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	<title>Arquivos sintomas da LMC - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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		<title>Tratamentos mudam a história da LMC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2020 23:15:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Medicamentos chegaram para revolucionar a ciência e trazer maior sobrevida aos pacientes A leucemia mieloide crônica (LMC) é, sem sombra de dúvidas, um dos tipos de cânceres que recebe um dos tratamentos mais revolucionários e efetivos atualmente. Com a chegada dos inibidores da tirosina quinase é possível afirmar que, mais de 90% dos pacientes, vive [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>Medicamentos chegaram para revolucionar a ciência e trazer maior sobrevida aos pacientes<span id="more-6258"></span></h3>
<p>A leucemia mieloide crônica (LMC) é, sem sombra de dúvidas, um dos tipos de cânceres que recebe um dos tratamentos mais revolucionários e efetivos atualmente. Com a chegada dos inibidores da tirosina quinase é possível afirmar que, mais de 90% dos pacientes, vive muito bem e em remissão completa da doença.</p>
<p>Mas nem sempre foi assim. Nesta matéria, vamos viajar no tempo e entender o passo a passo desta importante evolução terapêutica.</p>
<h4><strong>O que é a LMC</strong></h4>
<p>Este tipo de câncer tem início na medula óssea, quando os glóbulos brancos do tipo mieloide sofrem uma alteração genética e passam a se multiplicar de maneira descontrolada. A translocação (fusão de uma parte de um cromossomo em outro cromossomo) entre os cromossomos 9 e 22, denominado cromossomo Philadelfia (Ph+) gera um novo gene, o BCR-ABL, que é responsável pelo desenvolvimento da doença.</p>
<p>Por ser uma doença crônica, de evolução lenta, muitas vezes o paciente não apresenta queixas. Mas como principais <strong>sinais e sintomas da LMC</strong> podemos listar: <img decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-6259" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/roxo-shutterstock_1134849719-120x300.png" alt="" width="120" height="300" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/roxo-shutterstock_1134849719-120x300.png 120w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/roxo-shutterstock_1134849719.png 400w" sizes="(max-width: 120px) 100vw, 120px" /></p>
<ul>
<li>Palidez, cansaço e mal-estar, por conta da anemia</li>
<li>Desconforto no lado esquerdo do abdômen, decorrente do aumento do baço</li>
<li>Perda de peso sem motivo aparente</li>
<li>Infecções e febre constantes</li>
<li>Hematomas pelo corpo, devido as alterações das plaquetas</li>
<li>Suor noturno</li>
<li>Dores ósseas</li>
</ul>
<h4><strong>LMC e seu tratamento revolucionário</strong></h4>
<p><strong> </strong>Muitas linhas de tratamento foram utilizadas no passado até chegarmos aos protocolos atuais.</p>
<h4><strong>Década de 20: radioterapia era a solução</strong></h4>
<p>Como vimos, o baço sofre um importante aumento na maioria dos pacientes e desta forma era o foco terapêutico naquela época, quando não havia técnologia e conhecimentos profundos sobre a LMC. A radioterapia esplênica passou a ser usada a partir da década de 20 e permaneceu como terapia padrão por mais de 50 anos! Entretanto, sua eficácia era baixa e, infelizmente, o número de óbitos altíssimo.</p>
<h4><strong>Anos 60: hidroxiureia começa a ser parte do protocolo terapêutico</strong></h4>
<p>Em 1960, o busulfan, um agente antineoplásico para células cancerígenas, passou a ser usado no combate à LMC. Mas ele estava relacionado com grande toxicidade. Em seguida a hidroxiureia foi incorporada às opções terapêuticas, demonstrando resultados melhores, com maior tolerância pelos pacientes. Estes medicamentos serviam para controlar a doença, porém não interferiam diretamente na biologia dela (o cromossomo Ph), fazendo com que o desenvolvimento da LMC continuasse normalmente e impactando negativamente na sobrevida do paciente. Atualmente, a hidroxiureia pode ser utilizada como ponte para um tratamento mais eficaz.</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6260" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156-300x300.png" alt="" width="169" height="169" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Interferon-shutterstock_1706731156.png 400w" sizes="(max-width: 169px) 100vw, 169px" />Anos 80: Interferon passa a ser nova aposta para a LMC</strong></h4>
<p>Com a chegada do Interferon-alfa, os médicos passaram a perceber que o medicamento apresentava respostas hematológicas e citogenéticas positivas no combate à LMC, tanto parciais como completas, consequentemente com melhores taxas de sobrevida. Desta forma, passou-se a utilizá-lo em combinação com a hidroxiureia e busulfan.</p>
<p>Na década de 80 também tiveram início os primeiros estudos com o transplante de medula óssea alogênico (com doador HLA 100% compatível). Essa foi considerada a primeira modalidade curativa e resultava em até cinco anos de sobrevida para cerca de 60% dos casos.</p>
