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	<title>Arquivos leucemia mieloide crônica - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<title>Arquivos leucemia mieloide crônica - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>Fevereiro Laranja, mês da conscientização sobre a leucemia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2021 18:27:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novos tratamentos são apresentados no ASH 2020 para este tipo de câncer. Confira! Fevereiro Laranja é o mês da conscientização sobre a leucemia, tipo de câncer que pode acontecer em qualquer idade. Hoje, com os avanços da ciência, é possível alcançar excelentes resultados no tratamento. Então, nesta matéria, vamos trazer para você as principais novidades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Novos tratamentos são apresentados no ASH 2020 para este tipo de câncer. Confira!</strong><span id="more-6505"></span></h3>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6506" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_1317151457-300x300.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_1317151457-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_1317151457-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_1317151457.jpg 400w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" />Fevereiro Laranja é o mês da conscientização sobre a leucemia, tipo de câncer que pode acontecer em qualquer idade. Hoje, com os avanços da ciência, é possível alcançar excelentes resultados no tratamento. Então, nesta matéria, vamos trazer para você as principais novidades terapêuticas que foram anunciadas no ASH 2020, maior evento de Onco-Hematologia dos Estados Unidos.</p>
<p>Mas antes, é importante entender <strong>o que é a leucemia</strong> e quais são seus principais subtipos.</p>
<p>A leucemia tem início na medula óssea, quando os glóbulos brancos passam a se desenvolver em excesso e deixam de desempenhar sua função, que é proteger o corpo dos vírus, bactérias, dentre outros perigos. As demais células do sangue, que são os glóbulos vermelhos (levam oxigênio) e plaquetas (fazem a coagulação do sangue) também ficam prejudicadas.</p>
<p>As leucemias são divididas em crônicas e agudas. Elas também podem ser linfoides ou mieloides, a depender de quais tipos celulares são afetados.</p>
<h4><strong>ASH 2020 – NOVOS TRATAMENTOS</strong></h4>
<ul>
<li>
<h4><strong>Leucemia mieloide aguda (LMA)</strong></h4>
</li>
</ul>
<p>Alguns estudos demonstraram que os pacientes apresentam melhores resultados quando não se repete o ciclo de indução com quimioterapia, após o primeiro, caso o paciente já apresentar uma boa resposta.</p>
<p>Outra novidade importante é que para pacientes com mais de 18 anos e que apresentam a mutação genética do FLT3, bastante comum na LMA, o uso de gilteritinib + azacitidina trouxe bons resultados, com 67% de remissão.</p>
<p>Ainda com o gilteritinib, mas em combinação com o venetoclax, pacientes com LMA recidivada e/ou refratária com mutação FLT3 alcançaram altas taxas de eliminação de blastos da medula óssea e do sangue periférico.</p>
<ul>
<li>
<h4><strong>Leucemia linfoide aguda (LLA) <img decoding="async" class="alignright wp-image-6507" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_662431525-300x300.jpg" alt="" width="119" height="119" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_662431525-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_662431525-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_662431525.jpg 400w" sizes="(max-width: 119px) 100vw, 119px" /></strong></h4>
</li>
</ul>
<p>Este é o tipo de câncer mais comum em crianças. As pesquisas apresentadas no evento mostraram que a incorporação do blinatumomab na consolidação do tratamento da LLA B recidivada aumentou a taxa de doença residual mínima negativa em 90%, enquanto pacientes em tratamento apenas com quimioterapia tiveram em torno de 54%. Já as taxas de sobrevida livre de progressão, em dois anos, ficaram em 60%, enquanto com o uso de apenas quimioterapia foi de 25%.</p>
<p>Para os adultos, a novidade que destacamos é para a LLA B Ph-. Nestes casos, o uso de blinatumomab, junto com o protocolo Hipercivad, traz uma taxa de resposta completa de 81% e doença residual mínima negativa superior a 90%. A sobrevida global ficou em torno de 80% e a taxa de pacientes que foram para o TMO alogênico ficou em torno de 30%.</p>
<ul>
<li>
<h4><strong>Leucemia mieloide crônica (LMC)</strong></h4>
</li>
</ul>
<p>Hoje, este é o tipo de leucemia com protocolos clínicos melhor consolidados, por conta dos inibidores da tirosina quinase. Estes medicamentos orais possibilitam a remissão completa da doença na maior parte dos casos.</p>
<p>Mas, para aqueles pacientes que não respondem bem a estas drogas, novos medicamentos foram apresentados. O Acinimib, para a LMC em fase crônica e acelerada, demonstrou importantes 47% de resposta molecular maior. O Vodatinib, novo inibidor da tirosina quinase, indicado para pacientes refratários ou intolerantes aos medicamentos de primeira linha, possibilitou resposta citogenética completa em 63% dos casos.</p>
