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	<title>Arquivos Osteoporose - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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		<title>Dores ósseas e fraturas no mieloma múltiplo</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Jan 2020 14:41:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Coluna e bacia são as partes do corpo mais afetadas pelas células doentes   Milhares de pessoas em todo o Brasil tratam este tipo de câncer, que tem início na medula óssea. As dores ósseas (em até 90% dos casos)  e fraturas no mieloma múltiplo podem afetar grande parte dos pacientes, mas saiba que é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Coluna e bacia são as partes do corpo mais afetadas pelas células doentes  </strong><span id="more-6072"></span></h3>
<p>Milhares de pessoas em todo o Brasil tratam este tipo de câncer, que tem início na medula óssea. As dores ósseas (em até 90% dos casos)  e fraturas no <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a> podem afetar grande parte dos pacientes, mas saiba que é possível tratar!</p>
<h4><strong>Ossos, fundamentais ao corpo humano</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignleft  wp-image-6073" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Osso-shutterstock_461790739-120x300.png" alt="" width="115" height="288" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Osso-shutterstock_461790739-120x300.png 120w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Osso-shutterstock_461790739.png 400w" sizes="(max-width: 115px) 100vw, 115px" />Antes de entendermos como o mieloma múltiplo pode afetar os ossos, é muito importante conhecer o que é a estrutura óssea do corpo. Formada por um tecido ósseo, é caracterizada pela presença de células, cálcio, fosfato e fibras de colágeno. Eles são brancos e duros, formando, assim, o esqueleto do corpo.</p>
<p>São diversas as suas funções, como sustentar os tecidos moles, proteger os órgãos e a medula óssea, trazer mobilidade, produzir células, além de armazenar a liberação de minerais importantes na corrente sanguínea. Para termos uma noção, 90% do cálcio do corpo está presente nos ossos.</p>
<h4><strong>Mieloma múltiplo e Plasmocitomas, inimigos dos ossos</strong></h4>
<p>No mieloma múltiplo, no momento em que os linfócitos se diferenciam para, então, tornarem-se plasmócitos, ocorre uma mutação celular em um ou mais genes e eles passam a produzir plasmócitos defeituosos.</p>
<p>O paciente começa a ter fortes dores ósseas, em especial na coluna <strong>(dor nas costas)</strong> e na bacia <strong>(do no osso do quadril).</strong> Mas é possível que ossos como fêmur, úmero e costela sejam afetados. As fraturas espontâneas ou após traumas bem pequenos podem acontecer, o que é bastante perigoso. As lesões líticas, ou seja, a destruição do tecido ósseo, é frequente, causando dor e fraturas.</p>
<p>Tais células podem se acumular nos ossos, formando os plasmocitomas (tumores de células plasmócitos doentes), que podem crescer e invadir o osso e até outros órgãos. E quando isso acontece, os sintomas vêm à tona.<img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-6074" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Osso-quebrado-shutterstock_1068284690-300x275.png" alt="" width="300" height="275" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Osso-quebrado-shutterstock_1068284690-300x275.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/01/Osso-quebrado-shutterstock_1068284690.png 400w" sizes="(max-width: 300px) 100vw, 300px" /></p>
<h4><strong>Como tratar os problemas ósseos no mieloma múltiplo</strong></h4>
<p>O primeiro passo será tratar o mieloma como um todo. Atualmente, existem diversas opções de tratamento, que incluem quimioterapia, inibidores de proteassoma, imunomoduladores e a imunoterapia. Especificamente para diminuir os problemas ósseos no mieloma múltiplo, será indicado o uso dos <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/bifosfanatos-contra-o-cancer-viloes-ou-herois/"><strong>bifosfonatos</strong></a> e Denosumab, um tipo de anticorpo monoclonal.</p>
<p>Estes medicamentos atuam diminuindo a ação dos osteoclastos, células envolvidas na reabsorção do osso, diminuindo o remodelamento ósseo e aumentando a mineralização óssea.</p>
<h4><strong>Não é osteoporose!</strong></h4>
<p>Sim, é possível que pacientes e até mesmo médicos confundam os sintomas do mieloma múltiplo com os de osteoporose. Afinal, as dores na coluna e as fraturas são comuns em ambos os casos. Mas as diferenças entre as doenças são inúmeras!</p>
<p>Primeiro, o mieloma múltiplo é um câncer e a osteoporose, não. Outro ponto importante é que, na osteoporose, o paciente não apresenta lesões líticas e/ou plasmocitomas.</p>
