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	<title>Arquivos transplante de medula óssea - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<title>Arquivos transplante de medula óssea - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>TMO haploidêntico. Um novo caminho para pacientes com leucemias, linfomas e anemia aplásica</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2020 16:33:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como funciona o transplante com doadores HLA 50% compatíveis O transplante de medula óssea (TMO) haploidêntico hoje é importante opção de tratamento para diversos tipos de câncer, como as leucemias agudas, síndromes mielodisplásicas , anemia aplásica e alguns tipos de linfomas. Mas nem sempre foi assim&#8230; O que é o TMO haploidêntico Neste tipo [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/tmo-haploidentico-um-novo-caminho-para-pacientes-com-leucemias-linfomas-e-anemia-aplasica/">TMO haploidêntico. Um novo caminho para pacientes com leucemias, linfomas e anemia aplásica</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Entenda como funciona o transplante com doadores HLA 50% compatíveis </strong><span id="more-6441"></span></h3>
<p>O transplante de medula óssea (TMO) haploidêntico hoje é importante opção de tratamento para diversos tipos de câncer, como as<a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/"> leucemias agudas</a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/sindrome-mielodisplasica/">síndromes mielodisplásicas</a> , anemia aplásica e alguns tipos de <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfomas</a>. Mas nem sempre foi assim&#8230;</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft  wp-image-6442" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1634165134-249x300.jpg" alt="" width="94" height="113" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1634165134-249x300.jpg 249w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1634165134.jpg 500w" sizes="(max-width: 94px) 100vw, 94px" />O que é o TMO haploidêntico</strong></h4>
<p>Neste tipo de transplante é possível utilizar as células de um doador 50% HLA compatível. Mas não é qualquer pessoa que pode doar! Sempre deve ser alguém da família, preferencialmente pai, mãe, irmãos, filhos, em raras ocasiões, primos.</p>
<p>Caso o paciente receba a indicação para o TMO, o primeiro passo será fazer testes de sangue laboratoriais específicos, chamados de exame de histocompatibilidade (ou HLA) nos possíveis doadores. Após os resultados, será escolhido aquele que reúna compatibilidade HLA aceitável, além de outras características, como presença de anticorpos adquiridos do receptor contra o doador, concordância de sorologia viral e toxoplasma. Como podem perceber, são várias as particularidades na hora da escolha do doador haploidêntico.</p>
<h4><strong>Como é feito <img decoding="async" class="alignright  wp-image-6381" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg" alt="" width="195" height="139" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987.jpg 700w" sizes="(max-width: 195px) 100vw, 195px" /></strong></h4>
<p>No transplante haploidêntico, os médicos retiram as células-tronco do doador, por meio de uma agulha na região da bacia no centro cirúrgico (poucas ocasiões)  ou por meio do sangue periférico (grande maioria dos casos). Este é um procedimento  parecido com uma doação de sangue, além de não causar nenhum problema para quem está doando.</p>
<p>A segunda etapa será preparar o receptor (paciente) para receber as novas células progenitoras. O objetivo aqui é administramos o tratamento quimioterápico ou quimioterapia + radioterapia. Na sequência, transfudiremos por meio do cateter central o material coletado do doador (a “medula”).  Dias depois teremos que inativar as células imunologicamente competentes, ou seja, aquelas que podem causar qualquer tipo de rejeição aguda para o paciente. Essa inativação acontecerá após o transplante, com uso de quimioterápicos (ciclofosfamida), que objetivam matar os linfócitos T do doador, deixando assim somente o necessário para que novas células sanguíneas possam nascer, de forma sadia.</p>
<h4><strong>Os níveis de rejeição podem ser maiores?</strong></h4>
<p>O transplante de medula óssea realizado por meio de um doador sempre exigirá cuidados especiais. Isso porque é possível que a nova medula óssea transplantada  reconheça as células do receptor como estranhas / “inimigas” e as rejeite, causando a chamada doença do enxerto x hospedeiro, a DECH. <strong>Para entender melhor, leia a matéria DECH pós-TMO e suas complicações clicando</strong> <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/dech-pos-tmo-e-suas-complicacoes/">aqui</a>.</p>
<p>De acordo com a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO),  assim como nas outras modalidades de tranplantes alogênicos,  no TMO haploidêntico serão utilizados medicamentos (imunossupressores) que visam a diminuição da atividade das células T. Há uma redução na incidência da DECH, mas um aumento no risco de infecções.</p>
<h4><strong>Fazer ou não fazer o TMO Haploidêntico?</strong></h4>
<p>Essa será uma decisão em conjunto entre paciente e médico. É preciso analisar o cenário como um todo:</p>
