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	<title>Arquivos mieloma múltiplo tem tratamento - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<title>Arquivos mieloma múltiplo tem tratamento - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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		<title>Problemas renais no mieloma múltiplo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 21:48:11 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>É importante ficar atento a sintomas como sede exagerada e alterações na urina</strong><span id="more-6542"></span></h3>
<p>Março Borgonha é o mês da conscientização sobre o mieloma múltiplo, tipo de câncer que acontece, na maior parte dos casos, em pessoas acima dos 60 anos de idade. Ficar de olho nos sintomas é muito importante para o diagnóstico correto. E, embora as fraturas ósseas e dores na região lombar sejam os mais lembrados, os problemas renais no mieloma múltiplo também exigem atenção.</p>
<h4><strong>O que é o mieloma múltiplo</strong></h4>
<p>O <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/">mieloma múltiplo</a> tem início na medula óssea, quando no momento em que os linfócitos se diferenciam para, então, tornarem-se plasmócitos, ocorre uma mutação celular em um ou mais genes e passam a produzir plasmóticos anormais.</p>
<p>Os plasmócitos defeituosos/doentes acumulam-se na medula óssea, onde se reproduzem e se proliferam de forma anormal. Dessa forma, podem afetar a fabricação das demais células sanguíneas normais e  de imunoglobulinas monoclonais defeituosas.</p>
<p>Este tipo de câncer corresponde a cerca de 1% dos tumores malignos e 15% das neoplasias hematológicas. Em estudos, observou-se que o MM é duas vezes mais comum entre os negros e também tem maior probabilidade de desenvolvimento em homens.</p>
<p>A principal função dos plasmócitos é produzir as imunoglobulinas, responsáveis pela defesa do corpo. Plasmócitos anormais produzem imunoglobulinas anormais, que não conseguem exercer suas funções de proteção e formam um amontoado de proteínas “bagunçadas”, chamadas <strong>proteína monoclonal ou proteína M.</strong> Esta é uma outra característica bem típica e bastante importante em pacientes com mieloma múltiplo, que pode ser detectada no sangue ou urina.</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6543" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/03/shutterstock_1384881569-300x300.jpg" alt="" width="116" height="116" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/03/shutterstock_1384881569-300x300.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/03/shutterstock_1384881569-150x150.jpg 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2021/03/shutterstock_1384881569.jpg 400w" sizes="(max-width: 116px) 100vw, 116px" />Fique de olho nos rins!</strong></h4>
<p>A insuficiência renal é uma complicação frequente em pacientes com mieloma múltiplo, podendo estar presente em 35% dos casos ao diagnóstico e em 50% durante a evolução da doença.</p>
<p>As lesões renais podem acontecer por diferentes fatores. O mais frequente é o excesso de proteínas (anticorpos) anormais produzidas pelos plasmócitos doentes, a proteína M. Esta proteína anormal será filtrada pelo rim e poderá causar lesões ao órgão.</p>
<p>Mas o aumento do cálcio no organismo, produzido pelas lesões ósseas do mieloma, outro sintoma que também pode acontecer nos pacientes com este tipo de câncer, também podem causar problemas renais. Outro motivo frequente é o uso de anti-inflamatórios, que comumente são indicados para controle da dor nesses pacientes e podem apresentar a lesão renal como efeito colateral.</p>
<h4><strong>Lesão renal: conheça os sintomas</strong></h4>
<p>Os rins são órgãos do sistema urinário e tem por principal função o controle da concentração de diferentes substâncias no sangue. Ou seja, eles filtram as impurezas do sangue, “jogando-as” para fora do organismo por meio da urina. Além de manter o equilíbrio de água, sal, pressão arterial, dentre outros.</p>
<p>Quando as células do mieloma múltiplo atrapalham essa função, o paciente passa a apresentar uma espuma na urina. Outros sinais comuns a quem apresenta problemas nos rins são:</p>
<ul>
<li>Inchaço nas pernas, tornozelos ou pés</li>
<li>Sede exagerada</li>
<li>Diminuição da produção de urina</li>
<li>Sonolência</li>
<li>Falta de fome</li>
<li>Confusão</li>
<li>Náuseas e vômitos</li>
</ul>
<h4><strong>Mas calma! É possível controlar este sintoma <img decoding="async" class="alignright wp-image-6424" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_679124308-239x300.jpg" alt="" width="88" height="110" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_679124308-239x300.jpg 239w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/10/shutterstock_679124308.jpg 400w" sizes="(max-width: 88px) 100vw, 88px" /></strong></h4>
