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	<title>Arquivos heparina - Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</title>
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	<description>Portal sobre câncer do sangue para todos</description>
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		<title>Dr. Breno Gusmão no UOL &#8211; Coágulos em pacientes com a COVID-19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dr. Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2020 16:12:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O médico deu entrevista sobre o risco aumentado para a formação de coágulos e trombose em pacientes com evolução grave da COVID-19 Médicos alertam para o aumento de coágulos em pacientes com COVID-19 Por Danielle Sanches Do VivaBem, UOL, em São Paulo Novos sintomas e complicações ligados ao novo coronavírus (SARS-CoV-2) têm surgido com regularidade [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h3>O médico deu entrevista sobre o risco aumentado para a formação de coágulos e trombose em pacientes com evolução grave da COVID-19<span id="more-6278"></span></h3>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-6279" src="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/logo-uol-300x300.png" alt="" width="120" height="120" srcset="https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/logo-uol-300x300.png 300w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/logo-uol-150x150.png 150w, https://drbrenogusmao.com.br/wp-content/uploads/2020/04/logo-uol.png 600w" sizes="(max-width: 120px) 100vw, 120px" /></p>
<h4><strong>Médicos alertam para o aumento de coágulos em pacientes com COVID-19</strong></h4>
<h4><strong>Por Danielle Sanches</strong></h4>
<h4><strong>Do VivaBem, UOL, em São Paulo</strong></h4>
<p>Novos sintomas e complicações ligados ao novo coronavírus (SARS-CoV-2) têm surgido com regularidade desde que a panedemia se iniciou. Recentemente, os médicos passaram a nota que o risco aumentado para a formação de coágulos e tromboses tem sido cada vez mais frequente especialmente em pacientes que evoluem para a forma grave da covid-19.</p>
<p>Essa constatação ficou evidenciada em dois estudos recentes, um feito por especialistas holandeses e outro por americanos, que alertavam para esse tipo de complicação em pacientes graves com a doença.</p>
<p>Além disso, um outro artigo, publicado no periódico Journal of the American College of Cardiology e assinado por especialistas de mais de 30 hospitais ao redor do mundo, afirma que a inflamação causada pelo novo coronavírus no organismo é um dos fatores que levam a uma maior tendência na formação de trombos e tromboembolia.</p>
<p>Os médicos já sabem que, normalmente, quem entra para uma internação em UTI tem mais chance de desenvolver coágulos. No entanto, o que os especialistas têm encontrado em pacientes do novo coronavórus é diferente.</p>
<p>“Os dados ainda não limitados, pois a doença é nova”, afima Pedro Silvio Farsky, cardiologista do Hospital Albert Einstein e do Instituto Dante Pazzanese. “Mas já sabemos que o vírus tem, sim, influência no aumento da coagulação. Mas não sabemos exatamente qual”, afirma.</p>
<p>Uma das possibilidades levantadas para o problema é que o novo coronavírus utiliza receptores chamados de ACE2 para entrar no corpo humano. Esses receptores são geralmente encontrados no endotélio – uma espécie de tecido que reveste vasos sanguíneos (como artérias e veias) e a parte interna do coração e que tem influência no controle da coagulação do sangue.</p>
<p>Isso explicaria, por exemplo, o aumento nos casos de AVC em pacientes abaixo dos 50 anos, sem histórico de problemas cardiovasculares e que contraíram a doença – um alerta feito por especialistas do hospital Mount Sinai em carta ao periódico News England Journal of Medicine.</p>
<p>“Isso explicaria também a presença de microtrombos [pequemos coágulos] encontrados nos pulmões após autópsia em alguns pacientes italianos que não resistiram à doença, já que o ACE2 está mais presente principalmente no pulmão e nos vasos cardíacos”, acredita o especialista.</p>
<p>Como o vírus se concentra nos pulmões,  a primeira “frente de batalha” a sofrer com  os coágulos é justamente o órgão, que apresenta focos de hemorragia na microcirculação pulmonar com microtrombos.</p>
<p>“Mas, uma vez iniciada, a reação se torma sistêmica e pode atingir outras partes do corpo”, alerta o cardiologista. Há relatos de médicos americanos, por exemplo, que têm enfrentado problemas com pacientes que precisam de diálise justamente pela formação acima da médica de coágulos durante o procedimento”.</p>