<p>1 – O paciente tem indicação para o TMO com doador?</p>
<p>2 – Se sim, qual a urgência para a realização do procedimento?</p>
<p>3 – Na família, há algum doador 100% HLA compatível?</p>
<p>4 – Se não há, as buscas nos bancos de medula nacionais e internacionais conseguiram encontrar um doador compatível? E no tempo hábil?</p>
<p>Tenha em mente que o TMO haploidêntico é tão seguro quanto qualquer outro transplante. Inclusive, atualmente com resultados semelhantes ao transplantes alogênicos não aparentados. Deve ser realizado apenas com equipe especializada e em hospital qualificado. Hoje, esta opção é bastante eficiente, haja vista que encontrar um doador totalmente compatível na família ou fora da família, não costuma ser fácil, por conta da miscigenação da população brasileira.</p>
<h4><strong>TMO Haploidêntico – Um pouco de história</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignleft  wp-image-6443" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1728593776-300x200.jpg" alt="" width="183" height="122" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1728593776-300x200.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1728593776.jpg 500w" sizes="(max-width: 183px) 100vw, 183px" />Segundo a SBTMO, as iniciativas de transplantes haploidênticos nos anos 70 foram catastróficas e proibitivas, com incidência de doença do enxerto vs hospedeiro acima de 70% e falha na pega da medula em até 20% dos casos.</p>
<p>Nos anos 80, com a utilização de medicamentos para a diminuição das células T com hemácias de carneiro a metodologia começou a ter aceitação. Em 1994, o grupo italiano com equipamento de seleção de células CD34 demonstrou diminuição dos riscos de rejeição, utilizando altas doses de células.</p>
<p>Em 2008, um grande avanço foi registrado. Um grupo de pesquisadores de Baltimore consolidou o uso da ciclofosfamida nos dias +3 e +4 pós-transplante.</p>
<p>Os transplantes haploidênticos vem aumentando nos centros brasileiros, já que dentre as vantagens está que em mais de 95% dos casos será possível encontrar um doador HLA 50% compatível. Enquanto que mais da metade dos pacientes que precisam de um doador, não conseguem encontrar alguém que seja totalmente compatível.</p>
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		<title>DECH pós-TMO e suas complicações</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2020 22:49:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A  doença do enxerto contra o hospedeiro pode acontecer depois do procedimento. Mas é possível tratar! As leucemias e outras doenças do sangue podem receber como indicação de tratamento um transplante de medula óssea alogênio (aparentado ou não aparentado). Essa alternativa pode ser muito positiva e até mesmo curar a doença, mas é possível que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>A  doença do enxerto contra o hospedeiro pode acontecer depois do procedimento. Mas é possível tratar! </strong><span id="more-6380"></span></h3>
<p>As <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/">leucemias</a> e outras doenças do sangue podem receber como indicação de tratamento um transplante de medula óssea alogênio (aparentado ou não aparentado). Essa alternativa pode ser muito positiva e até mesmo curar a doença, mas é possível que os pacientes apresentem a <strong>DECH no pós-TMO</strong> e suas complicações.</p>
<p>Mas fique calmo! Porque é possível superar essas adversidades e vencer este “inimigo”.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-6381" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg" alt="" width="178" height="127" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987.jpg 700w" sizes="(max-width: 178px) 100vw, 178px" />O que é DECH</strong></h4>
<p>A DECH (<strong>Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro</strong>), em inglês chamada por GVHD (<em>Graft-versus-host disease</em>), é um conjunto de complicações que podem surgir no pós-<a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">transplante de medula óssea</a>.  Isso acontece porque, no transplante alogênico, células de um doador (o enxerto) são inseridas na medula óssea do paciente (o hospedeiro). A partir deste processo, o paciente começa a reagir contra o enxerto ao mesmo tempo que os linfócitos do doador (células de defesa) reconhecem o hospedeiro como estranho, ocasionando, assim, algumas complicações.</p>
<h4><strong>DECH aguda x DECH crônica</strong></h4>
<p>A diferença entre as duas está principalmente no tempo em que ocorrem e também em alguns sintomas, que podem ser mais ou menos graves. Isso é bastante individual.</p>
<p>A <strong>DECH aguda</strong> costuma surgir em até 100 dias após o procedimento e é o tipo a mais comum. O paciente começa a apresentar:</p>
<ul>
<li>Reações na pele (vermelhidão, em especial nas áreas da nuca, bochechas, orelhas, ombros, palmas das mãos e <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright  wp-image-6383" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_358587635-262x300.jpg" alt="" width="139" height="159" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_358587635-262x300.jpg 262w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_358587635.jpg 400w" sizes="(max-width: 139px) 100vw, 139px" />plantas dos pés)</li>