<ul>
<li>
<h4><strong>Leucemia linfoide crônica (LLC) <img decoding="async" class="alignright wp-image-6508" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_671506042-300x300.jpg" alt="" width="118" height="118" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_671506042-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_671506042-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/02/shutterstock_671506042.jpg 400w" sizes="(max-width: 118px) 100vw, 118px" /></strong></h4>
</li>
</ul>
<p>A maior parte dos pacientes com LLC não recebe indicação de tratamento. Sim, pode até parecer estranho, mas por ser um câncer de evolução muito lenta, o acompanhamento médico já basta.</p>
<p>Entretanto, para os casos em que há uma evolução do quadro, o Ibrutinibe tem mostrado ser uma boa opção. Nos pacientes de alto risco e com mutação genética p53, o uso do Ibrutinibe como primeira linha apresentou sobrevida livre de progressão em 78% dos casos e sobrevida global em 88%.</p>
<p>As respostas aos inibidores de BTK (Tirosina Quinase de Bruton, proteína que transmite sinais para as células cancerígenas), para aqueles pacientes que ainda não realizarem este tipo de tratamento, chegaram a 100%!</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6478" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/12/shutterstock_771194296-240x300.png" alt="" width="95" height="119" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/12/shutterstock_771194296-240x300.png 240w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/12/shutterstock_771194296.png 400w" sizes="(max-width: 95px) 100vw, 95px" />SINAIS E SINTOMAS DA LEUCEMIA</strong></h4>
<p>Para que os tratamentos possam alcançar os excelentes resultados esperados, o diagnóstico precoce é essencial. Por isso, ficar atento aos sinais que o corpo emite é o primeiro passo.</p>
<p>Fique atento aos <strong>sinais e sintomas da leucemia</strong>:</p>
<ul>
<li>Febre e infecções constantes</li>
<li>Sensação de fraqueza e fadiga persistente</li>
<li>Perda de peso inexplicável</li>
<li>Sangramentos e hematomas que aparecem com facilidade e sangramentos nasais</li>
<li>Petéquias, que são pequenos pontos vermelhos na pele</li>
<li>Anemia</li>
<li>Suores noturnos</li>
<li>Inchaço dos gânglios linfáticos</li>
<li>Dor nos ossos ou nas juntas</li>
</ul>
<p>Se você estiver apresentando um destes sintomas, ou conhecer alguém nesta situação, procure um médico e peça um hemograma.</p>
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		<title>Interação medicamentosa. Já ouviu falar?</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2020 15:58:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Às vezes, um alimento ou até mesmo sucos de frutas podem prejudicar a ação de um medicamento. É o caso do Imatinibe, que não combina com toranja Durante a vida, todos receberemos a indicação para tomar algum medicamento, seja por problemas de saúde mais “leves”, como um enjoo e uma dor de garganta passageira, ou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Às vezes, um alimento ou até mesmo sucos de frutas podem prejudicar a ação de um medicamento. É o caso do Imatinibe, que não combina com toranja</strong><span id="more-6420"></span></h3>
<p>Durante a vida, todos receberemos a indicação para tomar algum medicamento, seja por problemas de saúde mais “leves”, como um enjoo e uma dor de garganta passageira, ou até por questões consideradas mais graves, como pressão alta e câncer. Mas, para que eles possam fazer o efeito correto, é importante evitar a <strong>interação medicamentosa</strong>.</p>
<h4><strong>Mas, o que é a interação medicamentosa?</strong></h4>
<p>Este evento clínico pode ocorrer entre medicamento-medicamento, medicamento-alimento ou medicamento-drogas (álcool, cigarro e drogas ilícitas). Ele acontece quando há interferência de uma dessas substâncias na ação do medicamento/remédio indicado pelo médico.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6422" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186-300x300.jpg" alt="" width="156" height="156" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_578497186.jpg 500w" sizes="(max-width: 156px) 100vw, 156px" />Evite a automedicação</strong></h4>
<p>Quando estamos com dor de cabeça, dor de estômago ou enjoo, por exemplo, recorremos à caixinha de remédios que temos em casa. Afinal, nem todo medicamento exige receita médica para ser comprado – e as farmácias estão por todos os lugares.</p>
<p>Porém, é importante saber que não é “sem querer” que o especialista, quando faz uma receita com medicamentos diferentes, escolhe horários distintos para tomar cada eles.</p>
<p>Isso porque um medicamento, quando misturado a outro, pode cortar ou até mesmo  potencializar o efeito e causar complicações ao paciente.</p>
<h4><strong>Leite, chás e álcool estão liberados?</strong></h4>