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		<title>Bifosfonatos – Vilões ou heróis?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Sep 2019 23:12:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Eles são essenciais para o tratamento do mieloma múltiplo O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, e pode afetar os ossos. São várias as opções de tratamento, mas são os bifosfonatos que ganharam os holofotes recentemente. Este grupo de medicamentos objetivam prevenir a diminuição da densidade mineral óssea [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Eles são essenciais para o tratamento do mieloma múltiplo</strong><span id="more-5892"></span></h4>
<p>O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, e pode afetar os ossos. São várias as opções de tratamento, mas são os bifosfonatos que ganharam os holofotes recentemente.</p>
<p>Este grupo de medicamentos objetivam prevenir a diminuição da densidade mineral óssea e geralmente são indicados para o tratamento de doenças que provocam a fragilidade óssea, como a osteoporose e o mieloma múltiplo.</p>
<p>Estudos recentes mostram que, a longo prazo, é possível que seu uso possa estar associado a problemas graves, como fraturas femorais e osteonecrose mandibular.</p>
<p>Mas não se assuste! De acordo com o Dr. Breno Gusmão, os bifosfonatos não podem ser considerados vilões.</p>
<p>“Esta classe medicamentos, assim como o denosumab, são importantes para pacientes em tratamento do MM, justamente porque previnem a destruição óssea. A osteonecrose da mandíbula, descrita pela primeira vez em 2002, é um efeito colateral relativamente raro, mas potencialmente grave”, explica o médico.</p>
<h4><strong>Entenda a osteonecrose mandibular</strong></h4>
<p><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-5898" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Matéria-Bifosfonato-300x233.jpg" alt="" width="315" height="245" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Matéria-Bifosfonato-300x233.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Matéria-Bifosfonato-768x597.jpg 768w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Matéria-Bifosfonato-1024x796.jpg 1024w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2019/09/Matéria-Bifosfonato.jpg 2048w" sizes="(max-width: 315px) 100vw, 315px" /></strong>Também chamada por osteonecrose da mandíbula, é uma lesão bucal que compromete o osso mandibular ou o osso do maxilar.</p>
<p>Pode ser bastante dolorosa ou assintomática, e dentre os principais sintomas estão: dor prolongada na mandíbula, mobilidade dos dentes, aumento dos ossos, inchaço gengival, vermelhidão na pele e ulceração. O diagnóstico é feito pela presença do osso exposto por, pelo menos, oito semanas. Já o tratamento ainda é um desafio e deve ser realizado por um cirurgião bucomaxilofacial. O uso de medicamentos também pode ser necessário.</p>
<p>“O mecanismo de início, em especial em pacientes que fazem uso de bifosfonatos, não é muito claro. Alguns estudos mostram que a reabsorção óssea, diminuição do fluxo sanguíneo no osso, microtraumas, inflamações e infecções locais são responsáveis pelo início do quadro. Mas é possível prevenir”, fala Dr. Breno.</p>
<p>A Sociedade Americana de Oncologia (ASCO) e a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) publicaram guias de recomendações para prevenção, diagnóstico e tratamento.</p>
<p>É muito importante manter a higiene bucal. Antes de iniciar o tratamento contra o mieloma múltiplo, é preciso realizar uma avaliação odontológica prévia, até para tratar possíveis infecções e cáries. Quando o uso de bisfosfanatos for indicado, procedimentos odontológicos invasivos não são aconselhados.</p>
<h4><strong>Bisfosfanatos a longo prazo</strong></h4>
<p>A duração para o uso destes medicamentos no tratamento do mieloma múltiplo é desconhecida. Para os pacientes com osteoporose, os bifosfonatos são frequentemente utilizados por cinco anos ou mais, mas os dados sobre uso prolongado no contexto de MM são limitados.</p>
<p>“Não está claro se a terapia após dois anos resulta em benefícios esqueléticos adicionais ou em aumento da toxicidade. Na ausência de ensaios clínicos, recomenda-se que o tratamento seja feito mensalmente por um período de, pelo menos, dois anos. Após este prazo, a decisão de continuar a terapia com os bifosfonatos pode ser reavaliada”, comenta Dr. Breno.</p>
<h4><strong>Uso bifosfonato, e agora?</strong></h4>
<p><strong> </strong>Os benefícios estão bem estabelecidos e evidentes. “Eles evitam fraturas espontâneas secundárias a ossos enfraquecidos. Alguns estudos demonstraram, inclusive, aumento de sobrevida dos pacientes com mieloma múltiplo. Em definitiva, são remédios extremamente úteis”, enfatiza o Dr. Breno Gusmão.</p>
<p>Mas se você apresentar qualquer sinal diferente, como dores na região bucal, converse com seu médico!</p>
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