<p>Como vimos, os problemas renais podem acontecer ao diagnóstico e também durante o tratamento, por conta dos medicamentos utilizados. Neste momento, a parceria entre médico e paciente será muito importante!</p>
<p>Se você apresentar qualquer um destes sinais, converse com o seu especialista. Existem medicamentos para o controle dos problemas renais e eles só podem ser prescritos pelo profissional de saúde.</p>
<p>Além disso, não esqueça de beber água ao longo dia – cerca de 2 litros. Isso porque, se ingerimos pouco líquido, o rim pode ficar ainda mais sobrecarregado e não conseguirá realizar suas funções corretamente.</p>
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		<title>Mieloma múltiplo tem tratamento e você precisa saber disso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2020 22:21:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Novas opções terapêuticas vêm sendo aprovadas e estudadas no Brasil e no mundo Descobrir um câncer não é fácil. Assusta, causa medo, insegurança. Mas novas terapias vêm sendo aprovadas, inclusive no Brasil. E embora possa ser considerado uma doença agressiva, o mieloma múltiplo tem tratamento. São várias as novas opções de medicamentos e combinações terapêuticas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Novas opções terapêuticas vêm sendo aprovadas e estudadas no Brasil e no mundo</strong><span id="more-6161"></span></h3>
<p>Descobrir um câncer não é fácil. Assusta, causa medo, insegurança. Mas novas terapias vêm sendo aprovadas, inclusive no Brasil. E embora possa ser considerado uma doença agressiva, o <strong>mieloma múltiplo tem tratamento.</strong></p>
<p>São várias as novas opções de medicamentos e combinações terapêuticas que têm apresentado excelentes resultados.</p>
<h4><strong>O que é o mieloma múltiplo</strong></h4>
<p>Antes de entrarmos nos tratamentos, é importante explicar este tipo de câncer. Ele acontece, na maior parte dos casos, em pessoas acima dos 60 anos de idade e tem início na medula óssea. Os linfócitos se diferenciam para, então, tornarem-se plasmócitos, que são responsáveis pela produção de imunoglobulinas de vários tipos (anticorpos). Aqui ocorre uma mutação celular em um ou mais genes. Eles passam a produzir plasmócitos anormais (doentes), que fabricam imunoglobulinas anormais e de forma repetida, chamadas de proteína monoclonal ou proteína M.</p>
<p>É muito importante ficar atento aos <strong>sinais e sintomas do mieloma múltiplo</strong>, como anemia, fraqueza e dores ósseas. Para ver a lista completa <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/sinais-e-sintomas/">clique aqui</a>. O <strong>diagnóstico precoce</strong> faz importante diferença para os resultados no tratamento.</p>
<h4><strong>É possível tratar! </strong></h4>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignright wp-image-6163" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Medicamentos-shutterstock_1401450965.jpg" alt="" width="341" height="227" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Medicamentos-shutterstock_1401450965.jpg 600w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/03/Medicamentos-shutterstock_1401450965-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 341px) 100vw, 341px" />Agora sim, vamos falar sobre cada um dos <strong>tratamentos para o mieloma múltiplo</strong>. A <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/quimioterapia/">quimioterapia</a> é a opção mais antiga e ainda comum aqui no Brasil. Vários medicamentos potentes são usados em conjunto, com a intenção de eliminar as células doentes do organismo.</p>
<p>Os <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/tratamento/">imonumoduladores</a>, como a Talidomida, a Lenalidomida e a Pomalidomida apresentam resultados importantes, porque atuam diretamente no sistema imunológico do paciente, ajudando a eliminar as células cancerígenas.</p>
<p>Já os <a href="https://drbrenogusmao.com.br/mieloma-multiplo/tratamento/">inibidores do proteassoma</a> chegaram para trazer resultados ainda melhores. O Bortezomibe é indicado para o tratamento de primeira linha em pacientes com ou sem indicação de transplante de medula óssea. Já o Carfilzomibe e Ixazomib podem ser usados por pacientes que já foram tratados com outros medicamentos, mas não apresentaram respostas. Ambos inibem a ação da proteassoma, provocando várias reações e promovendo a morte das células doentes.</p>
<h4><strong>Imunoterapia, uma revolução no tratamento do MM</strong></h4>
<p>O sistema imune de nosso corpo é responsável por detectar perigos para o organismo, como vírus e bactérias. A <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/imunoterapia/">imunoterapia</a>, que utilizará medicamentos também chamados por anticorpos monoclonais. Esta terapia ataca o alvo da célula, mas também estimula o próprio sistema imunológico do corpo a atacar as células cancerígenas.</p>
