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	<title>Arquivos linfoma de Hodgkin - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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	<title>Arquivos linfoma de Hodgkin - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>Como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2020 20:35:47 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Esta tem sido uma pergunta bastante frequente entre os pacientes com câncer</strong><span id="more-6304"></span></h3>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6307" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg" alt="" width="156" height="156" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1677274867.jpg 500w" sizes="(max-width: 156px) 100vw, 156px" />A pandemia que vivemos atualmente mudou a rotina da maior parte dos brasileiros. Por conta do isolamento social, indicado pelas autoridades de saúde, e até mesmo por medo de contrair a COVID-19, o dia a dia ficou com uma “cara” diferente. E para aqueles que enfrentam um câncer ainda tem a questão: como fica meu tratamento durante a pandemia do coronavírus?</p>
<p>Para evitar as idas desnecessárias ao hospital e, assim, impedir a contaminação pelo coronavírus nestes pacientes que fazem parte do grupo de risco, algumas mudanças ocorreram nos protocolos terapêuticos da Onco-Hematologia, como o adiamento de consultas, tratamentos e exames. Claro, tudo isso gerou muitas dúvidas. Então, separei algumas informações importantes, que irão lhe ajudar neste momento.</p>
<h4><strong>Diagnóstico não pode parar</strong></h4>
<p>Quanto ao diagnóstico, é unânime a opinião de que não pode deixar de ser realizado de maneira alguma! Os cânceres no geral são casos de urgência e quanto antes forem descobertos, melhores serão as chances do paciente ter resultados positivos no tratamento. Então, se apresentar sinais diferentes em seu corpo, procure um médico!</p>
<h4><strong>Exames – Fazer ou não fazer?</strong></h4>
<p>Alguns exames diagnósticos, via biópsia de medula óssea e hemograma, por exemplo, devem ser realizados mesmo em momento de pandemia. Como vimos, o câncer não espera o coronavírus passar! Agora, exames de manutenção/acompanhamento, como é o caso do PCR em pacientes com LMC, podem ser adiados sem afetar a qualidade de vida. Só importante salientar que cada paciente será avaliado por ser médico de maneira individual.</p>
<h4><strong>Tratamento – Saiba como fica durante a pandemia<img decoding="async" class="alignright wp-image-6309" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg" alt="" width="151" height="151" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/05/shutterstock_1697776105.jpg 500w" sizes="(max-width: 151px) 100vw, 151px" /></strong></h4>
<p>Embora pareça estranho, sim, é possível adiar alguns tratamentos do câncer neste momento da pandemia. Até mesmo o transplante de medula óssea pode aguardar. Tudo o que pudermos fazer para poupar o paciente com câncer do sangue de correr riscos, faremos! Vejam aqui algumas indicações:</p>
<h4><strong>LINFOMAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin agressivos</strong></li>
</ul>
<p>Os protocolos clássicos continuam indicados. Regimes orais, como por exemplo com a lenalidomida, estão sendo utilizados em pacientes recidivados. Ainda no caso dos paciente refratários aos linfomas não-Hodgkin agressivos, continua-se oferecendo quimioterapia de primeira linha em alta dose e o transplante de medula óssea autólogo. Dentre as preocupações observadas está o uso do filgrastim, que pode exacerbar os efeitos respiratórios da infecção por COVID-19, mas até o momento nada científicamente comprovado.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas não-Hodgkin indolentes</strong></li>
</ul>
<p>Estes linfomas têm uma evolução mais lenta, então neste momento o início do tratamento pode esperar. Mas, é claro, o acompanhamento médico continuará sendo necessário! Neste caso, o tratamento só será indicado caso o paciente seja sintomático. Naqueles pacientes que já iniciaram o tratamento, por conta do coronavírus, é possível mudar para opções orais, como por exemplo o Ibrutinibe. Assim, é possível limitar o número de visitas ao ambulatório. Nos pacientes com linfomas indolentes recidivados, o tratamento só será indicado quando aparecerem sintomas.</p>
<ul>
<li><strong>Linfomas de Hodgkin</strong></li>
</ul>
<p>No geral, a abordagem de tratamento para o linfoma de Hodgkin ainda não foi impactada significamente no cenário da linha de frente. O tratamento continua sendo indicado em fases iniciais e avançadas, com protocolos como o ABVD e radioterapia.</p>