<p>Quem nunca escutou da avó que tomar um remédio com leite ajuda a proteger o estômago? Ou que precisava tomar um remédio bem naquela noite de comemoração com os amigos? Fique atento, porque todo cuidado é pouco!</p>
<p>O álcool deve ser totalmente evitado durante e após o uso de qualquer medicamento. Isso porque ele também pode cortar  a resposta desejada ou aumentar as chances de uma reação adversa.</p>
<p>Tomar remédio com o auxílio do leite também não é a melhor opção. Isso porque, a depender do medicamento, é possível que a interação com a lactose seja bastante problemática. É o caso dos antibióticos contendo tetraciclina, por exemplo, que podem ter seus efeitos completamente anulados.</p>
<p>Os chás, por sua vez, podem até parecer inofensivos, afinal eles realizados a partir da infusão de ervas naturais com água. Entretanto, não é bem assim&#8230;</p>
<p>Para se ter uma noção, a camomila, em doses elevadas, pode provocar paralisia dos músculos do aparelho digestivo. O boldo, pode aumentar a ação de medicamentos anti-hipertensivos, por exemplo. Já o funcho potencializa o efeito do antibiótico ciprofloxacina. O guaco, por sua vez, reduz a ação de anticoagulantes e a cáscara-sagrada pode causar alterações no funcionamento do intestino.</p>
<h4><strong>Toranja e Imatinibe não combinam! <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-6423" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_398660866-300x223.jpg" alt="" width="178" height="132" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_398660866-300x223.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_398660866.jpg 400w" sizes="(max-width: 178px) 100vw, 178px" /></strong></h4>
<p>Pacientes com <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-mieloide-cronica-lmc/">leucemia mieloide crônica</a> (LMC) têm o Imatinibe como um dos tratamentos principais e com excelentes respostas, possibilitando uma vida normal e livre da doença na maior parte dos casos.</p>
<p>Este medicamento atua nos processos de proliferação e apoptose celular e necessita ligar-se às enzimas do complexo 3A4 para ser metabolizado e excretado. E este complexo é responsável pela metabolização de drogas no fígado.</p>
<p>A toranja, também conhecida por <em>grapefruit</em>, assim como <em>cranberry</em> e a Erva de São João, possuem ação semelhante a do medicamento. Quando o consumo destes é próximo ao uso da medicação, ou junto à medicação, acaba havendo uma competição entre eles pelo mesmo complexo enzimático.  Pode ocorrer de o medicamento ficar mais tempo circulante no sangue, por não ter sido devidamente metabolizado e excretado, aumentando os níveis deste medicamento no sangue e, com isso, aumentando os riscos de efeitos adversos e tóxicos.</p>
<h4><strong>Alimentos também entram na lista de cuidados!</strong></h4>
<p>Pois é, não são somente as bebidas que causam a interação medicamentosa. A <strong>interação medicamentosa com alimentos</strong> também pode ocorrer.</p>
<p>Em relação aos quimioterápicos, a restrição alimentar irá depender dos efeitos colaterais apresentados pelo paciente e conforme a particularidade de cada medicamento. Agora, os antibióticos, de maneira geral, mexem com o funcionamento intestinal. Neste caso, é preciso evitar alimentos ricos em fibras e/ou gordurosos.</p>
<p>Os corticoides tem um ponto de atenção importante: eles mexem com os níveis de cortisol, o “hormônio do estresse”, o que pode aumentar a irritabilidade e o apetite do paciente. Por isso, é importante evitar alimentos com muito sódio, açúcar e gordura.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6424" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_679124308-239x300.jpg" alt="" width="131" height="164" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_679124308-239x300.jpg 239w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_679124308.jpg 400w" sizes="(max-width: 131px) 100vw, 131px" />Nada de tomar remédio a seco. Água é a melhor opção</strong></h4>
<p>Bem, depois de tantas restrições que vimos, é possível que você esteja pensando: então o melhor caminho é tomar o medicamento a seco, certo? Mas a resposta é NÃO.</p>
<p>Os comprimidos devem ser tomados com água, para facilitar sua ingestão, impedindo que grudem no esôfago e causem desconforto. Ou até mesmo uma inflamação! Isso porque, caso o comprimido fique por muito tempo em contato com a parede do esôfago, pode surgir uma ferida no local.</p>
<p><strong>Importante! Antes de tomar qualquer medicamento, converse com seu médico  para saber qual a forma correta de ingeri-lo. E nunca faça a automedicação.</strong></p>
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		<title>Como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2020 20:35:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer</strong><span id="more-6304"></span></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6307" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg" alt="" width="156" height="156" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867.jpg 500w" sizes="(max-width: 156px) 100vw, 156px" />A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para aqueles que enfrentam um câncer ainda tem a questão: como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</p>