<h4><strong>Tempestade de citocinas</strong></h4>
<p>Uma outra possibilidade que vem sendo bastante debatida é a questão da chamada “tempestade de citocinas”. Estas proteínas são conhecidas por enviarem mensagens às células e modularem o ataque organizado pelo sistema imunológico ao víru. Os invasor do organismo, criando um condição inflamatória no corpo.</p>
<p>Uma das respostas ao processo inflamatório é justamente o aumento da coagulação no sangue. O problema é que, na infecção pelo novo coronavírus, alguns pacientes apresentam uma produção excessiva dessas citocinas, aumentando a resposta inflamatória e a taxa de coagulação.</p>
<p>“Inflamação e coagulação são processos que andam juntos no corpo, é uma forma de isolar o microrganismo invasor e facilitar o trabalho das células de defesa”, afirma o hematologista Erich Vinícius de Paula, coordenador de hemostasia e trombose da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular). “Mas, por algum motivo que ainda não está claro, a resposta apresentada ao novo coronavírus parece exacerbada em alguns casos”m diz.</p>
<p>O médico lembra ainda que o aumento na taxa de coagulação pode provocar tanto as lesões vistar nos pulmões (microtrombos) como ainda tornar o paciente mais propenso a desenvolver a chamada trombose venosa profunda – uma condição em que o corpo forma coágulos, geralmente na região das pernas, que podem se desprender e migrar para o pulmão, provocando uma embolia pulmonar.</p>
<h4><strong>O que isso muda?</strong></h4>
<p>Por enquanto, os médicos concordam que o melhor a fazer é aguardar novos estudos para entender melhor a doença. “Os pacientes que seguem para a internação já recebem uma dose profilática de anticoagulante por sabermos que a internação aumenta as chances da formação de trombos. Isso é um consenso médico aplicado há anos”, afirma Breno Gusmão, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. “A grande questão que está sendo debatida é se essa dose deve ser aumentada ou não para os pacientes de covid-19”, diz.</p>
<p>Segundo ele, os dados que chegam ainda precisam de mais embasamento para se tornarem um procolo no tratamento da doença. “Por enquanto, observamos caso a caso e levamos em conta outras comorbidades, como arrtmias e câncer, para decidir ou não pelo uso de uma dose maior de anticoagulante”, afirma.</p>
<p>O cuidado tem razão de ser: o uso de substâncias anticoagulantes, como a heparina, aumenta o risco de hemorragia, o que pode representar um risco de vida ainda maior para os pacientes internados em estado grave.</p>
<h4><strong>Estudo com anticoagulantes</strong></h4>
<p>Pensando em como lidar com pacientes que apresentam esse tipo de complicação, um estudo preliminar feito por pesquisadores do Hospital Sírio-Libanês (SP) testou o uso do anticoagulante heparina, usado em ambiente hospitalar, para pacientes diagnosticado com a covid-19. Embora ainda preliminares, os resultados foram considerados positivos.</p>
<p>“O que passamos a entender é que o vírus entra pelo epitélio respiratório (mucosa que se estende da cavidade nasal até os brônquios), agride-o e deixa os brônquios e os alvéolos com a membrana exposta, criando algo parecido com um machucado. Isso faz o corpo querer estancar a ferida, e a resposta do organismo é a coagulação, entrando em estado de hipercoagulabilidade, que na verdade, não resolve o problema”, explica a pneumologista Elnara Marcia Negri, do Hospital Sírio-Libanês.</p>
<p>De acordo com a pneumologista, a droga é recomendada para pacientes que têm sintomas mais severos, como a insuficiência respiratória. Para esses casos, o estudo preliminar apontou que a heparina ajuda a desfazer os coágulos que são formados na microcirculação do pulmão e em outros locais do corpo.</p>
<p>Mas, como dito anteriormente, o uso do medicamento precisa ainda de mais análises. Além disso, qualquer anticoagulante só deve ser utilizado com orientação e acompanhamento médico, já que a substância pode levar à hemorragia interna – sangramentos no sistema nervoso central e sistema gastrointestinal, que pode até levar a moite. Por isso, a médica reforça que a população não deve comprar para prevenir o quadro ou tomar fora de ambiente hospitalar.</p>
<p>O post <a href="https://drbrenogusmao.com.br/na-midia/dr-breno-gusmao-no-uol-coagulos-em-pacientes-com-a-covid-19/">Dr. Breno Gusmão no UOL &#8211; Coágulos em pacientes com a COVID-19</a> apareceu primeiro em <a href="https://drbrenogusmao.com.br">Dr. Breno Gusmão - Onco-Hematologista</a>.</p>
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