Doença Residual Mínima (DRM) no câncer

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Entender a presença de células doentes no organismo, mesmo que em quantidades mínimas, faz importante diferença na jornada do paciente

Mesmo quando os exames tradicionais indicam que a neoplasia maligna está controlada, pequenas quantidades de células doentes podem permanecer no organismo. É nesse ponto que entra a chamada Doença Residual Mínima (DRM) no câncer, um conceito que tem transformado a forma como médicos avaliam a resposta ao tratamento em diversas doenças onco-hematológicas.

Cada vez mais, a DRM se torna um dos principais indicadores de sucesso terapêutico e de prognóstico para os pacientes.

O que é Doença Residual Mínima

A Doença Residual Mínima (DRM) corresponde à presença de uma quantidade muito pequena de células cancerosas que não é detectada pelos exames convencionais, como o hemograma ou a biópsia padrão. Para identificá-la, são necessários métodos capazes de encontrar uma célula doente entre milhares ou até milhões de células saudáveis.

E por que a DRM é tão importante?

A detecção da DRM permite avaliar com maior precisão se o tratamento realmente eliminou a doença ou se ainda há risco de recaída. Pacientes que atingem DRM negativa, por exemplo, apresentam maior chance de remissão prolongada e melhores resultados clínicos. Por outro lado, a presença de DRM positiva pode indicar a necessidade de ajustar o tratamento.

A avaliação da DRM é especialmente relevante em doenças como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. Nessas condições, ela auxilia os médicos a monitorar a eficácia das terapias utilizadas, prever o risco de recidiva, personalizar o plano de tratamento e decidir sobre a necessidade de transplante de medula óssea ou manutenção terapêutica

Tecnologia a serviço de melhores desfechos

Com o avanço das tecnologias laboratoriais, a análise da DRM se tornou mais acessível e confiável. Essas ferramentas ajudam a identificar precocemente sinais de retorno da doença, possibilitando intervenções rápidas e mais eficazes.

A partir de uma amostra do sangue de medula óssea ou sangue periférico, é possível avaliar a presença de células cancerígenas remanescentes em exames altamente sensíveis, como o de citometria de fluxo e o PCR.

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