<p>Para evitar as idas desnecessárias ao hospital e, assim, impedir a contaminação pelo coronavírus nestes pacientes que fazem parte do grupo de risco, algumas mudanças ocorreram nos protocolos terapêuticos da Onco-Hematologia, como o adiamento de consultas, tratamentos e exames. Claro, tudo isso gerou muitas dúvidas. Então, separei algumas informações importantes, que irão lhe ajudar neste momento.</p>
<h4><strong>Diagnóstico não pode parar</strong></h4>
<p>Quanto ao diagnóstico, é unânime a opinião de que não pode deixar de ser realizado de maneira alguma! Os cânceres no geral são casos de urgência e quanto antes forem descobertos, melhores serão as chances do paciente ter resultados positivos no tratamento. Então, se apresentar sinais diferentes em seu corpo, procure um médico!</p>
<h4><strong>Exames – Fazer ou não fazer?</strong></h4>
<p>Alguns exames diagnósticos, via biópsia de medula óssea e hemograma, por exemplo, devem ser realizados mesmo em momento de pandemia. Como vimos, o câncer não espera o coronavírus passar! Agora, exames de manutenção/acompanhamento, como é o caso do PCR em pacientes com LMC, podem ser adiados sem afetar a qualidade de vida. Só importante salientar que cada paciente será avaliado por ser médico de maneira individual.</p>
<h4><strong>Tratamento – Saiba como fica durante a pandemia<img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-6309" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg" alt="" width="151" height="151" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105.jpg 500w" sizes="(max-width: 151px) 100vw, 151px" /></strong></h4>
<p>Embora pareça estranho, sim, é possível adiar alguns tratamentos do câncer neste momento da pandemia. Até mesmo o transplante de medula óssea pode aguardar. Tudo o que pudermos fazer para poupar o paciente com câncer do sangue de correr riscos, faremos! Vejam aqui algumas indicações:</p>
<h4><strong>LINFOMAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin agressivos</strong></li>
</ul>
<p>Os protocolos clássicos continuam indicados. Regimes orais, como por exemplo com a lenalidomida, estão sendo utilizados em pacientes recidivados. Ainda no caso dos paciente refratários aos linfomas não-Hodgkin agressivos, continua-se oferecendo quimioterapia de primeira linha em alta dose e o transplante de medula óssea autólogo. Dentre as preocupações observadas está o uso do filgrastim, que pode exacerbar os efeitos respiratórios da infecção por COVID-19, mas até o momento nada científicamente comprovado.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin indolentes</strong></li>
</ul>
<p>Estes linfomas têm uma evolução mais lenta, então neste momento o início do tratamento pode esperar. Mas, é claro, o acompanhamento médico continuará sendo necessário! Neste caso, o tratamento só será indicado caso o paciente seja sintomático. Naqueles pacientes que já iniciaram o tratamento, por conta do coronavírus, é possível mudar para opções orais, como por exemplo o Ibrutinibe. Assim, é possível limitar o número de visitas ao ambulatório. Nos pacientes com linfomas indolentes recidivados, o tratamento só será indicado quando aparecerem sintomas.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas de Hodgkin</strong></li>
</ul>
<p>No geral, a abordagem de tratamento para o linfoma de Hodgkin ainda não foi impactada significamente no cenário da linha de frente. O tratamento continua sendo indicado em fases iniciais e avançadas, com protocolos como o ABVD e radioterapia.</p>
<h4><strong>LEUCEMIAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Para os pacientes com LLA, o teste para a COVID-19 é recomendado antes do início da quimioterapia intensiva, independentemente dos sintomas. Se forem positivos, o tratamento será adiado – mas a terapia intratecal poderá ser aplicada se houver sintomas no Sistema Nervoso Central (SNC). Se o exame der negativo, o tratamento padrão, com quimioterapia, deve ser prontamento iniciado. Na LLA Ph+, o uso dos inibidores de tirosinoquinase é favorecido à indução agressiva de quimioterapia. Já na LLA em recidiva, será necessário realizar o tratamento, utilizando medicamentos via ambulatório, sem necessidade de internação.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Na LMA, a quimioterapia de indução intensiva deve ser oferecida, mesmo durante a pandemia. Também será necessário realizar o teste para a COVID-19 e, caso positivo, o tratamento será adiado. A terapia de consolidação/pós-remissão com citarabina em altas doses deve continuar a ser oferecida aos pacientes em remissão completa. O tranplante de medula óssea alogênico, se indicado, deverá ser realizado.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide crônica</strong></li>
</ul>