<h4><strong>LEUCEMIAS</strong></h4>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Para os pacientes com LLA, o teste para a COVID-19 é recomendado antes do início da quimioterapia intensiva, independentemente dos sintomas. Se forem positivos, o tratamento será adiado – mas a terapia intratecal poderá ser aplicada se houver sintomas no Sistema Nervoso Central (SNC). Se o exame der negativo, o tratamento padrão, com quimioterapia, deve ser prontamento iniciado. Na LLA Ph+, o uso dos inibidores de tirosinoquinase é favorecido à indução agressiva de quimioterapia. Já na LLA em recidiva, será necessário realizar o tratamento, utilizando medicamentos via ambulatório, sem necessidade de internação.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide aguda</strong></li>
</ul>
<p>Na LMA, a quimioterapia de indução intensiva deve ser oferecida, mesmo durante a pandemia. Também será necessário realizar o teste para a COVID-19 e, caso positivo, o tratamento será adiado. A terapia de consolidação/pós-remissão com citarabina em altas doses deve continuar a ser oferecida aos pacientes em remissão completa. O tranplante de medula óssea alogênico, se indicado, deverá ser realizado.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia linfoide crônica</strong></li>
</ul>
<p>Em geral, os pacientes com LLC são considerados de alto risco para infecções. Isso acontece por conta da imunodeficiência e resposta imunológica inadequada a infecções. No entanto, no momento, não há evidências indicando uma incidência maior pela COVID-19. Para aqueles pacientes que têm indicação de tratamento, o aconselhado é adiá-lo durante este momento. Pacientes em estadiamentos mais avançados terá indicação para tratamentos orais, com o Ibrutinibe, por exemplo.</p>
<ul>
<li><strong>Leucemia mieloide crônica </strong></li>
</ul>
<p>O tratamento da LMC é realizado com os inibidores da tirosina quinase, medicamentos orais, por isso não é preciso ir ao centro de tratamento para a aplicação. Já a realização dos exames de manutenção (PCR), neste momento, deve ser evitada.</p>
<h4><strong> </strong><strong>MIELOMA MÚLTIPLO</strong></h4>
<p>Pacientes com doença ativa precisam de tratamento para evitar complicações, mesmo durante o coronavírus. No entanto, o tratamento pode ser individualizado para limitar a exposição adicional à COVID-19. Recomendamos iniciar a terapia tripla com bortezomibe, lenalidomida e dexametasona. Pacientes idosos podem começar com o protocolo VRD ou daratumumab. Como o risco de recidiva do mieloma múltiplo é maior sem tratamento, não recomendamos interromper a terapia de manutenção. Neste caso, a indicação é usar a lenalidomida. Para pacientes elegíveis ao transplante de medula óssea autólogo, recomenda-se adiar o procedimento neste momento.</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6272" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Telemedicina-shutterstock_701301148-300x276.png" alt="" width="166" height="152" />Telemedicina é opção</strong></h4>
<p>A telemedicina é uma importante ferramenta que foi aprovada no Brasil justamente por conta da COVID-19, e que pode ser amplamente usada pelos pacientes para tirar dúvidas diretamente com o seu especialista, sem precisar sair de casa. Entenda melhor na matéria <a href="https://drbrenogusmao.com.br/destaque/telemedicina-voce-pode-falar-com-seu-medico-mesmo-estando-em-casa/">Telemedicina – Você pode falar com seu médico, mesmo estando em casa</a></p>
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		<title>Tomografia, ressonância ou PET Scan? Entenda estes exames</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jan 2020 14:00:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Todos eles podem ser utilizados para o diagnóstico e acompanhamento dos linfomas O diagnóstico precoce do câncer é fundamental para os melhores resultados do tratamento. Você já deve ter ouvido muitas vezes essa frase, certo? E realmente é verdade. Mas cada tipo de câncer será diagnosticado com exames diferentes. No caso dos linfomas, tomografia, ressonância [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><strong>Todos eles podem ser utilizados para o diagnóstico e acompanhamento dos linfomas</strong><span id="more-6036"></span></h4>
<p>O diagnóstico precoce do câncer é fundamental para os melhores resultados do tratamento. Você já deve ter ouvido muitas vezes essa frase, certo? E realmente é verdade. Mas cada tipo de câncer será diagnosticado com exames diferentes. No caso dos linfomas, tomografia, ressonância ou PET Scan são algumas das opções que podem ser pedidas pelo médico. Sabe a diferença entre eles e quando são indicados? Te explico tudo!</p>
