações clicando</strong> <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/dech-pos-tmo-e-suas-complicacoes/">aqui</a>.</p>
<p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO),  assim como nas outras modalidades de tranplantes alogênicos,  no TMO haploidêntico serão utilizados medicamentos (imunossupressores) que visam a diminuição da atividade das células T. Há uma redução na incidência da DECH, mas um aumento no risco de infecções.</p>
<h4><strong>Fazer ou não fazer o TMO Haploidêntico?</strong></h4>
<p>Essa será uma decisão em conjunto entre paciente e médico. É preciso analisar o cenário como um todo:</p>
<p>1 – O paciente tem indicação para o TMO com doador?</p>
<p>2 – Se sim, qual a urgência para a realização do procedimento?</p>
<p>3 – Na família, há algum doador 100% HLA compatível?</p>
<p>4 – Se não há, as buscas nos bancos de medula nacionais e internacionais conseguiram encontrar um doador compatível? E no tempo hábil?</p>
<p>Tenha em mente que o TMO haploidêntico é tão seguro quanto qualquer outro transplante. Inclusive, atualmente com resultados semelhantes ao transplantes alogênicos não aparentados. Deve ser realizado apenas com equipe especializada e em hospital qualificado. Hoje, esta opção é bastante eficiente, haja vista que encontrar um doador totalmente compatível na família ou fora da família, não costuma ser fácil, por conta da miscigenação da população brasileira.</p>
<h4><strong>TMO Haploidêntico – Um pouco de história</strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-6443" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1728593776-300x200.jpg" alt="" width="183" height="122" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1728593776-300x200.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1728593776.jpg 500w" sizes="(max-width: 183px) 100vw, 183px" />Segundo a SBTMO, as iniciativas de transplantes haploidênticos nos anos 70 foram catastróficas e proibitivas, com incidência de doença do enxerto vs hospedeiro acima de 70% e falha na pega da medula em até 20% dos casos.</p>
<p>Nos anos 80, com a utilização de medicamentos para a diminuição das células T com hemácias de carneiro a metodologia começou a ter aceitação. Em 1994, o grupo italiano com equipamento de seleção de células CD34 demonstrou diminuição dos riscos de rejeição, utilizando altas doses de células.</p>
<p>Em 2008, um grande avanço foi registrado. Um grupo de pesquisadores de Baltimore consolidou o uso da ciclofosfamida nos dias +3 e +4 pós-transplante.</p>
<p>Os transplantes haploidênticos vem aumentando nos centros brasileiros, já que dentre as vantagens está que em mais de 95% dos casos será possível encontrar um doador HLA 50% compatível. Enquanto que mais da metade dos pacientes que precisam de um doador, não conseguem encontrar alguém que seja totalmente compatível.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/tmo-haploidentico-um-novo-caminho-para-pacientes-com-leucemias-linfomas-e-anemia-aplasica/">TMO haploidêntico. Um novo caminho para pacientes com leucemias, linfomas e anemia aplásica</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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