<p>E foi em 1986 que, após diversas pesquisas, descobriu-se o gene BCR-ABL. Porém, ainda não se sabia ao certo sobre seu papel na LMC, o que anos a frente, traria um enorme impacto para Hematologia e, consequentemente, para a vida dos pacientes.</p>
<h4><strong>Anos 90: TMO assume a liderança como opção de tratamento</strong></h4>
<p>Devido aos resultados animadores, o transplante de medula óssea passou a ser indicado para todos os pacientes com menos de 50 anos e com doadores compatíveis, os quais poderiam ou não fazer parte da família. Interferon e hidroxiureia continuavam a ser utilizados também, agora com mais um medicamento de apoio: a citarabina.</p>
<h4><strong>Anos 2.000: uma nova era começa com os inibidores da tirosina quinase <img decoding="async" class="alignright wp-image-6261" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474-300x300.png" alt="" width="171" height="171" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Comprimido-shutterstock_473395474.png 400w" sizes="(max-width: 171px) 100vw, 171px" /></strong></h4>
<p>Depois de muito estudo e testes com resultados amplamente positivos, em 2001 foi apresentado ao Brasil e ao mundo o <strong>mesilato de imatinibe</strong>, o primeiro inibidor da tirosina quinase. O que isso significou? Uma revolução histórica na Onco-Hematologia e uma nova expetativa de vida para os pacientes!</p>
<p>Como vimos, pacientes com LMC possuem um novo gene, o BCR-ABL, que codifica uma proteína com uma atividade chamada tirosina quinase. Esta proteína, por sua vez, está relacionada a diversos processos fundamentais, como a proliferação, diferenciação, mobilidade e sobrevivênvia/morte celular.</p>
<p>Essa terapia-alvo age diretamente nas células acometidas, levando à resposta citogenética e molecular para a maioria dos pacientes. Assim, o imatinibe passou a ser o tratamento padrão para LMC.</p>
<p>Em 2006, um novo inibidor da tirosina quinase chegou para trazer esperanças àqueles que não apresentavam respostas satisfatórias ao imatinibe. O <strong>dasatinibe, </strong>indicado inicialmente àqueles com resistência ou intolerância à primeira opção, demonstrou sua eficácia e logo passou a ser utilizado como opção de primeira-linha também, inclusive no Brasil.</p>
<p>Logo em seguida, em 2007, mais um inibidor da tirosina quinase foi apresentado. O <strong>nilotinibe</strong> também seguiu o mesmo caminho. Primeiramente indicado para aqueles sem resposta aos demais, e após resultados surpreendentes, passou a integrar o grupo de tratamento de primeira-linha aqui no país.</p>
<p>Em 2012, foi a vez do <strong>bosutinibe</strong> ser aprovado pelo FDA, órgão regulatório norte-ameriano, para uso em pacientes com a LMC Ph+ em fase acelerada ou blástica (forma aguda e mais grave da doença), e aos com resistência ou intolerância às terapias anteriores. Mas, nos estudos, esta terapia-alvo mostrou-se 30 vezes mais potente que o imatinibe e, em 2017, passou a ser usada nos Estados Unidos em pacientes recém-diagnosticados. Em 2015, o FDA autorizou o uso do <strong>ponatinibe</strong> em pacientes com LMC Ph+ em fase crônica, acelerada ou blástica, que sejam resistentes às primeiras-linhas de tratamento. Estes dois últimos ainda não foram aprovados no Brasil.</p>
<h4><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6262" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Exclamação-shutterstock_1275481633-300x267.png" alt="" width="138" height="123" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Exclamação-shutterstock_1275481633-300x267.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/Exclamação-shutterstock_1275481633.png 450w" sizes="(max-width: 138px) 100vw, 138px" />Estou em remissão completa, posso parar o meu tratamento?</strong></h4>
<p>Como vimos, são várias as opções de inibidores da tirosina quinase que possibilitam a remissão completa da LMC em grande parte dos casos. E com isso, muitos pacientes que há anos apresentam respostas moleculares e citogenéticas completas passam a ser perguntar: será que realmente preciso continuar o meu tratamento? Ou será que já estou curado?</p>
<p>A resposta é bem simples: sim, até o momento todos os pacientes com LMC Ph+ devem continuar o tratamento e jamais interrompe-lo por conta própria.</p>
<p>Embora existam diversos estudos satisfatórios sobre interrupção de tratamento, ainda não há uma recomendação formal em nosso país para tal, com exceção do cenário científico. Ou seja, recomenda-se discutir com seu médico sobre os benefícios desta decisão.</p>
<p>Em conclusão, os inibidores de tirosina quinase são considerados um divisor de águas na história da LMC, possibilitando excelentes respostas, qualidade e expectativa de vida aos nossos pacientes. Sua interrupção é viável, porém ainda se encontra em discussão.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/lmc-antes-e-depois-dos-inibidores-da-tirosina-quinase/">Tratamentos mudam a história da LMC</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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