Quais são as infecções mais comuns após o transplante de medula óssea?

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Veja como preveni-las!

O transplante de medula óssea (TMO) representa uma das principais alternativas de tratamento para doenças como leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, síndromes mielodisplásicas e anemia aplásica. Mas, apesar dos avanços que tornaram o procedimento cada vez mais seguro, o período de recuperação exige atenção especial a um dos maiores desafios do pós-transplante: as infecções.

Nas primeiras semanas após o procedimento, o organismo passa por uma intensa reconstrução do sistema imunológico. Até que as novas células de defesa sejam produzidas em quantidade suficiente, bactérias, vírus e fungos podem encontrar um ambiente favorável para causar infecções, algumas potencialmente graves.

Embora esse risco seja esperado, ele varia conforme o tipo de transplante, a doença de base e o tempo de recuperação do sistema imunológico.

Por que o risco de infecção aumenta após o transplante de medula óssea?

O sistema imunológico passa por diferentes fases de recuperação após o transplante.

Nos primeiros dias, a principal preocupação é a neutropenia, quando há redução dos neutrófilos, células responsáveis por combater bactérias e fungos. Já nos meses seguintes, mesmo com a recuperação gradual dessas células, outras partes do sistema imunológico continuam imaturas, principalmente em pacientes submetidos ao transplante alogênico.

Além disso, medicamentos utilizados para prevenir ou tratar a doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) diminuem a resposta imunológica, prolongando o período de maior vulnerabilidade.

O paciente transplantado precisa reconstruir praticamente todo o sistema imunológico. Por isso, mesmo infecções consideradas simples podem evoluir rapidamente se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.

Quais são as infecções mais comuns após o transplante de medula óssea?

As infecções variam conforme o tempo após o transplante e o grau de imunossupressão.

Infecções bacterianas são as primeiras a aparecer. Durante o primeiro mês após o transplante, as bactérias costumam representar a principal ameaça. São elas: infecção da corrente sanguínea (bacteremia); pneumonia; infecção urinária; infecções relacionadas ao cateter venoso central.

A febre costuma ser o primeiro sinal de alerta e, muitas vezes, pode ser o único sintoma inicial.

Já os vírus podem ser reativados meses depois. Alguns permanecem no organismo por toda a vida e podem voltar a se multiplicar quando a imunidade diminui. Entre os mais monitorados estão: citomegalovírus (CMV);  herpes simples;  herpes-zóster;  vírus Epstein-Barr (EBV);  influenza; vírus sincicial respiratório; COVID.

Dependendo do vírus, o paciente pode apresentar febre, lesões na pele, diarreia, pneumonia ou comprometimento de diferentes órgãos.

Os fungos também merecem atenção. As infecções fúngicas costumam acometer pacientes com imunossupressão prolongada.

Os principais agentes são espécies de Candida e Aspergillus, capazes de causar desde infecções na boca até pneumonias invasivas. Por esse motivo, muitos pacientes recebem medicamentos antifúngicos preventivos durante parte da recuperação.

Para cada tipo de infecção, o hematologista indicará o medicamento ideal: antibióticos, antivirais, antifúngicos.

É possível prevenir infecções após o transplante de medula óssea?

Embora nem todas as infecções possam ser evitadas, diversos cuidados reduzem significativamente esse risco:

  • Higiene frequente das mãos
  • Evitar contato com pessoas gripadas ou com doenças infecciosas
  • Manter os alimentos bem higienizados
  • Consumir somente água potável
  • Seguir corretamente o esquema de medicamentos preventivos
  • Manter o calendário vacinal atualizado conforme orientação médica
  • Comparecer a todas as consultas de acompanhamento

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