<li>Náusea e/ou vômitos frequentes</li>
<li>Dor abdominal</li>
<li>Diarreia</li>
<li>Níveis elevados da bilirrubina</li>
</ul>
<p>Já a <strong>DECH crônica</strong>, considerada mais grave, pode surgir até um ano após a realização do TMO. Dentre os sinais estão:</p>
<ul>
<li>Alterações no pulmão (sensação parecida com a de uma bronquite, peito pesado e tosse)</li>
<li>Pele (lesões, prurido)</li>
<li>Unhas (ficam opacas e/ou escurar)</li>
<li>Ressecamento da boca, olhos e região genital</li>
<li>Úlceras e acomentido do gastro intestinal (cólicas fortes, náuseas e vômitos, diarreia)</li>
</ul>
<p>De acordo com as estatística, entre 40% e 50% dos transplantados terão uma das duas formas da DECH.</p>
<h4><strong>Tratamento para a DECH</strong></h4>
<p>É importante ter em mente que, após o TMO, o paciente ficará um longo período em internação, para acompanhamento médico frequente. A equipe multiprofissional irá administrar terapias de prevenção ao surgimento da DECH, mas ainda assim, é possível que aconteça.</p>
<p>No caso da doença do exerto contra o hospedeiro aguda, como provavelmente o paciente ainda estará em ambiente hospitalar, o tratamento será iniciado prontamente. Diferentes medicamentos serão administrados para a melhora dos sintomas e também para a imune-modulação das células T contidas no enxerto, para que as lesões nos tecidos e órgãos do receptor sejam diminuídas.</p>
<p>Para a doença do enxerto contra o hospedeiro crônica, que geralmente aparece após a alta hospitalar, a observação do próprio paciente também será essencial. Ao perceber qualquer alteração no corpo, é preciso procurar imediatamente o médico. O tratamento será indivualizado, com medicamentos baseado nas reações e órgãos atingidos.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-6384" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_1697776105-300x300.jpg" alt="" width="131" height="131" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_1697776105-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_1697776105-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_1697776105.jpg 500w" sizes="(max-width: 131px) 100vw, 131px" />Importância de um centro especializado em TMO</strong></h4>
<p>O transplante de medula óssea é um procedimento que exige muitos cuidados, que vão desde o ambiente, que deve ser totalmente preparado para que não haja riscos de contaminações por vírus e bactérias, até os profissionais médicos e da multidisciplina, que precisam ser capacitados para os cuidados pré e pós-TMO.</p>
<p>Por isso, se você recebeu a indicação para este tipo de tratamento, certifique-se que esteja no local adequado e com uma equipe médica qualificada.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/dech-pos-tmo-e-suas-complicacoes/">DECH pós-TMO e suas complicações</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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		<title>Antes e depois do transplante de medula óssea</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Nov 2019 21:38:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Cuidados no pós-TMO são fundamentais para melhores resultados no tratamento Se você é um paciente de leucemia, linfoma ou mieloma múltiplo, ou conhece alguém com um destes tipos de câncer, certamente já ouviu falar em transplante de medula óssea. Chamado também por transplante de células-tronco hematopoiéticas, este é um procedimento indicado para alguns pacientes. Em [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/antes-e-depois-do-transplante-de-medula-ossea/">Antes e depois do transplante de medula óssea</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Cuidados no pós-TMO são fundamentais para melhores resultados no tratamento </strong><span id="more-5983"></span></h4>
<p>Se você é um paciente de <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/">leucemia</a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/linfoma/">linfoma</a> ou <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a>, ou conhece alguém com um destes tipos de câncer, certamente já ouviu falar em transplante de medula óssea.</p>
<p>Chamado também por transplante de células-tronco hematopoiéticas, este é um procedimento indicado para alguns pacientes. Em especial quando as opções de tratamento de primeira linha não trazem as respostas esperadas.</p>
<p>São três os principais tipos:</p>
<p><strong>Autólogo</strong> – Quando as células transplantadas são do próprio paciente.</p>
<p><strong>Alogênico</strong> – Quando as células transplantadas são de um doador 100% compatível, seja da família, não aparentado ou de um cordão umbilical.</p>
<p><strong>Haploidêntico </strong>– Quando as células são de um doador parcialmente compatível, mas neste caso da família (geralmente pai, mãe ou irmão).</p>
<h4><strong>Como é feito o transplante de medula óssea</strong></h4>
<p><strong>Para o paciente</strong>, o transplante é dividido em algumas etapas. Contudo, antes da realização, será necessário fazer vários exames de sangue e de imagem para avaliar a condição clínica, além de conversar a respeito de como será o transplante e das possíveis complicações.</p>
