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	<title>Arquivos leucemia mielomonocítica crônica TMO - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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		<title>LMMC – Conheça a leucemia mielomonocítica crônica, tipo raro de câncer do sangue</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2020 23:31:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico precoce é essencial, para que a doença não evolua para uma leucemia aguda A leucemia mielomonocítica crônica (LMMC) é um tipo raro de câncer do sangue, que acomete na grande maioria dos casos homens com mais de 60 anos. Receber o diagnóstico precoce e correto é essencial para que a doença não evolua, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3><strong>O diagnóstico precoce é essencial, para que a doença não evolua para uma leucemia aguda</strong><span id="more-6446"></span></h3>
<p>A leucemia mielomonocítica crônica (LMMC) é um tipo raro de câncer do sangue, que acomete na grande maioria dos casos homens com mais de 60 anos. Receber o diagnóstico precoce e correto é essencial para que a doença não evolua, tornando-se uma <a href="https://drbrenogusmao.com.br/leucemia/leucemia-mieloide-aguda-lma/">leucemia mieloide aguda (LMA).</a></p>
<h4><strong>Entenda a LMMC</strong></h4>
<p>Você deve estar se perguntando: o que é a LMMC? É uma leucemia crônica? É um outro tipo de leucemia?</p>
<p>Na verdade, a LMMC pode ser considerada uma síndrome, podendo compartilhar características de síndromes mielodisplásicas e/ou mieloproliferativas. Isso porque, grande parte dos pacientes apresentam um elevado número de monócitos displásicos no sangue, tipo de célula presente no sistema imune e que têm por função defender o organismo de corpos estranhos, como bactérias. Ou seja, a medula óssea, órgão responsável pela fabricação das células do sangue, sofre uma mutação genética. Com isso, passa a produzir monócitos em números superiores ao normal e que não funcionam corretamente, tornando-os malignos.</p>
<p>É possível que as demais células do sangue, como os glóbulos vermelhos (transportam oxigênio) e plaquetas (fazem a coagulação do sangue) também tenham o seu desenvolvimento afetado, mas a preocupação maior fica com o desenvolvimento dos blastos anômalos. Estas são células sanguíneas muito jovens e que não conseguem passar pelo processo de amadurecimento correto.</p>
<p>Quando o paciente apresenta blastos anômalos em grandes quantidades, é a situação que a LMMC está se transforme em uma LMA, tipo grave de leucemia.</p>
<h4><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6447" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1425537755-127x300.jpg" alt="" width="73" height="172" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1425537755-127x300.jpg 127w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1425537755.jpg 400w" sizes="(max-width: 73px) 100vw, 73px" />Sintomas da LMMC</strong></h4>
<p>O volume anormal de monócitos causa o principal sintoma da doença:<strong> aumento do baço e do fígado.</strong> O aumento do baço, também chamado por esplenomegalia, pode causar <strong>dores na parte esquerda do abdome e um “sequestro” de células do sangue</strong> (causando anemia e plaquetopenia) e dar uma <strong>sensação de saciedade</strong> ao paciente, mesmo sem ingerir uma alimentação adequada. Já o aumento do fígado, hepatomegalia, pode gerar um <strong>desconforto na parte direita do abdome.</strong></p>
<p>Por serem células de defesa, é possível que o paciente também apresente <strong>febre e infecções recorrentes.</strong> Caso os glóbulos vermelhos e plaquetas sejam atingidos, por falha na fabricação ou sequestro, o paciente poderá apresentar <strong>anemia</strong> e <strong>sangramentos</strong>.</p>
<h4><strong>Descobrir logo no início é o melhor caminho</strong></h4>
<p>Assim como para a maioria dos cânceres, descobrir a LMMC logo em seu início fará diferença nos bons resultados para o tratamento. Para isso, alguns exames serão necessários:</p>
<ul>
<li><strong>Avaliação clínica</strong> – O primeiro passo é contar para o médico o que vem sentindo. O aumento do baço e do fígado pode gerar o primeiro alerta. Com isso, o especialista deverá apalpar a região do abdome para confirmar.</li>
<li><strong>Hemograma</strong> – É muito importante que um exame de sangue completo seja feito, pois nele aparecerão as alterações nas células do sangue.  Em muitas ocasiões é o primeiro dado encontrado para investigação da doença.</li>
<li><strong>Análise da medula óssea</strong> – Com a suspeita de que o paciente pode ter um câncer do sangue, será preciso analisar a medula óssea para saber qual o tipo específico da doença. Para isso, o médico poderá sugerir uma biópsia da medula (um pedacinho do osso da região da bacia é retirado) ou um mielograma (é feita uma punção para a retirada por aspiração da medula óssea na região na bacia ou do esterno).</li>
<li><strong>Exames de laboratório</strong> – As amostras da medula óssea passarão pelo exame de citogenética, <img decoding="async" class="alignright  wp-image-6448" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1139813270-288x300.jpg" alt="" width="107" height="111" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1139813270-288x300.jpg 288w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/11/shutterstock_1139813270.jpg 400w" sizes="(max-width: 107px) 100vw, 107px" />imunofenotipagem, FISH e/ou PCR, que irão analisar as células ali presentes e trazer o resultado do diagnóstico final.</li>
</ul>
<h4><strong>LMMC tem tratamento! Mas é sempre necessário?</strong></h4>
<p><img decoding="async" class="alignleft wp-image-6381" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg" alt="" width="165" height="117" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987-300x214.jpg 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/08/shutterstock_751516987.jpg 700w" sizes="(max-width: 165px) 100vw, 165px" />Com o diagnóstico em mãos, será importante logo dar início ao tratamento. A melhor escolha terapêutica será feita pelo médico e dependerá do estadiamento da doença. E também da condição de saúde do paciente.</p>
<p>Quando necessário tratar, a primeira opção indicada geralmente é a quimioterapia com agentes hipometilantes. O  objetivo é combater as células cancerígenas (monócitos). Como alguns pacientes podem apresentar queda de plaquetas e hemoglobina, será importante realizar transfusão de sangue e/ou plaquetas. Caso sejam muito recorrentes, para evitar que haja sobrecarga de ferro no organismo, serão receitados medicamentos chamados quelantes.</p>
<p>O transplante de medula óssea é a única terapia curativa para a LMMC e ainda bastante utilizado para estes casos. Em especial naqueles pacientes com estágio mais avançado da doença ou que tenham ao diagnostico exames que levem ao chamado alto risco. Nestes casos, a opção indicada é o TMO alogênio (com doador HLA 100% compatível, aparentado ou não aparentado) ou o haploidêntico (aparentado, HLA 50% compatível). <strong>Para entender melhor o transplante de medula óssea</strong>, <a href="https://drbrenogusmao.com.br/tratamentos/transplante-de-medula-ossea/">clique aqui</a>.</p>
<h4><strong>CART T Cell em breve será opção!</strong></h4>
<p>Estudos nos Estados Unidos e Europa têm sido realizados utilizando a terapia celular (CART T Cell) como opção de tratamento para pacientes com LMMC. A ideia é modificar ou treinar os linfócitos saudáveis do paciente fora do corpo e depois injetá-los novamente no paciente.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/materias/lmmc-conheca-a-leucemia-mielomonocitica-cronica-tipo-raro-de-cancer-do-sangue/">LMMC – Conheça a leucemia mielomonocítica crônica, tipo raro de câncer do sangue</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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