<p>Em geral, os pacientes com LLC são considerados de alto risco para infecções. Isso acontece por conta da imunodeficiência e resposta imunológica inadequada a infecções. No entanto, no momento, não há evidências indicando uma incidência maior pela COVID-19. Para aqueles pacientes que têm indicação de tratamento, o aconselhado é adiá-lo durante este momento. Pacientes em estadiamentos mais avançados terá indicação para tratamentos orais, com o Ibrutinibe, por exemplo.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide crônica </strong></li>
</ul>
<p>O tratamento da LMC é realizado com os inibidores da tirosina quinase, medicamentos orais, por isso não é preciso ir ao centro de tratamento para a aplicação. Já a realização dos exames de manutenção (PCR), neste momento, deve ser evitada.</p>
<h4><strong> </strong><strong>MIELOMA MÚLTIPLO</strong></h4>
<p>Pacientes com doença ativa precisam de tratamento para evitar complicações, mesmo durante o coronavírus. No entanto, o tratamento pode ser individualizado para limitar a exposição adicional à COVID-19. Recomendamos iniciar a terapia tripla com bortezomibe, lenalidomida e dexametasona. Pacientes idosos podem começar com o protocolo VRD ou daratumumab. Como o risco de recidiva do mieloma múltiplo é maior sem tratamento, não recomendamos interromper a terapia de manutenção. Neste caso, a indicação é usar a lenalidomida. Para pacientes elegíveis ao transplante de medula óssea autólogo, recomenda-se adiar o procedimento neste momento.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6272" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Telemedicina-shutterstock_701301148-300x276.png" alt="" width="166" height="152" />Telemedicina é opção</strong></h4>
<p>A telemedicina é uma importante ferramenta que foi aprovada no Brasil justamente por conta da COVID-19, e que pode ser amplamente usada pelos pacientes para tirar dúvidas diretamente com o seu especialista, sem precisar sair de casa. Entenda melhor na matéria <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/telemedicina-voce-pode-falar-com-seu-medico-mesmo-estando-em-casa/">Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa</a></p>
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		<item>
		<title>Tratamentos mudam a história da LMC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 23:15:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[anemia pode virar leucemia]]></category>
		<category><![CDATA[bosutinibe]]></category>
		<category><![CDATA[Breno Gusmão]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[dasatinibe]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico LMC]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Breno Gusmão]]></category>
		<category><![CDATA[imatinibe]]></category>
		<category><![CDATA[leucemia mieloide crônica]]></category>
		<category><![CDATA[LMC]]></category>
		<category><![CDATA[LMC tem tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[nilotinibe]]></category>
		<category><![CDATA[o que é leucemia mieloide crônica]]></category>
		<category><![CDATA[o que é LMC]]></category>
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		<category><![CDATA[quimioterapia oral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Medicamentos chegaram para revolucionar a ciência e trazer maior sobrevida aos pacientes A leucemia mieloide crônica (LMC) é, sem sombra de dúvidas, um dos tipos de cânceres que recebe um dos tratamentos mais revolucionários e efetivos atualmente. Com a chegada dos inibidores da tirosina quinase é possível afirmar que, mais de 90% dos pacientes, vive [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3>Medicamentos chegaram para revolucionar a ciência e trazer maior sobrevida aos pacientes<span id="more-6258"></span></h3>
<p>A leucemia mieloide crônica (LMC) é, sem sombra de dúvidas, um dos tipos de cânceres que recebe um dos tratamentos mais revolucionários e efetivos atualmente. Com a chegada dos inibidores da tirosina quinase é possível afirmar que, mais de 90% dos pacientes, vive muito bem e em remissão completa da doença.</p>
<p>Mas nem sempre foi assim. Nesta matéria, vamos viajar no tempo e entender o passo a passo desta importante evolução terapêutica.</p>
<h4><strong>O que é a LMC</strong></h4>
<p>Este tipo de câncer tem início na medula óssea, quando os glóbulos brancos do tipo mieloide sofrem uma alteração genética e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. A translocação (fusão de uma parte de um cromossomo em outro cromossomo) entre os cromossomos 9 e 22, denominado cromossomo Philadelfia (Ph+) gera um novo gene, o BCR-ABL, que é responsável pelo desenvolvimento da doença.</p>
<p>Por ser uma doença crônica, de evolução lenta, muitas vezes o paciente não apresenta queixas. Mas como principais <strong>sinais e sintomas da LMC</strong> podemos listar: <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-6259" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/roxo-shutterstock_1134849719-120x300.png" alt="" width="120" height="300" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/roxo-shutterstock_1134849719-120x300.png 120w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/roxo-shutterstock_1134849719.png 400w" sizes="(max-width: 120px) 100vw, 120px" /></p>