<p>O <strong>condicionamento</strong> é o primeiro passo, quando o paciente receberá fortes doses de quimioterapia. Para entender os próximos passos, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">clique aqui</a>.</p>
<p>Na maior parte dos casos, os pacientes respondem muito bem aos três tipos de TMO. Mas os cuidados após o procedimento serão fundamentais para garantir estes resultados.</p>
<h4><strong>Alta hospitalar </strong></h4>
<p>Este é um momento muito aguardado. Afinal, o paciente que passa por um transplante de medula óssea, em especial aqueles que realizam o transplante com um doador, precisam ficar um longo período na internação.</p>
<p>Mas a alta hospitalar só irá acontecer quando a medula óssea estiver funcionando corretamente, ou seja, produzindo todas as células do sangue. Geralmente, é necessário cerca de 1 mês para que se possa sair do hospital. Isso porque, antes deste período, o paciente fica mais predisposto às infecções, por conta da baixa imunidade.</p>
<h4><strong>Em casa, os cuidados continuam</strong></h4>
<p>É isso mesmo. O TMO não acaba quando termina! A alta hospitalar não significa que todos os cuidados podem ser deixados de lado. Pelo contrário! Este tipo de transplante é bastante delicado e, mesmo após ter atingido os bons resultados, é fundamental que o paciente siga alguns passos:</p>
<ul>
<li>No pós-TMO, a pele pode ficar muito sensível. No momento do banho, procure usar sabonete neutro e antisséptico, e toalhas macias. O papel higiênico também deve ser macio. O uso de hidratantes corporais está liberado, mas com produtos sem álcool na composição.</li>
<li>Usar chapéus e protetor solar é bem importante. Evite o sol nos horários mais quentes. <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright  wp-image-5984" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados-300x300.png" alt="" width="277" height="277" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Cuidados.png 600w" sizes="(max-width: 277px) 100vw, 277px" /></li>
<li>O uso de desodorantes também é permitido, desde que seja hipoalergênico.</li>
<li>Usar maquiagens, para disfarçar a falta de pelos das sobrancelhas e o cansaço, com certeza é uma boa pedida. Mas use produtos que também sejam hipoalergênicos.</li>
<li>Evite usar lâminas de barbear/depilar e alicates de unhas para tirar as cotículas. É importante manter o cuidado para que não haja sangramentos e também focos que sejam passíveis de entrada de vírus e bactérias.</li>
<li>No momento de escovar os dentes, opte pelas escovas macias ou extra macias. Fio dental, só com orientação do médico. Afinal, não queremos sangramentos né?</li>
<li>Se sentir os lábios secos, por conta da falta de salivação, passe um hidratante labial à base de manteiga de cacau.</li>
<li>Nos três primeiros meses pós-TMO, o uso da máscara será bem importante ao sair de casa. Mas evite lugares com grandes aglomerações de pessoas e contato com quem estiver gripado/resfriado, combinado?</li>
<li>Lavar as mãos também é uma dica bem importante! Antes de se alimentar, depois de usar o banheiro e toda vez que voltar de um passeio, lave as mãos e evite a contaminação de vírus e bactérias via contato físico.</li>
</ul>
<h4><strong>Atenção especial com os alimentos!</strong></h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-5985" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos-300x300.jpg" alt="" width="244" height="244" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/11/Matéria-TMO-Alimentos.jpg 600w" sizes="(max-width: 244px) 100vw, 244px" />Se alimentar bem durante e após o transplante de medula óssea com certeza trará um importante diferencial. Mas, aqui os cuidados também precisam ser intensos!</p>
<ul>
<li>Procure sempre comer em casa, até para ter um maior controle sobre os preparos e evitar problemas de contaminação.</li>
<li>Se você é daqueles que gosta de alimentos crus, como os da comida japonesa, ou de carne bem vermelhinha, vai precisar mudar um pouquinho seu paladar. Nos primeiros meses após o TMO, é imprescindível comer alimentos bem cozidos. Isso incluí também os legumes!</li>
<li>Frutas e verduras devem ser higienizadas corretamente antes do consumo, com bicabornato de sódio e água potável.</li>
<li>Por falar em água, ela será essencial durante todo o tratamento. Mas certifique-se que seja mineral e, se tiver alguma dúvida, ferva antes de beber.</li>
</ul>
<h4><strong>Fique de olho nos efeitos tardios</strong></h4>
<p>É possível que alguns pacientes, mesmo após meses do transplante de medula óssea, apresentem sinais importantes e que devem rapidamente ser tratados. Então, atenção com:</p>
<ul>
<li>Erupções, coceiras ou mudanças na cor da pele</li>
<li>Sangramentos</li>
<li>Alteração de visão e/ou paladar</li>
<li>Perda de peso e vômitos em excesso</li>
<li>Dor ou necessidade frequente de urinar</li>
<li>Tosse (com ou sem secreção)</li>
<li>Sinais de gripe, como coriza e dor de garganta</li>
</ul>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/antes-e-depois-do-transplante-de-medula-ossea/">Antes e depois do transplante de medula óssea</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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