O linfoma de Hodgkin (LH) tem sido bastante noticiado pela mídia nestas últimas semanas. Isso porque, infelizmente, duas mulheres jovens faleceram recentemente durante o tratamento da doença: a influenciadora Isabel Veloso, de 19 anos, e a ginasta Isabelle Marciniak, de 18 anos.
É importante dizer que, embora possa surgir em qualquer idade, este tipo de câncer é realmente mais frequente em adolescentes e adultos jovens, geralmente entre os 15 e 35 anos. Porém, nesta faixa etária, diferente do que muitos podem estar pensando agora, a possibilidade de cura é grande na maior parte dos casos.
O que é o linfoma de Hodgkin?
Antes de tudo é importante conhecer o linfoma de Hodgkin, condição caracterizada pela presença das chamadas células de Reed-Sternberg, identificadas por meio de exames laboratoriais. Essas células anormais se desenvolvem nos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas, e podem se espalhar para outras partes do sistema linfático e órgãos próximos.
Diferentemente de outros tipos de câncer, o linfoma de Hodgkin costuma ter evolução previsível e boa resposta ao tratamento, especialmente quando diagnosticado em fases iniciais.
E por que o linfoma de Hodgkin acomete mais jovens?
Ainda não existe uma causa única definida, mas estudos indicam que fatores relacionados ao sistema imunológico e infecções virais, como o vírus Epstein-Barr, podem contribuir para o desenvolvimento da doença em pessoas jovens.
Além disso, nessa faixa etária, o sistema linfático é altamente ativo, o que pode explicar, em parte, a maior incidência do linfoma de Hodgkin nesse grupo.
Atenção aos alertas do corpo
Os sintomas mais frequentes incluem:
- Aumento indolor dos linfonodos, especialmente no pescoço, axilas ou virilha
- Febre persistente sem causa aparente
- Suor noturno intenso
- Perda de peso involuntária
- Cansaço excessivo
- Coceira pelo corpo sem motivo aparente
A persistência desses sintomas deve sempre motivar uma avaliação médica detalhada. O diagnóstico do linfoma de Hodgkin envolve uma combinação de exames clínicos, de imagem e laboratoriais. A confirmação ocorre por meio da biópsia do linfonodo, que permite a análise das células ao microscópio.
Exames como tomografia, PET-CT e exames de sangue ajudam a determinar a extensão da doença e a definir o melhor plano terapêutico.
Tratamento e chances de cura 
O tratamento do linfoma de Hodgkin geralmente combina quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia. Em situações específicas, podem ser indicadas terapias-alvo ou transplante de medula óssea.
A boa notícia é que o linfoma de Hodgkin está entre os cânceres com maiores taxas de cura, especialmente em jovens. Em muitos casos, as chances de controle definitivo da doença ultrapassam 80%, podendo ser ainda maiores quando o diagnóstico é precoce.
Os avanços terapêuticos também têm permitido abordagens mais personalizadas, com foco não apenas na cura, mas na preservação da fertilidade, da saúde cardiovascular e da qualidade de vida a longo prazo.