<ul>
<li>Palidez, cansaço e mal-estar, por conta da anemia</li>
<li>Desconforto no lado esquerdo do abdômen, decorrente do aumento do baço</li>
<li>Perda de peso sem motivo aparente</li>
<li>Infecções e febre constantes</li>
<li>Hematomas pelo corpo, devido as alterações das plaquetas</li>
<li>Suor noturno</li>
<li>Dores ósseas</li>
</ul>
<h4><strong>LMC e seu tratamento revolucionário</strong></h4>
<p><strong> </strong>Muitas linhas de tratamento foram utilizadas no passado até chegarmos aos protocolos atuais.</p>
<h4><strong>Década de 20: radioterapia era a solução</strong></h4>
<p>Como vimos, o baço sofre um importante aumento na maioria dos pacientes e desta forma era o foco terapêutico naquela época, quando não havia técnologia e conhecimentos profundos sobre a LMC. A radioterapia esplênica passou a ser usada a partir da década de 20 e permaneceu como terapia padrão por mais de 50 anos! Entretanto, sua eficácia era baixa e, infelizmente, o número de óbitos altíssimo.</p>
<h4><strong>Anos 60: hidroxiureia começa a ser parte do protocolo terapêutico</strong></h4>
<p>Em 1960, o busulfan, um agente antineoplásico para células cancerígenas, passou a ser usado no combate à LMC. Mas ele estava relacionado com grande toxicidade. Em seguida a hidroxiureia foi incorporada às opções terapêuticas, demonstrando resultados melhores, com maior tolerância pelos pacientes. Estes medicamentos serviam para controlar a doença, porém não interferiam diretamente na biologia dela (o cromossomo Ph), fazendo com que o desenvolvimento da LMC continuasse normalmente e impactando negativamente na sobrevida do paciente. Atualmente, a hidroxiureia pode ser utilizada como ponte para um tratamento mais eficaz.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6260" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156-300x300.png" alt="" width="169" height="169" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156.png 400w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" />Anos 80: Interferon passa a ser nova aposta para a LMC</strong></h4>
<p>Com a chegada do Interferon-alfa, os médicos passaram a perceber que o medicamento apresentava respostas hematológicas e citogenéticas positivas no combate à LMC, tanto parciais como completas, consequentemente com melhores taxas de sobrevida. Desta forma, passou-se a utilizá-lo em combinação com a hidroxiureia e busulfan.</p>
<p>Na década de 80 também tiveram início os primeiros estudos com o transplante de medula óssea alogênico (com doador HLA 100% compatível). Essa foi considerada a primeira modalidade curativa e resultava em até cinco anos de sobrevida para cerca de 60% dos casos.</p>
<p>E foi em 1986 que, após diversas pesquisas, descobriu-se o gene BCR-ABL. Porém, ainda não se sabia ao certo sobre seu papel na LMC, o que anos a frente, traria um enorme impacto para Hematologia e, consequentemente, para a vida dos pacientes.</p>
<h4><strong>Anos 90: TMO assume a liderança como opção de tratamento</strong></h4>
<p>Devido aos resultados animadores, o transplante de medula óssea passou a ser indicado para todos os pacientes com menos de 50 anos e com doadores compatíveis, os quais poderiam ou não fazer parte da família. Interferon e hidroxiureia continuavam a ser utilizados também, agora com mais um medicamento de apoio: a citarabina.</p>
<h4><strong>Anos 2.000: uma nova era começa com os inibidores da tirosina quinase <img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-6261" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474-300x300.png" alt="" width="171" height="171" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474.png 400w" sizes="(max-width: 171px) 100vw, 171px" /></strong></h4>
<p>Depois de muito estudo e testes com resultados amplamente positivos, em 2001 foi apresentado ao Brasil e ao mundo o <strong>mesilato de imatinibe</strong>, o primeiro inibidor da tirosina quinase. O que isso significou? Uma revolução histórica na Onco-Hematologia e uma nova expetativa de vida para os pacientes!</p>
<p>Como vimos, pacientes com LMC possuem um novo gene, o BCR-ABL, que codifica uma proteína com uma atividade chamada tirosina quinase. Esta proteína, por sua vez, está relacionada a diversos processos fundamentais, como a proliferação, diferenciação, mobilidade e sobrevivênvia/morte celular.</p>
<p>Essa terapia-alvo age diretamente nas células acometidas, levando à resposta citogenética e molecular para a maioria dos pacientes. Assim, o imatinibe passou a ser o tratamento padrão para LMC.</p>
<p>Em 2006, um novo inibidor da tirosina quinase chegou para trazer esperanças àqueles que não apresentavam respostas satisfatórias ao imatinibe. O <strong>dasatinibe, </strong>indicado inicialmente àqueles com resistência ou intolerância à primeira opção, demonstrou sua eficácia e logo passou a ser utilizado como opção de primeira-linha também, inclusive no Brasil.</p>
