A gripe costuma ser vista como uma infecção respiratória comum. Mas a Influenza durante o câncer hematológico, como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo, pode representar um risco muito maior. Isso acontece porque essas doenças e seus tratamentos frequentemente comprometem o sistema imunológico, deixando o organismo mais vulnerável a infecções.
Nesses casos, vírus respiratórios como o da Influenza podem evoluir com mais facilidade para quadros graves, como pneumonia, insuficiência respiratória e necessidade de hospitalização. Por isso, compreender os diferentes tipos de vírus da gripe e saber como se proteger é fundamental para quem convive com estas condições.
O que é a Influenza?
A Influenza é uma infecção respiratória causada por vírus altamente transmissíveis que se espalham principalmente por gotículas liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Existem quatro tipos principais de vírus influenza: A, B, C e D, sendo os tipos A e B os principais responsáveis pelas epidemias sazonais de gripe em humanos.
O vírus Influenza A é o mais conhecido por sofrer mutações frequentes, o que dá origem a diferentes variantes que circulam ao longo do tempo.
Uma dessas variantes que vêm circulando aqui no Brasil, e gerando medo/dúvidas nos brasileiros, é a chamada “gripe K”. Mas importante pontuar que não há evidências que mostrem quadros mais graves da infecção, quando comparado com os demais tipos de influenza.
Por que a gripe pode ser mais grave no câncer hematológico?
Pacientes com câncer hematológico frequentemente apresentam imunossupressão, que pode ser causada pela própria doença ou pelos tratamentos, como quimioterapia, terapias alvo e transplante de medula óssea.
Isso significa que o organismo pode ter mais dificuldade para combater infecções virais. Como consequência, uma gripe que seria leve para a maioria das pessoas pode evoluir para complicações mais sérias nesses pacientes.
Dentre os principais riscos estão: pneumonia viral ou bacteriana secundária; infecções respiratórias graves; agravamento do estado clínico geral; internação hospitalar.
Prevenção é o caminho 
Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir a exposição aos vírus respiratórios.
A vacina da gripe é uma das formas mais importantes de prevenção. Ela não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de casos graves e hospitalizações. E muito importante: está liberada para uso nos pacientes oncológicos.
Além disse é importante sempre manter as mãos bem higienizadas, evitar contato com pessoas já gripadas, usar máscara quando necessário e manter os ambientes bem ventilados.
E se notar qualquer sintoma gripa, procure um médico!