<h4><strong>Entenda o linfoma</strong></h4>
<p>Bem, o primeiro passo é entender a doença e como ela pode se apresentar. O <strong>linfoma é um câncer</strong> do sistema linfático e acontece quando os linfócitos (tipo de célula responsável por proteger o organismo contra vírus, bactérias, dentre outros perigos), por conta de um defeito genético, passam a se desenvolver de maneira errada.</p>
<p>Divididos entre <strong>linfoma de Hodgkin</strong> e <strong>linfoma não-Hodgkin</strong>, quanto antes a doença for diagnosticada, melhores os resultados no tratamento, incluindo a remissão completa. Isso mesmo, o <strong>linfoma tem cura</strong>!</p>
<h4><strong>Diagnóstico precoce é a melhor opção</strong></h4>
<p>Cerca de 80% dos pacientes com linfoma, caso descubram a doença em seu estadiamento inicial, podem entrar em remissão completa. Ficar atento aos sintomas é fundamental, mas realizar os exames corretos também será o grande diferencial para o diagnóstico correto e preciso.</p>
<h4><strong>Tomografia para que serve</strong></h4>
<p>A <strong>tomografia computadorizada</strong> é um importante exame, presente em hospitais públicos e particulares do país. Parecida com um raio-x, com este exame é possível olhar por dentro do corpo e investigar se os órgãos estão afetados de alguma maneira. Com o aparelho, é possível captar imagens do corpo em “fatias” bem finas, que podem ser analisadas por meio de diferentes ângulos.</p>
<p><u>Como é feita</u> – A pessoa deitará no tomógrafo, com a posição sugerida pelo especialista (tudo irá depender da investigação indicada e em que possíveis partes do corpo o linfoma pode estar). A máquina irá captar diversas imagens por alguns minutos. Mas fique tranquilo, é um exame indolor. É possível que a <strong>tomografia com contraste</strong> seja indicada. Um composto à base de iodo é dado ao paciente, seja via oral ou intravenosa, para que as possíveis lesões fiquem ainda mais claras. Se o paciente perceber algum tipo de desconforto por conta do contraste, é fundamental avisar a equipe médica.</p>
<h4><strong>O que é ressonância magnética?</strong></h4>
<p>Este exame também pode ajudar no diagnóstico do linfoma e pode ser indicado pelo médico. Assim como a tomografia, esta máquina também cria imagens em alta definição do corpo, em variadas posições. Mas, para isso, não usará a emissão de raios X, e sim a emissão de pulsos de radiofrequência em um campo magnético. Por isso, seu custo pode ser maior que o da tomografia.</p>
<p><u>Como é feita</u> – Antes de iniciar o exame, será preciso tirar tudo o que for de metal, como brincos e colares. Uma roupa será dada ao paciente, já que até mesmo botões e o zíper podem interferir. Pessoas que têm marca-passo cardíaco, por exemplo, não podem fazer o exame! Feito isso, a pessoa deitará em uma maca e a parte do corpo que precisar ser avaliada será coberta por um aparelho (a bobina), responsável por melhorar a qualidade das imagens. A maca será deslizada para dentro de um tubo grande. Neste momento, é importante ficar parado, para que o exame não seja comprometido. Se o paciente for criança, ou se sentir mal em locais fechados, a sedação é indicada. Em alguns casos, a <strong>ressonância com contraste</strong> pode ser sugerida pelo médico. Assim como na tomografia, a substância com iodo deixará as possíveis células cancerígenas ainda mais claras.</p>
<h4><strong>PET Scan no linfoma</strong></h4>
<p>Este exame, bastante eficiente para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes com linfoma, também é um tipo de tomografia computadorizada que utiliza a emissão de pósitrons para capturar as imagens do interior do corpo.</p>
<p><u>Como é feito</u> &#8211; Antes da realização do exame, o paciente tomará uma substância muito parecida com a glicoce (Fluordeoxiglicose &#8211; FDG). As imagens serão baseadas no fato que as lesões neoplásicas em atividade consomem mais glicose que o tecido normal. O objetivo, então, é facilitar que a máquina encontre possíveis marcadores tumorais (células doentes).  Assim como na tomografia, o paciente deita em uma maca e a parte do corpo que será avaliada ficará dentro de um tubo grande. Durante e após o exame, o paciente não sentirá dor alguma e nem apresentará efeitos colaterais.  Para que o traçador seja eliminado o quanto antes do organismo, é indicado que o paciente tome bastante água. O <strong>PET Scan está disponível no SUS</strong> e também em hospitais particulares.</p>
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