<p>Logo em seguida, em 2007, mais um inibidor da tirosina quinase foi apresentado. O <strong>nilotinibe</strong> também seguiu o mesmo caminho. Primeiramente indicado para aqueles sem resposta aos demais, e após resultados surpreendentes, passou a integrar o grupo de tratamento de primeira-linha aqui no país.</p>
<p>Em 2012, foi a vez do <strong>bosutinibe</strong> ser aprovado pelo FDA, órgão regulatório norte-ameriano, para uso em pacientes com a LMC Ph+ em fase acelerada ou blástica (forma aguda e mais grave da doença), e aos com resistência ou intolerância às terapias anteriores. Mas, nos estudos, esta terapia-alvo mostrou-se 30 vezes mais potente que o imatinibe e, em 2017, passou a ser usada nos Estados Unidos em pacientes recém-diagnosticados. Em 2015, o FDA autorizou o uso do <strong>ponatinibe</strong> em pacientes com LMC Ph+ em fase crônica, acelerada ou blástica, que sejam resistentes às primeiras-linhas de tratamento. Estes dois últimos ainda não foram aprovados no Brasil.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6262" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Exclamação-shutterstock_1275481633-300x267.png" alt="" width="138" height="123" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Exclamação-shutterstock_1275481633-300x267.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Exclamação-shutterstock_1275481633.png 450w" sizes="(max-width: 138px) 100vw, 138px" />Estou em remissão completa, posso parar o meu tratamento?</strong></h4>
<p>Como vimos, são várias as opções de inibidores da tirosina quinase que possibilitam a remissão completa da LMC em grande parte dos casos. E com isso, muitos pacientes que há anos apresentam respostas moleculares e citogenéticas completas passam a ser perguntar: será que realmente preciso continuar o meu tratamento? Ou será que já estou curado?</p>
<p>A resposta é bem simples: sim, até o momento todos os pacientes com LMC Ph+ devem continuar o tratamento e jamais interrompe-lo por conta própria.</p>
<p>Embora existam diversos estudos satisfatórios sobre interrupção de tratamento, ainda não há uma recomendação formal em nosso país para tal, com exceção do cenário científico. Ou seja, recomenda-se discutir com seu médico sobre os benefícios desta decisão.</p>
<p>Em conclusão, os inibidores de tirosina quinase são considerados um divisor de águas na história da LMC, possibilitando excelentes respostas, qualidade e expectativa de vida aos nossos pacientes. Sua interrupção é viável, porém ainda se encontra em discussão.</p>
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		<title>Fevereiro Laranja, mês da conscientização sobre as leucemias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Feb 2020 23:39:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[CART Cell leucemia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se você é paciente ou acabou de receber um diagnóstico deste tipo de câncer, saiba que é possível alcançar a cura Estamos em pleno Fevereiro Laranja, mês da conscientização sobre a leucemia. De acordo com os dados lançados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente este ano, 10.810 novos casos da doença serão diagnosticados. A [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Se você é paciente ou acabou de receber um diagnóstico deste tipo de câncer, saiba que é possível alcançar a cura </strong><span id="more-6104"></span></h3>
<p>Estamos em pleno Fevereiro Laranja, mês da conscientização sobre a leucemia. De acordo com os dados lançados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), somente este ano, 10.810 novos casos da doença serão diagnosticados.</p>
<p>A leucemia não escolhe sexo, classe social ou idade. Qualquer pessoa pode receber o diagnóstico, por isso é importante ficar atento às mudanças do corpo.</p>
<h4><strong>O que é leucemia<img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-6107" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Teste-leucemia-4.png" alt="" width="197" height="208" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Teste-leucemia-4.png 680w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Teste-leucemia-4-283x300.png 283w" sizes="(max-width: 197px) 100vw, 197px" /></strong></h4>
<p>Tipo de câncer que tem início na medula óssea, a leucemia acontece por conta de mudanças genéticas nas células de defesa do organismo, os glóbulos brancos. Estas células podem ser divididas em mieloides e linfoides, o que já cria uma “separação’ entre as leucemias. Outro ponto importante é que a leucemia pode ser crônica (de evolução mais lenta) e aguda (de evolução mais rápida).</p>
<p>Assim, os principais <strong>tipos de leucemias</strong> são:</p>
<ul>
<li>Leucemia mieloide aguda (LMA)</li>
<li>Leucemia mieloide crônica (LMC)</li>
<li>Leucemia linfoide aguda (LLA)</li>
<li>Leucemia linfoide crônica (LLC)</li>
</ul>