<p>Em 2017 chegou ao país o Daratumumabe, imunoterápico para uso em pacientes que já haviam recebido algum tratamento previamente. Mais recentemente, ele também foi autorizado para pacientes recém-diagnosticados. O Elotuzumabe, outro anticorpo monoclonal com diferente alvo de ataque, também está aprovado no Brasil. Ele pode ser administrado em pacientes que já tratados previamente e deve ser combinado com imunomoduladores.</p>
<p>No 61º Congresso Anual da Associação Americana de Hematologia (ASH), que aconteceu em dezembro de 2019, em Orlando (EUA), novos tipos de imunoterapia foram apresentados. São as chamadas moléculas biespecíficas. Elas  objetivam realizar uma ponte entre os linfócitos T do paciente e as células cancerígenas, com biomarcadores como a proteína BCMA, combatendo o mieloma múltiplo. Foi apresentada a molécula biespecífica AMG 701, com resultados promissores em pacientes refratários.</p>
<p>A nova modalidade ainda passará por mais estudos clínicos.</p>
<h4><strong>Pacientes recém-diagnosticados ou recidivados, fiquem atentos! Novos tratamentos estão vindo por aí</strong></h4>
<p>Os pesquisadores continuam suas buscas incessantes por novas drogas e combinações terapêuticas que tragam bons resultados e, claro, qualidade de vida aos pacientes de mieloma múltiplo.</p>
<p>No finalzinho de 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso do Daratumumabe em combinação com a Lenalidomida e Dexametasona para pacientes recém-diagnosticados. Cerca de 70,6% dos pacientes presentes no estudo clínico MAIA, fase 3, não apresentaram progressão ou morte por conta do mieloma múltiplo.</p>
<p>Já para pacientes que recidivaram e que não responderam ao tratamento com a Lenalidomida, no ASH 2019 foi apresentada a combinação entre Carfilzomibe, Dexametasona e Daratumumabe, no chamado estudo CANDOR. Com a nova terapia, os pacientes com <strong>mieloma múltiplo apresentaram sobrevida</strong> livre de progressão significativa da doença em 37% dos casos. A combinação também apresentou taxa de resposta global em 84,3% dos pesquisados.</p>
<h4><strong>CAR-T Cell no combate ao mieloma</strong></h4>
<p>Ainda considerada uma terapia nova, a CAR-T Cell com certeza tem despertado o interesse de pesquisadores, médicos e, principalmente, pacientes. Seus resultados estão sendo muito promissores no tratamento da leucemia linfoide aguda e também de alguns tipos de linfomas. Mas o mieloma múltiplo não está fora dessa lista.</p>
<p>A ideia do CAR-T é isolar um tipo de linfócito T, trabalhá-lo em laboratório, e depois inseri-lo no paciente para que o câncer seja combatido. Também usando a proteína BCMA como marcador cancerígeno, cerca de 85% dos pacientes que passaram pelos estudos apresentaram boas respostas. Mas é muito importante que outros marcadores do mieloma também sejam encontrados. Assim, esta terapia conseguirá mostrar melhores e mais opções de resultados.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6164" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/03/TMo-MM-shutterstock_1332290987.jpg" alt="" width="258" height="172" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/03/TMo-MM-shutterstock_1332290987.jpg 600w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/03/TMo-MM-shutterstock_1332290987-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 258px) 100vw, 258px" />Transplante de medula óssea</strong></h4>
<p>Como vimos, são várias as opções de tratamentos que possibilitam a remissão da doença. O transplante de medula óssea será realizado quando não tiver contraindicação.</p>
<p>A opção indicada é o <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">TMO autólogo</a>, quando a medula transplantada é a do próprio paciente. Este procedimento será realizado após análise do estadiamento da doença, tratamento quimioterápico para a redução da doença e da avaliação das condições de saúde do paciente. Mas é importante mencionar que a idade não é mais um fator que impossibilita a realização do transplante. Ou seja, se o paciente é idoso, mas encontra-se bem, terá indicação para o TMO.</p>
<p>O <strong>mieloma múltiplo não tem cura.</strong> Mas é possível, sim, entrar em remissão completa da doença (quando os exames não mostram mais células doentes no organismo). O monitoramento com o especialista será sempre fundamental, mesmo nestes casos.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/mieloma-multiplo-tem-tratamento-e-voce-precisa-saber-disso/">Mieloma múltiplo tem tratamento e você precisa saber disso</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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