<h4><strong>Leucemias agudas</strong></h4>
<p>Como vimos, este tipo da doença tem uma evolução rápida e pode, a depender do caso, apresentar-se de forma agressiva. Sua principal característica é a existência predominante de células-tronco imaturas com defeitos (que não conseguiram amadurecer e transformar-se em outras células) na medula óssea, também conhecidas por blastos anômalos.</p>
<p>A <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-linfoide-aguda-lla/"><strong>LLA</strong></a> é o tipo de leucemia mais comum em crianças e costuma responder muito bem ao tratamento. Para se ter uma ideia, cerca de 90% dos casos pode chegar à remissão completa. Já em adultos, este tipo da doença pode ser um pouco mais agressiva, mas com os avanços da ciência, também é possível tratar e obter bons resultados.</p>
<p>A <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-mieloide-aguda-lma/"><strong>LMA</strong></a>, por sua vez, pode ser dividida em diversos subtipos, por conta de suas inúmeras alterações genéticas. Em adultos, os resultados no tratamento são promissores. Nas crianças, ela pode ser um pouco mais complicada, mas há possibilidade de remissão.</p>
<p>Como tratamentos é possível usar a <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/quimioterapia/"><strong>quimioterapia</strong></a>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/imunoterapia/"><strong>imunoterapia</strong></a> e também o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/"><strong>transplante de medula óssea</strong></a>.</p>
<h4><strong> </strong><strong>Leucemias crônicas </strong></h4>
<p>Já nas leucemias crônicas, as células-tronco até conseguem passar pelo processo de maturação, mas por conta de um erro genético, elas começam a se reproduzir de maneira descontrolada na medula óssea.</p>
<p>A <strong><a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-mieloide-cronica-lmc/">LMC</a> Ph+</strong> é hoje um dos tipos de cânceres com melhores respostas ao tratamento. Por meio de inibidores da tirosina quinase, a maior parte dos pacientes entram em remissão total da doença.</p>
<p>Já a <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-linfoide-cronica-llc/"><strong>LLC</strong></a> carrega uma curiosidade: nem todos os pacientes precisam de tratamento na fase inicial. Sim é isso mesmo que você está lendo. Embora seja considerada um câncer, em muitos casos ela não representa um perigo à saúde. Por isso, apenas o acompanhamento médico pode ser indicado. Quando o tratamento passa a ser opção, quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea podem ser indicados.</p>
<h4><strong>Quais os sintomas da leucemia? A importância do diagnóstico precoce</strong></h4>
<p>Descobrir a leucemia logo no início é fundamental para que o paciente possa ter mais chances de apresentar melhores resultados no tratamento. Mas para isso é muito importante ficar atento aos <strong>sintomas da leucemia</strong>. Hematomas, sangramentos, dores ósseas e emagrecimento sem motivo aparente são alguns deles. A lista completa você pode ver <strong><a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/os-sinais-do-cancer-falam-tudo-mas-voce-precisa-prestar-atencao-neles/">aqui</a>. </strong></p>
<p>É importante mencionar que um simples hemograma pode já mostrar as alterações celulares. Mas somente o onco-hematologista, especialista em leucemias, é quem fará o diagnóstico.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft  wp-image-6122" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Dr.-Breno-300x244.jpg" alt="" width="267" height="217" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Dr.-Breno-300x244.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/02/Dr.-Breno.jpg 400w" sizes="(max-width: 267px) 100vw, 267px" />Leucemia tem cura! Novidades nos tratamentos</strong></h4>
<h4><span style="font-weight: normal;">Os avanços da ciência não param e isso, definitivamente, é uma boa notícia! O </span><a style="font-weight: normal;" href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/car-t-cell-muito-alem-do-linfoma/">CAR-T Cell</a><span style="font-weight: normal;"> chega como uma grande promessa de tratamento para leucemia, como a LLA de células B em pacientes com até 25 anos e que já tiveram uma recidiva.</span></h4>
<p>No ASH 2020, maior evento de inovações em tratamentos para cânceres do sangue, foram apresentadas novas combinações de drogas para pacientes que apresentam maior fragilidade às opções existentes, como o uso da Azacitidina, Decitabina, Venetoclax, Midostaurin e Ivodinesib, além de focar na individualização, com as terapias alvo. A ideia é cada vez mais olhar para as particularidades de cada indivíduo, ao invés de seguir uma única padronização.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/fevereiro-laranja-mes-da-conscientizacao-sobre-as-leucemias/">Fevereiro Laranja, mês da conscientização sobre as leucemias</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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